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LAPADA: Delegado diz “Não existe instituição mais imoral que o MPE/MT”

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O que importa nessa vida?

Faz algum tempo que estou quieto, sumido. Já me disseram isso. Eu concordo. E tem algumas explicações. Uma delas é que eu estava querendo ficar “na minha”, acreditando que as coisas podiam andar para o lado do melhor vento. Não andaram. Na minha opinião.

Semanas atrás, o Brasil inteiro foi surpreendido com várias publicações dizendo que o nosso MPE/MT, cada promotor de “justiça”, receberia um smartphone de última geração, ou quase última, já que a tecnologia muda constantemente, e já mudou.

Virou notícia, e vergonha, nacional. O que se esperaria dos promotores, ou seus líderes, ou do inconsequente idealizador desse absurdo? Que não tivessem feito. E, como já tinham feito, que pedissem desculpas à sociedade pelo erro e sumissem de cena.   Mas não. Continuaram. Irão receber os tais aparelhos, como se não tivessem condições de ter algo assim para trabalhar e se comunicar. Uma juíza assim autorizou.

Por que, nobres representantes do MPE MT, os professores não receberam equipamentos mínimos para instruírem seus filhos? Por que nenhum de vocês se insurgiu contra o poder público para exigir algo parecido para a instrução dos seus filhos e dos demais estudantes do nosso estado? Vocês acham que foram, e são, éticos?

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Certa vez eu me manifestei sobre o auxílio moradia dos membros do MPE. Ocorre que também os membros do judiciário também o recebiam. Ou seja, cada um encobrindo o outro. Me digam: por que os detentores dos maiores salários do Brasil precisam de auxílio para morarem e nenhum outro servidor público tem o mesmo direito? E mais, se um promotor ou juiz seja casado com outro juiz ou promotor, receberiam em sobro, cada um o seu. Pergunta: os cônjuges residem em casas diferentes? Por que auxílios duplicados? E mais. Se o promotor ou juiz tivesse mais de uma residência, uma ou mais, como é comum, por que receber auxílio moradia? Alguém, por favor, me explica.

Também me referi no passado sobre o direito dos promotores, mas não falei dos juízes, que têm o direito de 2 meses de férias por ano? Por que? Alguém sabe explicar? Eles trabalham mais do que os trabalhadores de outros poderes e da iniciativa privada? Merecem mais por que? E, sabem, podem vender as férias e receberem em dinheiro, até porque, sabemos, não precisam de 2 meses de férias. Assessores que o digam.

E a situação dos 73 milhões descobertos pela CPI do MP desviados pelo MPE MT? Alguém acredita que dará algo? Eu acredito que os poderes se protegem. Mas isso vem ao encontro do que eu já falei antes. Que não há justiça neste país se houver interesses envolvidos.

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Também disse atrás que o MPE devolvia o restante do duodécimo aos seus membros. Só aos promotores, obviamente. Dinheiro público devolvido a quem não tinha esse direito. Só eles tinham. Alguém sabe o motivo? Eu reputo como imoralidade. Mas eles falam que é direito. Fui interpelado judicialmente para me explicar. Nada aconteceu. Eu desafio o MPE/MT a abrir suas contas nos últimos 20 anos para provar que eu estou errado. Não acredito que farão. Falo para vocês: o MPE/MT não está comprometido com a ética e a moralidade quando o assunto é o seu benefício.

E acrescento: não existe instituição mais imoral que o MPE/MT que o nosso, que senta na própria moralidade e fala das ilegalidades das outras instituições.

Serei processado por isso. Eu sei. E até espero que sim. Pois, assim. Poderei abrir as entranhas desse instituição MPE e, por consequência, talvez, o judiciário.

Deus nos proteja.

Flávio Stringueta é delegado da Polícia Civil em Mato Grosso e atua na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

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No momento em que lido com estesprolegômenos, o Brasil acabara de registrar 4.190 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Em Mato Grosso, até esta data, o total de óbitos era de 8.403 neste período pandêmico, conforme dados doConsórcio de Veículos de Imprensa do Brasil.

Recebemos de Deus um dom que engloba todos os demais. Este dom é a vida — vida física, intelectual e moral. Mas a vida não se mantém por si mesma. O Criador incumbiu-nos de preservá-la, de desenvolvê-la e de aperfeiçoá-la. A vida e a liberdade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida e a liberdade existirem antes que os homens são levados a fazer as leis.

Quanto mais procuramos entender o decretel de lockdowns e quarentenas – e a ferrenha disputa canibalista travada nos porões, casernas esuntuosos gabinetes pela tutela destes decretéis;mais se torna realidade a expressão mosaica: “E a tua vida, como em suspenso, estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida”. (Livro de Deuteronômio, 28:66).

Neste revolto caudal de lágrimas e aflições, próprio deste momento ímpar, e até então desconhecido por esta geração ante a impotência em que se encontra o ser humano no seu todo, me vem a memória a celebre expressão,   “Não se pode ser feliz sozinho”, cunhada por Ernest Hemingway em seu livro Por quem os sinos dobram”; um ensaio sobre a complexidade da vida humana onde Hemingway nos adverte de que nossa felicidade se faz com relação aos outros habitantes da terra, que também não são felizes a não ser se relacionando com o universo inteiro... E como se relacionar, se a lei, mais que um lockdown moral é uma quarentena existencial?

Assim, por mais que este escriba queira, não consegue tirar de sua mente o obituário citado e muito menos entender a postura de alguns que se locupletam ante as lágrimas choradas a cada vida interrompida e me vem ao coração o sentimento de Jó: “Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo?” (Jó 3:20 – Velho Testamento). Talvez a resposta esteja nas palavras; “aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”. Antoine de Saint-Exupéry.

E segue a vida.

Manoel de Jesus é; Especialista em Gestão Educacional e Empresarial, especialista em Gestão Pública. Bacharel em Administração; e discente do curso de Direito.

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