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Em 2020, Covid-19 matou mais que diabetes, infarto e pneumonia

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Em 2020, Covid-19 matou mais que infarto, diabetes e pneumonia
Alex Pazuello/Semcom

Em 2020, Covid-19 matou mais que infarto, diabetes e pneumonia

Não há doença mais mortal na história recente brasileira que a Covid-19. Levantamento do Globo, com base em dados do DataSUS, mostra que o número supera os óbitos provocados por infarto, diabetes (não especificada) e pneumonia (por micro-organismo não especificado). Juntas, três das doenças mais mortais do país vitimaram 190.242 pessoas ao longo do ano passado. Segundo o consórcio da imprensa, do qual o Globo faz parte, 194,9 mil brasileiros morreram no ano passado em decorrência da Covid .

A Covid-19 não está consta entre as causas de mortes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), dentro do DataSUS. A doença, contudo, aparece entre os óbitos causados por “vírus não especificados” na ferramenta, vinculada ao Ministério da Saúde. Segundo especialistas, médicos foram orientados a utilizar tal classificação para incluir as vítimas de Covid-19.

Foi assim que uma classificação que não ultrapassava 250 vítimas por anos desde 2016 chegou a 210.369 mortes em 2020. A diferença entre os números do DataSUS e do consórcio da imprensa, por sua vez, pode ser atribuída a outros vírus. A projeção, contudo, é que o coronavírus assuma um protagonismo ainda maior até o fim de 2021:

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“Neste ano, deve chegar praticamente a um terço do total de mortes. Com 400 mil mortes (a mais no total em 2021), vai ficar em um terço do total de mortes. A Covid-19 terá sido responsável, no final deste ano, por quase 50% no número de mortes”, prevê o médico sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Claudio Maierovitch.

Ao todo, foram 1.552.740 mortes ao longo de 2020, o que representa 202.939 vítimas a mais em relação a 2019. Só no ano passado, é como se toda a população de Goiânia tivesse deixado de existir. Do total, a Covid-19 representou 12,5% dos óbitos. Em seguida, vêm infarto (5,7%), diabetes (3,5%) e pneumonia (2,9%).

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Nessa esteira, a enfermeira e epidemiologista Ethel Maciel pondera que é mais difícil controlar uma doença crônica, de múltiplas causas, do que uma infecciosa, a qual se pode mitigar ao reduzir a transmissão:

“A Covid-19 é a doença infecciosa mais mortal da pandemia, ocupou o lugar que era da tuberculose. É um impacto grande quando a gente considera que a doença infecciosa mata mais que a doença crônica que mais mata”, afirma a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que conclui: “Quando você tem uma doença infecciosa que causa mais mortes que as crônicas, já é muito grave.”

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A elevada taxa se deve ao descontrole da pandemia num cenário de ausência de vacinas e de adesão a medidas não farmacológicas — máscara, distanciamento social e ventilação de ambientes — aquém do necessário. Já as outras três doenças representaram as maiores causas de mortes de 2016 a 2019 enquanto a categoria de doenças virais acumulou 430 óbitos no período. Se considerado só o ano anterior à pandemia, há 60 vítimas fatais.


Na série histórica de cinco anos, as mortes por infarto e diabetes se mantiveram em relativa estabilidade. Já os óbitos por pneumonia caíram 35,6% no período.

Fonte: IG SAÚDE

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Áustria discute adotar lockdown apenas para quem não se vacinar

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Áustria discute adotar lockdown apenas para quem não se vacinar
Reprodução: iG Minas Gerais

Áustria discute adotar lockdown apenas para quem não se vacinar

O governo da Áustria afirmou no último sábado (23) que um eventual  lockdown por causa da pandemia de Covid-19 vai atingir apenas pessoas que não tenham se vacinado contra o novo coronavírus. A medida mira estimular a imunização de pessoas que ainda mostram insegurança sobre as vacinas, o que deixa uma brecha para o surgimento de focos de contágio.

“Ainda não enxergamos a pandemia no retrovisor e estamos nos encaminhando para uma pandemia dos não vacinados”, disse o chanceler austríaco, Alexander Schallenberg, que assumiu o comando do governo em 11 de outubro.

“Deve ficar claro para os não vacinados que eles não são responsáveis apenas por sua saúde, mas também pela dos outros. Não é admissível que o sistema sanitário fique sobrecarregado por culpa de indecisos”, acrescentou.

Quando a Áustria atingir a marca de 500 leitos de UTI ocupados por pacientes com Covid – cifra que está hoje em 224 -, os não vacinados não poderão entrar em bares, restaurantes, eventos culturais e estruturas esportivas. Já com 600 leitos ocupados, esse grupo só poderá sair de casa para trabalhar ou por motivos emergenciais.

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De acordo com o portal Our World in Data, 65% da população austríaca está totalmente vacinada contra a Covid, número menor que os das vizinhas Itália (77%) e Alemanha (68%), por exemplo.

A Áustria vive um momento de alta nos casos do novo coronavírus e exigirá, a partir de 1º de novembro, passaporte sanitário de vacinação, cura ou teste negativo em todos os locais de trabalho.

Fonte: IG SAÚDE

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