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Fim da coligação é clareza para escolha política

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Francis Ricken
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O modelo eleitoral brasileiro é dividido em dois sistemas: o proporcional, que elege deputados federais, estaduais e vereadores e o sistema majoritário, pelo qual são eleitos presidente, governador, prefeito e senador. A diferenciação entre os sistemas tem motivo de existir, que é a ampla representação de nossas escolhas políticas, possibilitando que as maiorias possam ser ouvidas, mas que as minorias também tenham chance de ser representadas. Diferente do que muita gente imagina, a ideia de construir a compatibilização dos sistemas foi arquitetada pela comissão que tratou do tema na Constituinte de 1988, afinal, ouvir as maiorias é fundamental para as democracias, mas deixar de lado a representação de parcelas políticas importantes da sociedade seria extremamente ruim para um país com um território e população do tamanho do Brasil. E sendo assim, coube à escolha pela adoção do sistema proporcional a ideia de representação nas casas legislativas, pois esse sistema trabalha numa perspectiva de desempenho partidário coadunado com desempenho individual dos candidatos, evitando que apenas os campeões de votos prevaleçam nas eleições legislativas.

O sistema proporcional é muito justo, pois cria uma lógica de ampla representação partidária e de classes políticas, dando amparo à função legítima dos partidos dentro do modelo político brasileiro. Em si, o sistema proporcional não é tão complicado como parece, contanto que o eleitorado tenha ciência da sua aplicação, já que nesse sistema o voto no partido é obrigatório, e o voto no candidato é preferencial, ou seja, quando se vota no sistema proporcional, deve-se pensar inicialmente no partido e, posteriormente, no candidato, afinal, os votos dados podem ser compartilhados entre membros do mesmo partido político.

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Como disse, o modelo proporcional não é tão complicado como parece. O grande problema é que esse sistema se tornou nebuloso com a aplicação de uma regra que caiu na última minirreforma eleitoral, a chamada coligação na proporcional, uma gambiarra que nos acompanhou até seu fim nas eleições municipais de 2020. Essa norma possibilitava que partidos pudessem criar um grupo para a disputa das proporcionais, compartilhando votos e criando uma confusão imensa na cabeça do eleitor. A coligação permitia que partidos sem muito conteúdo programático ou organização elegessem candidatos para cargos legislativos, favorecendo a ideia do personalismo e da pouca ligação partidária, uma saída para a não organização política.

 

A utilização da “coligação na proporcional” criou terreno fértil para o aumento da fragmentação partidária, a multiplicação de partidos sem organização nacional e o surgimento de políticos com pouca história de militância nas estruturas partidárias. Essa regra era um verdadeiro estelionato eleitoral, pois o eleitor não tinha conhecimento sobre o encaminhamento que era dado ao seu voto quando votava em um partido coligado. O fim das coligações foi um avanço importante para nossa democracia, mas um golpe de misericórdia em partidos políticos sem organização, que já vinham combalidos com a cláusula de barreira.

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A possível retomada das coligações nas proporcionais, que estão sendo discutidas no Congresso Nacional para as eleições 2022, será um verdadeiro retrocesso para nosso modelo democrático, resgatando uma regra que sempre foi estranha à ideia de transparência do sistema eleitoral, e que somente favorece políticos com pouca identificação partidária e legendas de aluguel. Está na hora da gente ter a possibilidade de conhecer a real aplicação do sistema proporcional, que só tende a beneficiar o eleitor nas suas escolhas políticas, além de ser o caminho mais curto para o amadurecimento do sistema partidário brasileiro.

 

Francis Ricken, advogado e mestre em Ciência Política, é professor da Escola de Direito e Ciências Sociais da Universidade Positivo (UP).

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Você gosta de sexo?

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Carolina Vila Nova
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Já cantava Ultraje a Rigor, de forma, que todos acompanhavam com vontade, mesmo que fosse só dentro da cabeça, para ser mais discreto: “Sexo! Me dá sexo! Eu não vivo sem sexo!”.

