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Jornalista é agredida por namorado dentro de motel em VG

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Na manhã desta segunda-feira (20) uma jornalista acionou a Polícia Militar para atenderem uma ocorrência de violência doméstica dentro de um motel no bairro 23 de Setembro, em Várzea Grande

A vítima havia sido agredida pelo ex-namorado, com quem tentava uma reconciliação, quando foi agredida e acionou a equipe de segurança.

Segundo informações repassadas pela própria jornalista, ela e o ex passaram a noite no motel. Pela manhã, ele ele teve uma crise de ciúmes ao pegar o celular dela e começou a agredi-la.

Em seguida, ela acionou a PM. Ao chegar ao local, os policiais tomaram ciência de que a vítima possuía uma medida protetiva contra o suspeito.

No estabelecimento, ainda houve uma confusão entre a vítima e os policiais.

Ela disse que foi ofendida pelos PMs, que teriam lhe xingado ao saberem da medida de distanciamento social.

Já os policiais negam todas as acusações da vítima.

Segundo eles, a mulher estaria completamente transtornada. Os militares afirmaram que não houve agressões físicas, tampouco verbais.

Os agentes alegam que apenas a questionaram como ela poderia estar em um quarto de motel com um rapaz na qual ela tem a medida protetiva.

A situação foi registrada na Central de Flagrantes.

O suspeito foi detido por descumprimento judicial. O caso será investigado pela Polícia Civil.

A jornalista veio a público manifestar através de uma nota expor a sua versão. Veja abaixo:

Fazia uma semana que não via meu ex-namorado, pois eu tinha terminado com ele após, durante uma briga ele “rampar” meu carro em uma faixa elevada e me dar um prejuízo de R$ 5 mil e de também ter colocado em risco a minha vida.

Após muita insistência da parte dele, e dependência emocional da minha, fui encontrar com ele e um amigo que temos em comum em uma distribuidora em Cuiabá.

Nós bebemos e resolvemos dormir juntos, no entanto, disse que na minha casa ele não entrava mais. Disse que podíamos fazer o famoso “remember”, mas sem cobranças posteriores.

Nós compramos uma caixinha de Skol e fomos para o motel em Várzea Grande. Ele de moto e eu de uber, devido ao fato de eu estar com duas mochilas e a caixinha.

Ao chegarmos, por volta das 22h, fomos até o quarto, bebemos um pouco e pedimos um fillet à parmegiana e um strogonoff de carne, tivemos relações sexuais e dormimos.

Na manhã, quando o despertador do meu celular tocou, ele acabou acordando primeiro e tentou desbloquear, no entanto, eu havia mudado a senha.

Neste momento ele me acordou pedindo para que eu desbloqueasse para ele ver.

Eu neguei, pois, não era isso que havíamos combinado e pela primeira vez ele me agrediu fisicamente com um soco na costela.

Neste momento disse que não iria nunca mais falar com ele, que ele podia sumir da minha vida, momento em que ele começou a me segurar e pedir desculpas, que tinha perdido a cabeça e eu comecei a gritar por socorro.

Após eu gritar muito por socorro e conseguir correr para fora da garagem (momento que ralei meus joelhos), ele me puxou para dentro do quarto e começou a querer se entender, mas eu já estava até a tampa.

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Já havia avisado que não teríamos mais nada, que não aguentava mais as pressões dele, especulações em celular.

Após muita discussão as atendentes ligaram da recepção perguntando o que havia acontecido e eu pedi para que eles chamassem a polícia.

Quando ouvi o barulho da viatura, desci chorando muito, porém “aliviada”. Mas aí ocorreu a pior parte da história, ao meu ver, uma vez que eu já não esperava mais muita coisa deste relacionamento.
O Sargento sem saber de nada falou que era mais uma “ocorrência de p***”. Ele achou que o meu ex-namorado era meu cliente e eu garota de programa.

Ai eu falei que havia uma medida protetiva contra ele e que ele havia me agredido.

“Você tem que tomar no c* mesmo sua vag******! É coisa de mulher vag****** ter medida protetiva e vim “dar” no motel”.
O outro policial ria a todo momento da situação.

Aí eu falei para ele que isso não ia ficar daquele jeito, porque ele não sabia quem eu era e que eu ia mesmo mostrar para imprensa o que estava acontecendo naquele momento.

Ele só parou de me ofender quando meu ex-namorado confirmou que eu jornalista de um site.

Eu subi, me tranquei no banheiro e em desespero comecei a chorar ainda mais ligando para amigos e familiares contando a situação, pois me senti muito encurralada.

A todo momento meu ex chorava e falava, Fernanda por favor deixa eu ir embora, você sabe que eu vou ser preso, a todo momento perto de mim.

Após acertarmos os quartos, os policiais deram a opção dele ir para a delegacia de moto.

E quem iria para a delegacia no lugar dele, ele NUNCA iria para a delegacia.

