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Mato Grosso, o maior exportador de carnes, mas com pessoas na fila da doação de ossos de boi

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Chamou a atenção do Brasil a cena da fila de pessoas à espera por doação de ossos de boi em um açougue de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Os depoimentos das pessoas encheram nossos corações de tristeza. É cruel ver o sofrimento daqueles e daquelas que estão em situação de fome.

Os depoimentos registrados por jornalistas da capital revelam que as pessoas que foram à porta do açougue, assim o fizeram porque estão desempregados (as), não possuem nenhuma renda, não conseguem mais colocar comida na mesa, carne, então, virou produto inacessível.

 

É muito doloroso verificar que em um País rico como o Brasil, chefes de família tenham que se submeter à busca de doações de ossos de boi, sendo que até bem pouco tempo a maioria absoluta do povo conseguia comprar carne, até mesmo para fazer um churrasquinho no final de semana.

 

É lamentável ver o Estado que tem o maior rebanho bovino do Brasil, o maior exportador de carnes, possuir famílias que dependam da doação de ossos.

 

Dados da Scot Consultoria apontam que em 2020, o faturamento com a exportação de carne bovina rendeu a Mato Grosso US$ 1,63 bilhão. Nosso Estado conta com 31,7 milhões de cabeças de gado, líder nacional respondendo por 14,8% do rebanho do País. Em contrapartida, mais de 100 mil famílias vivem na extrema pobreza.

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Dados divulgados este ano pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que no Brasil, há 27,7 milhões de pessoas extremamente pobres. A desigualdade social perdura desde os tempos da colonização, mas teve períodos que foi enfrentada pelo governo federal. Fato que não está ocorrendo agora.

 

Entre 2003 e abril de 2016, o Brasil teve no Palácio do Planalto presidentes da República comprometidos com o combate à fome e à miséria. Tanto que o País saiu do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014.
Após o golpe contra a presidenta Dilma, políticas públicas de combate à miséria foram descontinuadas e a fome voltou a

assombrar o país.

Levantamento feito pela Universidade Livre de Berlim (Alemanha), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Universidade de Brasília (UnB) apontou que entre agosto e dezembro de 2020, 59,4% dos domicílios do País apresentaram algum grau de insegurança alimentar.

 

São mais de 125,6 milhões de pessoas que não se alimentaram como deveriam ou não tinham certeza quanto ao acesso à alimentação. Esses números comprovam a gravidade da fome no Brasil, exemplificada em cenas tristes como da fila para doação de ossos.

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Citado pelas pessoas que estavam na fila, o desemprego bateu recorde, com mais de 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras sem trabalho. Enquanto isso, o atual governo pagou o Auxílio Emergencial de R$ 600,00 apenas por quatro meses.

 

Ou seja, desde abril de 2016 o Brasil não possui uma política pública efetiva e perene de combate à fome. Por isso essa tragédia. Por isso a fila para doação de ossos na capital do agronegócio.

 

Precisamos refletir sobre qual Estado e País queremos viver. Mato Grosso é o maior produtor de grãos e de carnes. Nosso Estado não possui problemas financeiros. O Brasil é muito rico, o celeiro do mundo. Até quando nossa sociedade continuará convivendo com a fome de milhares de mato-grossenses e milhões de brasileiros?

 

Nosso País já experimentou governos que tem como prioridade o desenvolvimento econômico, com combate à fome e às desigualdades. Precisamos resgatar essa prioridade. Nosso povo não aguenta mais. Nosso povo precisa voltar a ter vida plena, com dignidade e felicidade.

 

Professora Rosa Neide é deputada federal (PT-MT).

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A chamada em questão tem como vertente; casa de espetáculos casa de eventos ou casa de shows; que são denominações dadas a qualquer local utilizado para a realização de apresentações musicais, espetáculos, boates e congêneres.

Falar das noites cuiabanas e da intensa  vida noturna na capital seria chover no molhado, uma vez que, além de sermos um povo extremamente acolhedor, gostamos muito da vida noturna, independentemente de: idade, classe social, poder aquisitivo e por aí vai.

Os estilos musicais: samba, sertanejo, rock, funk, correspondem ao que conhecemos popularmente como tipos musicais.  As nuances em relação a ritmos, melodias, harmonias, formas de tocar, entre tantas outras variáveis, impossibilitam uma diferenciação mais clara.
Assim sendo, a distinção de estilos entre diferentes artistas acaba por ser mais uma questão de percepção do que algo efetivamente preestabelecido.

Semana passada, fui pego de surpresa ao ser convidado a visitar uma das Casas de Shows, mais populares da capital, denominada ‘Seu Francisco’, situada na Orla do Porto, a convite dos sócios: Luiz Fernando Souza Almeida, Anderson Siqueira (Biro) e o Rodrigo Falheiros.

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O senhor Luiz Fernando um dos sócios, contou-me como surgiu o nome da casa de show ‘Seu Francisco’.

“O nome ‘Seu Francisco’, surgiu a partir do nome de um vendedor de jogos de loteria chamado Francisco, o mesmo, sempre procurava o meu sócio Rodrigo Falheiros, para vender bilhete de loteria e insistia muito para que o mesmo comprasse; assim sendo resolveram colocar o nome Seu Francisco”.

A casa de Show oferece um espaço físico excepcional, o atendimento é algo incomparável, desde os recepcionistas, até o atendimento impecável das garçonetes e dos garçons, que nos atenderam com cordialidade e atenção.

Na ocasião, fomos atendidos carinhosamente pela, Priscila Silva Ferreira, que além de nos atender muitissimamente bem, vinha sempre à nossa mesa, com um  largo sorriso no rosto.

Eu tive a curiosidade de entrar no Instagram dessa conceituada casa de Shows; e vi os comentários positivos com relação principalmente ao atendimento das mulheres, sem falar, na rotatividade de bandas que se apresentam, de quinta a domingo.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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