Sexo é bom e quase todo mundo gosta! Só não afirmo ‘todo mundo’, porque dizem existir por aí, as pessoas assexuadas, que não gostam de jeito nenhum e nem praticam. Embora eu nunca tenha conhecido alguém tão estranho, até acredito que exista. Nesse mundo tem louco para tudo!

 

No mais, sexo é bom mesmo, faz bem para a pele, para a saúde, para aliviar o estresse e até para demonstrar amor! É isso mesmo, senhoras e senhores: sexo, além de promover algo fantástico chamado orgasmo, que despeja uma química deliciosa no cérebro e provoca um relaxamento por todo o corpo, ainda serve para demonstrar e viver o amor.

 

E aí? Você prefere sexo por sexo ou sexo com amor?

 

Há quem prefira sim o sexo casual, descompromissado e supostamente leve. Já outros, tem o tesão de tirar a roupa apenas para quem ama, ficar de conchinha após um orgasmo do [email protected]#@%¨* ou deitar sobre o corpo da pessoa amada e curtir o pós-êxtase em silêncio e aconchego.

 

Será que tanto faz?

 

Dizem as más línguas, que a mulher da vida é paga, justamente para ir embora após o tesão passar, cumprindo seu papel exclusivamente físico, de levar o homem ao ápice e não o incomodar depois. Mas se é isso mesmo, então por que alguns homens fogem do relacionamento íntimo? Não seria o depois, um momento de continuidade do prazer, através de uma conversa e troca de carinho?

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Dentre tantas nomeações que existem hoje para gêneros, gostos e comportamentos, o que se sabe, e é quase unânime, é que sexo é mesmo foda! Não importa onde, quando, desde que seja bem-feito, costuma mudar o humor de um dia ruim, relaxa, alivia, além do prazer indescritível, que dispensa descrições.

 

Sexo oral, sexo vaginal, sexo anal, tem até sexo tântrico! E se não tem, tem o sexo solitário para aliviar a falta que o bendito faz! E se nem isso der certo, tem gente que gosta tanto, que sente orgasmo até dormindo. Jesus amado! Quero!
Sexo na cama, no chão, na parede, no carro, no cinema, no mar ou no meio do mato. Quem nunca? Passamos a vida descobrindo e redescobrindo as inúmeras formas que nosso corpo e do outro podem nos proporcionar prazer e aliviar o peso da própria vida.

 

Dentre tantos boletos para pagar, o modo automático do acordar, levantar, trabalhar o dia todo e voltar para casa, pra começar tudo de novo, o sexo, entre uma coisa e outra, ajuda a suportar a vida. É a válvula de escape para a dor de cabeça, para o tédio, a monotonia ou o contrário, para desacelerar e se permitir um pouco de sentido aos dias obrigatórios no modo automático.

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Bom mesmo seria incluir na lista diária de tarefas, um pouco mais de vida, disso aí mesmo, que estamos falando… Já pensou???

 

– Recomendação médica obrigatória, risco de infarto: sexo três vezes ao dia com orgasmo! Passando pelo sexo oral e indo em todas as direções possíveis. Pratique sem moderação! Use e abuse! Seja criativo na hora de cuidar de você mesmo!
Parece brincadeira? Pois não deveria!

 

A vida passa rápida demais, com uma penca de problemas que chega todos os dias, porque a vida simplesmente é isso mesmo: problemas no trabalho, no trânsito, nos relacionamentos, na família, na economia, na política, blá blá blá.
Quando se vê, já não temos mais disposição, saúde, quiçá idade para isso. Então, meu amigo, minha amiga, aproveite enquanto ainda tem vontade e pode. Corre atrás!

 

Com amor? Sem amor? O que é importante para você?

 

É só uma questão de escolha!

 

A vida está aí para ser vivida e sexo faz parte do lado bom dela!

 

Lhe desejo um bom e inesquecível orgasmo, que melhore e transforme o seu dia! E quando chegar à noite: repita! Sem moderação!

 

Amanhã, comece de novo!

 

Se faça e se permita ser feliz!

Carolina Vila Nova é escritora, roteirista e Ghost Write.

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