E eu exigi que ele colocasse ele dentro da viatura, afinal de contar, ele jamais iria para a delegacia, nunca em HIPÓTESE alguma.

Neste momento, em que eu relatava a confusão em um grupo de jornalistas, um colega de trabalho me passou o telefone do comandante que mandou outra viatura para lá.

Chegando na delegacia muito alterada, acabei contando a versão dos fatos de maneira rápida e dando muito foco para a situação da falta de respeito do policial. A todo momento eles falavam que a do policial era depois.

Eles me levaram até uma salinha e disseram que iam abrir uma “exceção” de me deixar em uma sala, pois eu era conduzida e que eu deveria estar mesmo numa cela.

Umas três vezes os policiais entraram lá perguntando se eu tinha certeza do que eu estava fazendo, sendo que, em uma delas, o delegado falou que iria olhar o corpo dele e que se ele tivesse qualquer marca no corpo dele eu seria presa também, pois a “lei é para os dois”.

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Eu fiquei despreocupada, pois não tinha agredido ele, mas por via das dúvidas, chamei meu advogado.

Por fim, me chamaram para uma sala onde colocaram nós frente a frente.

Neste momento, o meu ex abriu a camisa dele e para minha surpresa ele estava todo arranhado no peito, no entanto, eles caíram do cavalo, pois eu acabei de tirar minhas unhas de fibra e as minhas unhas originais estão fracas, a olho nu dá para perceber que jamais provocariam aqueles tipos de ferimentos.

Quando li o boletim de ocorrência comecei a chorar no instante em que vi que ele afirmou que eu usei cocaína e fala que os policiais não me agrediram verbalmente.

Aos prantos falei pra ele, que ele tinha acabado com a minha vida, pq ele tava fazendo isso pois ele sabe que nós da imprensa recebemos boletins de ocorrência.

Neste momento ele me pediu desculpas, começou a chorar.

Ele pediu para mudar a versão e o policial disse que ali não é lugar de ficar voltando atrás.

Ao ser perguntado se ele representaria contra mim, eu olhei dentro dos olhos dele e falei, você sabe que não fui eu quem fiz isso.

Ai mostrei minhas unhas e junto com o meu advogado provamos que era completamente IMPOSSÍVEL aqueles ferimentos tenham sido ocasionados pela minha unha.

Aí ele começou a chorar falando que me amava, que queria voltar, pedindo perdão pelo que havia falado no boletim.

Neste momento os policiais riram dele, e falaram

“ahhhh o amor…”

Para finalizar, quando saí da delegacia abro meu celular, uma pessoa me conta que viu momento que os policiais estavam “instruindo” ele a falar no boletim de ocorrências que ele tinha visto no meu celular que eu estava realizando programas sexuais e agiu na emoção.

Que era para ele dizer que eu tinha feito o uso de cocaína e estava completamente transtornada de bebida.

Meu amigo ainda contou que o policial disse que ele é um coitado e eu que era safada e não prestava, que “tava na cara”.

Agora você imagina quantas mulheres não passam por isso… por essa humilhação. Mas, em toda minha vida, nunca esperei ser chamada de p***, vag****** por um policial… pena que a “p*** vag******” pois a boca no trombone.

Basta ler o bo para ver que tem coisa estranha.

E fica aí, o curioso caso de quem usa cocaína, transa, come e dorme.
Como disse acima, eu não me fiquei tão nervosa com a situação do relacionamento, mas sim com a humilhação de ser chamada de p***, vag****** e ouvir um “vai tomar no c*” de um policial que eu não fiz nada para ele, que eu só esperava ajuda dele.

Fui pra delegacia prestar o boletim, quase fui presa, fui acusada de ter usado droga e apontada como culpada no lugar de vítima.

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Grupo de jovens faz ação a crianças carentes em VG; FOTOS E VÍDEO

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Neste último final de semana (23), um grupo de jovens doou cerca de 40 lanches, simbolizando o Mc Dia Feliz, em uma comunidade carente no município de Várzea Grande. Nas fotos e filmagens podemos observar a alegria dos pequenos.

O grupo, Grupo de Amigos, tem ganhado forças. Iniciaram a jornada em apenas quatro meses. De acordo com o fundador, Paulo Marques, a ideia surgiu simples. Ao ver tantas pessoas passando necessidade, fome ele pensou em fazer algo para ajudar.

Com isso, outras pessoas foram se juntando e hoje já chega a mais de 20 pessoas. O grupo não tem fins lucrativos, eles buscam apoio de empresários, políticos, quem puder dar uma força é “bem-vindo”.

Eles arrecadam brinquedos, alimentos e muito mais para fazerem entregas a comunidades carentes de Cuiabá e VG.

Quem puder ajudar nas contribuições, entrar em contato o Paulo:

Contato: (65) 98105-9665

GALERIA:

 

Jornalista: Fabiane Serra

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