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Lutador perde testículo após receber joelhada acidental na região genital em treino

Membro da PFL, peso-leve Christian Lohsen postou foto do hospital após a cirurgia, e disse que os médicos garantiram que ele não perdeu a capacidade de produzir testosterona

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Uma joelhada acidental na região genital recebida durante os treinos na academia na última sexta-feira, dia 12 de novembro, teve uma consequência dramática para o lutador americano Christian “Hollywood” Lohsen.

O atleta, faixa preta de Cesar Gracie e membro da equipe “DarkWolf MMA”, é contratado da Professional Fighters League (PFL), teve de ser levado para o hospital, onde foi verificada a necessidade de intervenção cirúrgica para a retirada de um testículo. Lohsen fez uma postagem em sua conta no Instagram relatando o ocorrido. Segundo ele, os médicos lhe garantiram que ele não perdeu a capacidade de produzir testosterona e espermatozoides.

– A noite passada foi dura. Rompi meu testículo esquerdo em um acidente de treino – uma joelhada – que fez com que ele tivesse que ser removido cirurgicamente. Obrigado a todos que me ajudaram a chegar ao hospital. A cirurgia correu bem, e estou em casa descansando. O médico disse que eu não vou perder a capacidade de produzir testosterona ou de ter filhos. Mas, se eu perder o outro testículo, a história é diferente. Então, daqui pra frente, se você me acertar no testículo que restou, não seremos mais amigos (risos).

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Profissional desde 2017, Christian Lohsen, de 26 anos de idade, soma nove vitórias e duas derrotas na carreira. O peso-leve fez uma luta pela PFL em 2021, e venceu Jonas Flok por decisão unânime. Ele também tentou a sorte no Contender Series em 2019, mas foi derrotado por JJ Okanovich.

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Migração ilegal de brasileiros para os EUA bate recorde na pandemia

A combinação levou a uma migração recorde de brasileiros aos EUA

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Crise econômica agravada pela pandemia e expectativa de que política migratória do governo de Joe Biden fosse mais branda. Essa combinação levou um número recorde de brasileiros a tentar entrar os EUA nos últimos nove meses.
Segundo dados oficiais, entre outubro de 2020 e agosto de 2021, 47,4 mil brasileiros foram apreendidos. É mais do que a soma dos 14 anos anteriores, quando 41 mil tentaram cruzar a fronteira os americanos fazem o controle em anos fiscais, que vão de outubro a setembro.Para deixar o País, os brasileiros saem principalmente do Acre, de Mato Grosso, Rondônia e Minas Gerais. A suspensão há 18 meses da emissão de vistos americanos de turista para brasileiros, também efeito da crise sanitária mundial, agravou o impacto.

“Historicamente, 90% dos brasileiros sem documentação chegavam aos EUA com visto de turista e ficavam no país. Esse era o método de entrada, até porque a probabilidade de se conseguir a legalização assim é maior do que quando se entra pela fronteira e é pego pelos agentes”, explica Gabrielle Oliveira, professora da Faculdade de Educação de Harvard.

Sem o recurso do visto de turista, os brasileiros passaram a explorar rotas ilegais, combinando vias terrestres, aéreas e, em alguns casos, marítimas. Uma das rotas mais bem estabelecidas, segundo o professor Duval Fernandes, da PUC-MG, que há mais de 20 anos estuda o tema, é a mexicana. Nela, o migrante aproveita o fato de o México não exigir visto de entrada para brasileiros, que chegam de avião e tentam a travessia a pé ou cruzando rios.

Este é o trajeto mais estruturado, no qual os coiotes atuam. De acordo com a Polícia Federal brasileira, a atuação deles é mais forte em Minas Gerais e Rondônia que, segundo Fernandes, fazem parte da mesma rede.

“A rede em Rondônia é a mesma de Governador Valadares, em função dos laços da comunidade mineira no Estado, uma vez que muitas pessoas migraram para lá em projetos agropecuários no passado. Fazendo pesquisa, é comum ouvir relatos de pessoas com parentes que já se mudaram para os EUA, e são de Minas”, disse.Na rede mineira de coiotes, o preço dos “pacotes” é conhecido. Em junho, cobrava-se R$ 40 mil por pessoa na modalidade “sem seguro”, e R$ 80 mil “com seguro”  mesmo preço para famílias (2 adultos e 1 criança). “Com seguro, você dá um valor de entrada e se não conseguir entrar nos EUA, não paga mais nada. Sem seguro independentemente do resultado, você fica com a dívida”, diz Fernandes.

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O caminho muda de acordo com o aumento da fiscalização em determinadas áreas e, desde o ano passado, com as regras impostas pela pandemia. A PF afirma que há algumas rotas usadas mais constantemente. Um dos pontos de saída é o Acre, de onde se cruza para países da América do Sul e Central, até chegar ao México. Mas há também rotas que saem do Brasil por via aérea até o Caribe, de onde os migrantes partem rumo aos EUA em barcos.

Com o aumento da fiscalização, surgiram novas formas de cruzar para os EUA. “A intensificação da vigilância começou nos anos 90. Com isso, ficou mais difícil cruzar em San Diego e El Paso, por exemplo, e isso força as pessoas a irem mais para o deserto” explica Adam Isacson, diretor do Washington Office on Latin America (Wola).

Há 16 anos atuando nos EUA, o advogado Walter Santos reúne depoimentos de ex-clientes que entraram no país recorrendo a coiotes. “Não há relatos felizes. Tive um cliente que estava legalizado, mas queria regularizar a mulher. Quando cruzou a fronteira, o irmão foi picado por uma cobra no deserto e morreu. Eles tiveram de deixar o corpo lá, porque não tinha como carregar. Sempre há relatos de abusos, inclusive sexuais, por parte de coiotes, contra mulheres, homens e crianças. Sem contar que o migrante chega aos EUA endividado e tem de trabalhar para pagar o coiote, enquanto a família é alvo de extorsão em seu país”, afirma.

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Além disso, a entrada de Biden na presidência levou os migrantes a terem esperança de ficar nos EUA, explica Gabrielle. “O discurso do Biden era de amenizar esse processo com os migrantes de lidar com isso de um jeito mais humano. E como o governo Trump apostou muito em restringir isso, tudo que viesse depois dele seria mais brando.” O afrouxamento não se concretizou.

Quando um migrante cruza a fronteira e se apresenta às autoridades, passa por uma entrevista para identificar se há elementos suficientes para processar o asilo. Como a concessão é a maneira que o migrante tem para regularizar sua situação, as redes de coiotes passaram a oferecer como “parte do serviço” dicas de como enganar as autoridades americanas.

“Muitas pessoas fazem a travessia com uma história pronta, inventada, e se entregam às autoridades na tentativa de obter asilo. Atendi pessoas que chegaram ao escritório alegando sofrer perseguição de gangues, e apresentaram como prova fotos do que seria o irmão morto, degolado. Uma semana depois, outra pessoa me procurou com a mesma história e a mesma foto”, afirmou Santos.

Para os brasileiros, historicamente, é mais difícil obter o status. “Os EUA não classificam o Brasil como país de risco. Geralmente, quando um brasileiro consegue o status é por sofrer violência doméstica ou outro tipo de perseguição”, diz Gabrielle Oliveira.

 

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