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Mesmo na era digital, relacionamento entre pessoas é primordial na administração de condomínios

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São inegáveis os benefícios das novas tecnologias. Os avanços tecnológicos, a cada dia mais intensos, oferecem conveniência para a resolução de problemas com simples toques nos smartphones, aproximam empresas e clientes e facilitam as interações humanas a distância. Essas vantagens, entretanto, não eliminam a função primordial dos relacionamentos interpessoais em alguns setores da economia, como na gestão condominial. Nesse mercado, as ferramentas ajudam, e muito, na gestão — como ficou claro durante a crise da pandemia —, mas não substituem em absoluto a intermediação das relações entre as pessoas. A presença humana, mesmo que remota, continua imprescindível.

Essa dinâmica, inerente à administração de condomínios, evidenciou a fragilidade de modelos de negócios 100% digitais, de gestão exclusivamente via aplicativos. Oferecendo serviços a preços módicos, essas empresas muitas vezes desprezam as décadas de experiência de administradoras consolidadas no mercado para, na prática, vender sonhos e promessas que logo a realidade desmascara.

Um evento emblemático ocorreu no início de dezembro. Uma plataforma online, que há cerca de dois anos se lançou como empresa integralmente digital capaz de gerir os condomínios com mais transparência e menos burocracia, encerrou suas atividades como administradora. No anúncio oficial, a empresa informou que decidiu “sair da ponta”, o que significa que deixaria de prestar serviços do dia a dia da administração condominial. Não por acaso, exatamente o ponto no qual não se pode prescindir da interação humana, em que a tecnologia pouco ou nada pode fazer. Afinal, um algoritmo não tem como resolver um conflito entre vizinhos, problema corriqueiro que as administradoras de carne e osso estão acostumadas a enfrentar.

Não se trata de comemorar o fim da operação de uma empresa, situação que sempre causa sofrimentos e perdas para os envolvidos. Mas o episódio da plataforma pode sim servir de alerta para que os condomínios resistam à tentação de contratar serviços que, num primeiro olhar, são inovadores, incríveis e baratos. É necessário que os condôminos entendam o que está em jogo na escolha de seus prestadores de serviços, considerando a relação custo-benefício do que se apresenta, para que não sejam seduzidos por marketing.

Por sua vez, as administradoras com longos anos de mercado já entenderam a demanda dos clientes por inovação e, neste ano de pandemia, intensificaram o uso de plataformas e ferramentas virtuais. Também passaram a trabalhar com serviços e processos automatizados. O gerenciamento de reservas de espaços comuns, a prestação de contas, o acompanhamento de ocorrências e a realização de assembleias virtuais, por exemplo, já são atividades para as quais as administradoras usam as ferramentas digitais. Tudo conforme exigem as novas circunstâncias decorrentes dos protocolos sanitários.

Assim, o setor mostra sua capacidade de acompanhar a evolução das demandas e dos instrumentos de tecnologia, combinando de maneira eficiente inovação e experiência, agilidade e jogo de cintura para as numerosas questões de relacionamento que todos os dias surgem nos condomínios. Bagagem e conhecimento técnico continuam fazendo a diferença.

No fim das contas, o que os condôminos desejam é contar com segurança e praticidade. E isso as administradoras já consolidadas têm plenas condições de oferecer, e a preços justos. Sem promessas milagrosas, que a cada dia mais vão demonstrar suas fraquezas.

 

*José Roberto Graiche Júnior é presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo.

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Como lidar com a perspectiva de um novo cenário pós-vacina?

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Recentemente ouvimos a notícia esperançosa de que foram aprovadas as vacinas contra o covid-19. Muitos já comentam sobre seus novos planos pós-vacinação e a respeito do que chamam de retorno à normalidade. Expectativas se multiplicam diante desse novo cenário, esperando que o mundo, como o conhecíamos, retroceda seu curso e consigamos então, seguir com maior previsibilidade.

Infelizmente, parece que essas expectativas estão longe de se tornarem realidade. Em meio a uma pandemia é preciso entender que estamos diante de um pacto coletivo. Devemos não apenas nos vacinar – para a nossa proteção e a das pessoas das quais nos aproximamos – como também cultivar por um período ainda indeterminado todas às restrições a fim de evitar a transmissão de novos casos da doença. A mudança não será imediata.

De certo, em um país como o nosso de proporções continentais, como a liberação da vacina será gradual e levando-se em consideração o plano de distribuição da mesma, se faz necessário continuar controlando a propagação do vírus no intuito de diminuir a incidência de novos casos. Possivelmente, ainda haverá um longo período antes de alterações significativas ocorrerem.

Além disso, a própria fabricação das vacinas é muito recente e, portanto, não se tem ainda conhecimento sobre o impacto exato que elas terão na proteção contra o Corona vírus. É possível inclusive que, apesar de estar resguardado, o vacinado ainda seja passível de se tornar vetor de contaminação. E ainda não há a certeza sobre o período de efetividade da imunidade pós-vacina, nos levando a crer que talvez tenhamos que fazer reforços em determinados momentos.

Tudo é muito recente e está se desenvolvendo na medida em que seguimos vivenciando. Desse modo, os protocolos até então seguidos, de distanciamento social, uso de álcool gel e de máscaras não devem ser abandonados. As mudanças devem ser acolhidas. Buscamos constantemente nos adaptar a algo que possivelmente perdurará. E que a lição seja aprendida: depois de um ano pandêmico, mais do que nunca, precisamos nos preservar.

*Bruna Richter é graduada em Psicologia pelo IBMR e em Ciências Biológicas pela UFRJ, pós graduanda no curso de Psicologia Positiva e em Psicologia Clínica, ambas pela PUC.

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