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Prefeito é cassado em MT por uso da máquina para promoção eleitoral

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Nesta terça-feira (8) foi cassado o diploma do prefeito Rafael Machado e do vice, Antonio Cesar Brolio, ambos do PSL da cidade de Campo Novo do Parecis. E foi absolvido o vereador Marcelo José Burgel (Podemos).

A sentença foi proferida pela juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, da 60ª Zona Eleitoral de Campo Novo do Parecis

A decisão deixa o prefeito e vice inelegíveis. “Julgar procedente a demanda em relação aos requeridos Rafael Machado e Antonio Cesar Brolio, devidamente qualificados nos autos e, com fundamento nos artigos 22, inciso XIV, da LC n° 64/90, e art. 74 da Lei n° 9.504/97, decretar a inelegibilidade dos investigados pelo prazo de 08 (oito) anos contados da data da eleição, com a consequente cassação dos diplomas de Rafael Machado e Antonio Cesar Brolio“, determina.

O prefeito e o vice de Campo Novo do Parecis foram denunciados pela Coligação É a Vez do Povo (PSC/MDB/DEM/PSDB/PV), representada pelos advogados Michael Graça e Rodrigo Cyrineu, pelo uso da máquina pública em ações de publicidade e propaganda .

Ele foi candidato a reeleição no ano passado e, segundo a denúncia, usou a publicidade institucional para se promover com vistas a disputa a reeleição.

Na decisão, a magistrada destaca que a publicidade institucional tem deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social e, jamais, promover gestores públicos. Porém, nos documentos apresentados pela coligação adversária, constam vídeos e materiais divulgados no portal e redes sociais da prefeitura de Campo Novo do Parecis que potencializam o nome de Rafael Machado.

Conforme já dito alhures, o argumento da parte autora em relação a assim denominada “primeira conduta” consiste no fato de que a utilização da imagem do prefeito à época em que os vídeos foram publicados, durante os anos de 2017 a 2020, comprometeram o pleito eleitoral, desequilibrando a disputa dos demais concorrentes, pelo desvirtuamento das publicidades estatais diante do “intento eleitoreiro”, em especial do investigado Rafael Machado que almejava a reeleição”, colocou a juíza.

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A juíza ainda chamou a atenção de que alguns vídeos, com notícias sobre o município e ações da prefeitura, eram apresentados justamente pelo prefeito.

Ao citar um evento de entrega de veículos para a Secretaria de Saúde, a magistrada diz que ficou claro o uso de recursos públicos para autopromoção do prefeito. “Como se vê, Rafael Machado é o apresentador da informação oficial do ente munícipe, e a todo momento enaltece a sua gestão, desacompanhado de terceiros, profere mensagem flagrantemente subjetiva que vincula os feitos do Município – no caso, a aquisição da frota de veículos para melhor a qualidade do transporte aos servidores públicos e usuários da Secretaria Municipal de Saúde – à sua imagem”, coloca.

Cláudia Anffe Cunha colocou que a postura do prefeito, ao apresentar as ações da gestão no site e nas redes sociais, é de que permaneceu em um “palanque eleitoral” durante seu primeiro mandato. Ela citou que um dos princípios da publicidade institucional é a “impessoalidade”, ou seja, não deve promover nenhuma pessoa.

À luz de todos os elementos expostos, dúvida não há que os vídeos e reportagens veiculados nas páginas oficiais do Município de Campo Novo do Parecis, promoveu a imagem do investigado Rafael Machado, ao se apresentar diretamente, aliás, em muitas ocasiões, de forma exclusiva, vangloriando suas ações, apresentando as conquistas do seu governo, com relação à saúde, com a aquisição de ambulâncias, de aparato para segurança pública, como por exemplo na doação de veículo para a Policia Militar, dentre outras “conquistas”, e ainda anunciou outros ‘grandes projetos’, como o de asfaltamento no Bairro Jardim das Palmeiras como se estivesse em plena campanha eleitoral“, pontuou.

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Nota-se que a propaganda institucional serviu de instrumento para que o administrador público Rafael Machado promovesse seu próprio nome nas eleições de 2020. Assim agindo, o investigado desrespeitou aos ditames da impessoalidade e da moralidade com finalidade eleitoreira, e violou não somente a probidade administrativa, mas também a lisura do pleito municipal daquele ano, atingindo a isonomia entre os candidatos“, completou a magistrada.

Em relação ao vice-prefeito, a juíza colocou que ele foi beneficiado pelas atitudes ilegais de Rafael Machado, apesar de não ter ocupado nenhum cargo na gestão passada. “Com efeito, não obstante ao fato de o requerido Antonio Brolio não ter tido qualquer ingerência sobre os fatos configuradores do abuso de autoridade ora analisado, a imputação da prática atingi-lhe pela própria disposição legal – candidato beneficiado – e, desse modo, impõe-se a aplicação das sanções legais”.

Sobre o vereador Marcelo Burgel, a juíza diz que não houve benefício próprio na conduta dele. Sua ação, segundo a magistrada, teria beneficiado apenas o prefeito. “Em suma, se realmente a conduta do requerido Marcelo Burgel se restringiu às gravações dos vídeos que instruem a inicial, o que não foi devidamente demonstrado, não há potencialidade de influir os eleitores ou que tenha favorecido a campanha do investigado em detrimento dos demais candidatos a vereadores deste município, de maneira que a improcedência da ação em relação ao requerido Marcelo Burgel é medida imperativa”, assinalou.

A decisão é de 1ª instância e o prefeito deve permanecer no cargo até julgamento do recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

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Após Cidinho, Elizeu articula e PSL mira diretor do MT GÁS, Toco Palma

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Deputado Elizeu Nascimento (PSL) convidou o diretor administrativo e financeiro do MT GÁS Toco Palma a se filiar ao partido.

Palma é advogado e vem se destacando na instituição, e desenvolvendo um trabalho excelente no órgão e, é uma boa referência no meio político. Além disso, ele é conhecido por ter bom trânsito e experiência que lhe sobram. Tudo isso deriva do fato de ter nas veias o DNA do seu pai, considerado um dos prefeitos mais ativos de Cuiabá, Rodrigues Palma, que, além de prefeito foi também deputado federal e estadual por vários mandatos.

Toco Palma havia recebido do também novato no PSL, Cidinho Santos o mesmo convite, referendado por Elizeu. Com esses convites, dificilmente Toco não ingressa no Partido Social Liberal.

 

Jornalista: Neto Marques

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