Mato Grosso

Todos os pacientes com covid internados em UTI de hospital de MT morreram

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Relatório do Observatório Social de Mato Grosso apontou que todos os pacientes com covid-19 internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) do Hospital Regional de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) desde o mês de outubro morreram.

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) negou que todos os pacientes com covid19 internados na UTI do hospital tenham morrido. O levantamento do Observatório leva em consideração dados divulgados pelo estado e pelo Ministério da Saúde.

 

De acordo com o estudo, divulgado nesta quinta-feira (14), 60 óbitos foram registrados na unidade médica desde o mês de outubro. Este número representa todos os pacientes encaminhados para UTI, não tendo nenhum se recuperado da doença e saído com vida.

 

Ainda conforme o balanço, desde junho o número de óbitos pela doença aumentou vertiginosamente no hospital. Em maio, 3 pessoas receberam alta, 3 morreram e uma foi transferida. Enquanto em junho 43 pessoas morreram e apenas duas se recuperaram.

 

No período entre junho e setembro, o número de mortes seguiu em alta no hospital, variando de 43 a 60 vítimas por mês, enquanto o valor máximo de pessoas que se recuperaram não passou de dois pacientes.

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O Observatório tem acompanhado a situação dos contratos do hospital há mais de um ano e teria verificado graves falhas no gerenciamento das UTIs na unidade, que ficaram ainda mais prejudicadas com a pandemia da covid-19.

 

Segundo o Observatório, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, foi alertado sobre a situação da unidade ainda em setembro de 2019. Posteriormente, em junho de 2020, o gestor foi novamente questionado via ação judicial.

 

“Na análise feita em agosto sobre os processos de pagamento já mencionados, foi possível constatar fatos que possivelmente ainda ocorrem, pois ainda persiste a empresa Organização Goiana de Terapia Intensiva e o contrato que transfere a responsabilidade pela uti a uma empresa privada e faz pagamentos fixos sem nenhuma exigência de indicadores de qualidade no atendimento”, aponta a entidade em trecho do estudo.

 

No balanço, o Observatório informou que já encaminhou notificação extrajudicial ao governador Mauro Mendes (DEM) recomendando ao gestor que o Estado assumisse a gestão do hospital.

 

“Entretanto, vemos que não há vontade política para tanto e por isso, para evitar que a altíssima mortalidade continue nas utis públicas do estado, seja UTI covid ou UTI normal, então o Observatório pediu apoio de outras instâncias, CRM, AMIB, Ministério da Saúde, Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Federal”, apontou.

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Por fim, o estudo tem encaminhamentos voltados para o governador, a fim de que o gestor transfira a gestão para o Estado e não abra novas UTIs enquanto não elaborar análise da alta taxa de mortalidade na unidade.

 

À reportagem, a SES apontou que criou uma comissão de profissionais habilitados para analisar os prontuários dos pacientes hospitalizados na unidade médica.

 

“A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informa que não procede a informação de que todos os pacientes hospitalizados na UTI Covid do Hospital Regional de Sinop vieram a óbito nos últimos três meses. A SES criou uma comissão composta por profissionais habilitados na área, como médicos e técnicos em saúde, para apurar detalhadamente cada prontuário dos pacientes que foram hospitalizados na UTI Covid-19 do Hospital Regional de Sinop”, apontou a pasta.

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Mato Grosso

Estado notifica órgãos de controle sobre bloqueio de UTIs no Pronto Socorro de Cuiabá

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) notificou a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual e Federal sobre o bloqueio de 38 leitos de Terapia Intensiva para o tratamento da Covid-19 no Hospital e Pronto Socorro Municipal da capital.

O Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá conta com 95 leitos de UTI pactuados, mas apenas 57 vagas estão disponíveis para a regulação – sendo que 56 já estão ocupadas nesta quarta-feira (24.02). O fato leva ao descumprimento do Plano de Contingência Municipal e Estadual e do Termo de Compromisso Emergencial, firmado junto ao Tribunal de Contas.

Dos 38 leitos indisponíveis, 23 estão na ala adulto e 15 na ala pediátrica. Conforme o relatório da supervisão, o bloqueio se dá por falta de medicamentos e falta de médico cirurgião pediátrico.

O bloqueio do alto número de leitos de Terapia Intensiva impacta diretamente na taxa de ocupação hospitalar das UTIs pactuadas pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. Nesta quarta-feira (24.02), foi registrada a ocupação de 81,44% dos leitos para adultos, mas no dia anterior era de 72,85%.

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Também é importante ressaltar que os leitos de enfermaria do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá registram 26% de ocupação, enquanto as enfermarias dos Hospitais Metropolitano e Santa Casa, também da Baixada Cuiabana, registram 81% e 58% respectivamente.

Fonte: GOV MT

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