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Homem é encontrado vivo dentro de gaveta de necrotério; Dado como morto

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Neste último domingo (21), um homem que havia sofrido um acidente e dado como morto foi encontrado vivo pela família dentro de necrotério. O fato ocorreu na Índia.

Srikesh Kumar, de 45 anos, estava respirando, mas em estado crítico quando a família verificou que ele ainda estava vivo.Ele havia sido levado às pressas para uma clínica particular depois de ser atropelado por uma motocicleta em Moradabad.

Em seguida, foi declarado morto por um médico da clínica, na sexta-feira (19) ele foi transferido para um hospital público para realizar uma autópsia.

“O médico de emergência o examinou. Ele não encontrou nenhum sinal de vida e, conseqüentemente, declarou-o morto”, disse o diretor do hospital, Rajendra Kumar.

O corpo foi colocado em uma câmara fria do necrotério até a chegada de sua família, seis horas depois. Quando uma equipe policial e sua família chegaram para fazer o trâmite administrativo para autorizar a autópsia, encontraram-no vivo.

O homem ainda está em coma. “Isso é nada menos que um verdadeiro milagre”, comentou o diretor do hospital. No entanto, uma investigação está em andamento para determinar o motivo do erro de diagnóstico.

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Com Fabiane Serra

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Migração ilegal de brasileiros para os EUA bate recorde na pandemia

A combinação levou a uma migração recorde de brasileiros aos EUA

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Crise econômica agravada pela pandemia e expectativa de que política migratória do governo de Joe Biden fosse mais branda. Essa combinação levou um número recorde de brasileiros a tentar entrar os EUA nos últimos nove meses.
Segundo dados oficiais, entre outubro de 2020 e agosto de 2021, 47,4 mil brasileiros foram apreendidos. É mais do que a soma dos 14 anos anteriores, quando 41 mil tentaram cruzar a fronteira os americanos fazem o controle em anos fiscais, que vão de outubro a setembro.Para deixar o País, os brasileiros saem principalmente do Acre, de Mato Grosso, Rondônia e Minas Gerais. A suspensão há 18 meses da emissão de vistos americanos de turista para brasileiros, também efeito da crise sanitária mundial, agravou o impacto.

“Historicamente, 90% dos brasileiros sem documentação chegavam aos EUA com visto de turista e ficavam no país. Esse era o método de entrada, até porque a probabilidade de se conseguir a legalização assim é maior do que quando se entra pela fronteira e é pego pelos agentes”, explica Gabrielle Oliveira, professora da Faculdade de Educação de Harvard.

Sem o recurso do visto de turista, os brasileiros passaram a explorar rotas ilegais, combinando vias terrestres, aéreas e, em alguns casos, marítimas. Uma das rotas mais bem estabelecidas, segundo o professor Duval Fernandes, da PUC-MG, que há mais de 20 anos estuda o tema, é a mexicana. Nela, o migrante aproveita o fato de o México não exigir visto de entrada para brasileiros, que chegam de avião e tentam a travessia a pé ou cruzando rios.

Este é o trajeto mais estruturado, no qual os coiotes atuam. De acordo com a Polícia Federal brasileira, a atuação deles é mais forte em Minas Gerais e Rondônia que, segundo Fernandes, fazem parte da mesma rede.

“A rede em Rondônia é a mesma de Governador Valadares, em função dos laços da comunidade mineira no Estado, uma vez que muitas pessoas migraram para lá em projetos agropecuários no passado. Fazendo pesquisa, é comum ouvir relatos de pessoas com parentes que já se mudaram para os EUA, e são de Minas”, disse.Na rede mineira de coiotes, o preço dos “pacotes” é conhecido. Em junho, cobrava-se R$ 40 mil por pessoa na modalidade “sem seguro”, e R$ 80 mil “com seguro”  mesmo preço para famílias (2 adultos e 1 criança). “Com seguro, você dá um valor de entrada e se não conseguir entrar nos EUA, não paga mais nada. Sem seguro independentemente do resultado, você fica com a dívida”, diz Fernandes.

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O caminho muda de acordo com o aumento da fiscalização em determinadas áreas e, desde o ano passado, com as regras impostas pela pandemia. A PF afirma que há algumas rotas usadas mais constantemente. Um dos pontos de saída é o Acre, de onde se cruza para países da América do Sul e Central, até chegar ao México. Mas há também rotas que saem do Brasil por via aérea até o Caribe, de onde os migrantes partem rumo aos EUA em barcos.

Com o aumento da fiscalização, surgiram novas formas de cruzar para os EUA. “A intensificação da vigilância começou nos anos 90. Com isso, ficou mais difícil cruzar em San Diego e El Paso, por exemplo, e isso força as pessoas a irem mais para o deserto” explica Adam Isacson, diretor do Washington Office on Latin America (Wola).

Há 16 anos atuando nos EUA, o advogado Walter Santos reúne depoimentos de ex-clientes que entraram no país recorrendo a coiotes. “Não há relatos felizes. Tive um cliente que estava legalizado, mas queria regularizar a mulher. Quando cruzou a fronteira, o irmão foi picado por uma cobra no deserto e morreu. Eles tiveram de deixar o corpo lá, porque não tinha como carregar. Sempre há relatos de abusos, inclusive sexuais, por parte de coiotes, contra mulheres, homens e crianças. Sem contar que o migrante chega aos EUA endividado e tem de trabalhar para pagar o coiote, enquanto a família é alvo de extorsão em seu país”, afirma.

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Além disso, a entrada de Biden na presidência levou os migrantes a terem esperança de ficar nos EUA, explica Gabrielle. “O discurso do Biden era de amenizar esse processo com os migrantes de lidar com isso de um jeito mais humano. E como o governo Trump apostou muito em restringir isso, tudo que viesse depois dele seria mais brando.” O afrouxamento não se concretizou.

Quando um migrante cruza a fronteira e se apresenta às autoridades, passa por uma entrevista para identificar se há elementos suficientes para processar o asilo. Como a concessão é a maneira que o migrante tem para regularizar sua situação, as redes de coiotes passaram a oferecer como “parte do serviço” dicas de como enganar as autoridades americanas.

“Muitas pessoas fazem a travessia com uma história pronta, inventada, e se entregam às autoridades na tentativa de obter asilo. Atendi pessoas que chegaram ao escritório alegando sofrer perseguição de gangues, e apresentaram como prova fotos do que seria o irmão morto, degolado. Uma semana depois, outra pessoa me procurou com a mesma história e a mesma foto”, afirmou Santos.

Para os brasileiros, historicamente, é mais difícil obter o status. “Os EUA não classificam o Brasil como país de risco. Geralmente, quando um brasileiro consegue o status é por sofrer violência doméstica ou outro tipo de perseguição”, diz Gabrielle Oliveira.

 

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