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HALITOSE

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O odor corporal é um dos maiores tabus em nossa sociedade. A halitose, ou mau hálito crônico, é uma situação na qual a pessoa exala um odor desagradável da boca.

O “bafo matinal” com a qual a maioria das pessoas acorda não é halitose. Nem os cinco minutos de mau hálito que você tem depois de fazer uma refeição exótica, cheia de condimentos.

A halitose é um cheiro persistente que não vai embora depois de passar fio dental, escovar os dentes e enxaguar.

Pode ser embaraçoso e constrangedor, tanto que muitas pessoas relutam até em mencioná-la ao dentista. Até uniões matrimoniais ser desfeitas legalmente. se comprovada a halitose de um dos cônjuges.

Inicialmente, é primordial que a pessoa se conscientize quanto ao problema que têm.

E, é bastante comum e, por isso mesmo, muito possível de tratar, entretanto, poucos pacientes visitam as clínicas odontológicas para ajudar a solucionar este problema, por vergonha.

Para diagnóstico, terapia e/ou encaminhamento para um médico especialista, é importante primeiramente o clinico diferenciar a halitose de origem oral e não oral. Por esta razão, neste artigo tratei apenas da halitose de origem intra oral.

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A halitose intra oral pode ser indicativa de algumas doenças orais, como doenças periodontais, cáries, restaurações e próteses mal adaptadas ou da presença de excessivos depósitos bacterianos sobre a língua.

😃 Um belo sorriso mostra seu estilo!

Ernani Caporossi, Especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental, MBA em Gestão de Saúde, membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), da Academia Brasileira de Osseointegração (ABROSSI) e da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBOR), formou-se em 1980, pela Faculdade de Odontologia de Volta Redonda, para, em seguida, cursar mais dos anos de especialização em dentística restauradora e prótese dentária, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Menopausa X saúde bucal

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Recentemente, li um artigo de um colega sobre os efeitos da menopausa na saúde bucal e me interessei por este tema, cuja discussão, até cerca de meio século atrás quando a expectativa de vida estava abaixo dos 50 anos, era tabu. Hoje, felizmente, a menopausa (fim dos ciclos menstruais e ovulatórios da mulher) recebe cada vez mais a atenção dos profissionais da área de saúde, inclusive a odontologia.

 

Alguns fatores contribuíram para esta nova realidade, entre eles o surgimento, na década de 1960, da pílula anticoncepcional e do feminismo, cujas ideias valorizavam a sexualidade feminina. É nessa época que a reposição hormonal após a menopausa encontra ambiente favorável para garantir o prolongamento da saúde, especialmente a bucal, e da qualidade de vida da mulher, cujos ciclos menstrual e reprodutivo terminam, normalmente, entre 45 e 55 anos de idade. Mas, pode ocorrer tanto antes (menopausa precoce, que pode ser espontânea ou cirúrgica) quanto depois (menopausa tardia).

 

Como o organismo deixa de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, responsáveis pela gravidez, corre-se o risco de agravamento de doenças. Além de inconvenientes, como calores ou fogachos, alterações na pele, nos cabelos, nas unhas e no humor, a maioria das mulheres apresenta perda óssea e maior risco de doenças cardiovasculares, por cauda do fluxo sanguíneo irregular.

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Entre as alterações possivelmente associadas à menopausa, estão osteoporose; síndrome da boca ardente, que pode afetar língua, lábios, palato, gengivas e suporte da dentadura; alterações na mucosa, com sangramento na gengiva, que fica pálida, seca e brilhante; periodontite, que pode causar a perda de dentes e; distúrbios alimentares, que pode levar a hábitos causadores de traumas na boca, como a erosão do esmalte do dente.

 

Na verdade, a saúde bucal da mulher tem necessidades especiais nas diversas fases de sua vida, a começar pela puberdade, com as mudanças nos níveis de hormônios, seguidas da menstruação, gravidez e menopausa. Nestes períodos, as gengivas ficam mais sensíveis à placa bacteriana, exigindo cuidados básicos e constantes, como escovar bem os dentes e usar fio dental todos os dias.

 

Por todos os seus complexos efeitos, que exigem atendimento odontológico multiprofissional, a conscientização sobre esta realidade deve ser tratada desde cedo, para minimizar seus sintomas.

 

A conduta do profissional dentista deve ter enfoque preventivo, especialmente nos cuidados essenciais de higiene e na manutenção da saúde bucal. Isto é, uso do fio dental, escovas macias, enxaguatórios específicos e, um hábito necessário, visitas regulares ao dentista para limpeza e procedimentos gerais.

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É bom lembrar que, embora em menor frequência, a osteoporose (e, portanto, problemas bucais) pode afetar também os homens, principalmente na andropausa. A queda na produção do hormônio masculino, a testosterona, provoca retenção insuficiente de cálcio, essencial na formação óssea.

 

Ernani Caporossi é especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental.

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