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TRATAMENTO ESTÉTICO: CUIDADOS

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Superpotência das cirurgias voltadas para a reparação estética, graças a Ivo Pitangui, falecido recentemente, quem nos abriu as portas do reconhecimento mundial nesta área, o Brasil segue o mesmo caminho quando se trata de mudanças estéticas odontológicas. Perde apenas para os Estados Unidos entre os países com mais procedimentos estéticos odontológicos no mundo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), da qual sou membro fundador, apenas em São Paulo são aplicadas, mensalmente, 28,5 mil lentes de contatos (facetas ultrafinas de porcelana aplicada sobre os dentes desgastados ou manchados), enquanto na capital carioca, que acabou de mostrar ao mundo toda a sua criatividade na realização da 31ª Olimpíadas da Era Moderna, este número chega a quase 10 mil mensais.

Está claro que a cirurgia restauradora devolve a autoestima de quem sofre com problemas dentários. Afinal, o sorriso de dentes sadios não apenas transmite simpatia e realça a beleza como deixa a alma mais leve.

Por isso, a principal preocupação de quem procura um dentista deve ser a saúde bucal. Evitar cáries e doenças periodontais, como inflamação e infecção dos ligamentos e ossos que dão suporte aos dentes. Doenças bucais geram outras doenças como as digestivas e dores de cabeça.

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No entanto, é aconselhável ter cuidados para evitar exageros de uma cirurgia desnecessária. Procurar profissionais (e clínicas) qualificados e se informar sobre o procedimento é fundamental.

Como o tratamento envolve várias etapas e mais de um profissional, é importante o paciente saber que atualmente existem clínicas que oferecem todos estes serviços – odontológicos e estéticos. Portanto, é importante conhecer o histórico de experiência e a reputação do profissional e/ou da clínica escolhidos.

Por outro lado, o profissional deve proporcionar ao paciente saber, de antemão, como ficará o tratamento. Para isso, é necessário um rigoroso planejamento e uma boa anamnese, aliados à utilização correta de novas tecnologias e materiais, como as facetas e lentes de contato, colocados à nossa disposição.

Como novas tecnologias, que nos auxiliam em um diagnóstico mais preciso, podemos citar, além, do check-up radiográfico, a fotografia. Sem ela, é quase impossível começar um tratamento, porque facilita a comunicação entre o dentista e o paciente, ao mostrar uma situação real e permitir uma simulação do resultado.

A odontologia, em especial a estética, tem que ser uma soma de planejamento, constante capacitação e muita dedicação. No entanto, é preciso acrescentar ainda o amor pela profissão escolhida e dedicação sacerdotal ao paciente.

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Ernani Caporossi é especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental, MBA em Gestão em Saúde, membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), da Academia Brasileira de Osseointegração (ABROSSI) e da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBRO).

 

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Menopausa X saúde bucal

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Recentemente, li um artigo de um colega sobre os efeitos da menopausa na saúde bucal e me interessei por este tema, cuja discussão, até cerca de meio século atrás quando a expectativa de vida estava abaixo dos 50 anos, era tabu. Hoje, felizmente, a menopausa (fim dos ciclos menstruais e ovulatórios da mulher) recebe cada vez mais a atenção dos profissionais da área de saúde, inclusive a odontologia.

 

Alguns fatores contribuíram para esta nova realidade, entre eles o surgimento, na década de 1960, da pílula anticoncepcional e do feminismo, cujas ideias valorizavam a sexualidade feminina. É nessa época que a reposição hormonal após a menopausa encontra ambiente favorável para garantir o prolongamento da saúde, especialmente a bucal, e da qualidade de vida da mulher, cujos ciclos menstrual e reprodutivo terminam, normalmente, entre 45 e 55 anos de idade. Mas, pode ocorrer tanto antes (menopausa precoce, que pode ser espontânea ou cirúrgica) quanto depois (menopausa tardia).

 

Como o organismo deixa de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, responsáveis pela gravidez, corre-se o risco de agravamento de doenças. Além de inconvenientes, como calores ou fogachos, alterações na pele, nos cabelos, nas unhas e no humor, a maioria das mulheres apresenta perda óssea e maior risco de doenças cardiovasculares, por cauda do fluxo sanguíneo irregular.

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Entre as alterações possivelmente associadas à menopausa, estão osteoporose; síndrome da boca ardente, que pode afetar língua, lábios, palato, gengivas e suporte da dentadura; alterações na mucosa, com sangramento na gengiva, que fica pálida, seca e brilhante; periodontite, que pode causar a perda de dentes e; distúrbios alimentares, que pode levar a hábitos causadores de traumas na boca, como a erosão do esmalte do dente.

 

Na verdade, a saúde bucal da mulher tem necessidades especiais nas diversas fases de sua vida, a começar pela puberdade, com as mudanças nos níveis de hormônios, seguidas da menstruação, gravidez e menopausa. Nestes períodos, as gengivas ficam mais sensíveis à placa bacteriana, exigindo cuidados básicos e constantes, como escovar bem os dentes e usar fio dental todos os dias.

 

Por todos os seus complexos efeitos, que exigem atendimento odontológico multiprofissional, a conscientização sobre esta realidade deve ser tratada desde cedo, para minimizar seus sintomas.

 

A conduta do profissional dentista deve ter enfoque preventivo, especialmente nos cuidados essenciais de higiene e na manutenção da saúde bucal. Isto é, uso do fio dental, escovas macias, enxaguatórios específicos e, um hábito necessário, visitas regulares ao dentista para limpeza e procedimentos gerais.

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É bom lembrar que, embora em menor frequência, a osteoporose (e, portanto, problemas bucais) pode afetar também os homens, principalmente na andropausa. A queda na produção do hormônio masculino, a testosterona, provoca retenção insuficiente de cálcio, essencial na formação óssea.

 

Ernani Caporossi é especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental.

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