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Em teste, variante P.1 escapa de anticorpos contra 1ª linhagem da Covid-19

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Em teste, variante P.1 escapa de anticorpos contra 1ª linhagem da Covid-19
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Em teste, variante P.1 escapa de anticorpos contra 1ª linhagem da Covid-19

Testes de laboratório revelaram que a variante P.1 do coronavírus é capaz de escapar dos anticorpos neutralizantes gerados por resposta imune de uma infeção prévia por outras linhagens do vírus da covid-19. A conclusão é de um estudo internacional, com participação de pesquisadores da USP, que analisou amostras do plasma de pacientes que tiveram a doença, e também de pessoas imunizadas pela vacina CoronaVac. Os pesquisadores enfatizam que os resultados foram obtidos in vitro, não em pacientes, além de o estudo não incluir outros tipos de resposta imune do organismo, reforçando que a vacinação deve ser acelerada. O estudo é descrito em artigo publicado na revista científica The Lancet em 8 de julho.

Os ensaios de neutralização da variante P.1, com o conjunto completo de mutações, foram realizados após incubação com plasma de 21 doadores de sangue na fase de convalescência da covid-19 e um total de 53 pessoas que receberam a vacina de vírus quimicamente inativado CoronaVac. “Foram incluídas amostras de plasma de 18 pessoas que receberam uma única dose e outras 38 que receberam as duas doses da vacina, todas coletadas entre 17 e 38 dias após a imunização”, explica afirma o pesquisador William Marciel de Souza, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, primeiro autor do artigo. “Também foram incluídas amostras de plasma de 15 pessoas que receberam duas doses da vacina de 134 a 260 dias antes da coleta.”

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Os resultados de neutralização para P.1 foram comparados com os resultados obtidos para um isolado da linhagem B do vírus, que circulou no começo da pandemia no Brasil, no ano passado. “Um dos ensaios de neutralização revelou que o plasma de pacientes convalescentes da covid possui uma capacidade neutralizante 8,6 vezes menor do que os isolados da variante P.1”, aponta Souza.

Souza observa que estudos clínicos têm mostrado que a vacina CoronaVac é eficiente contra as formas graves da covid-19 reduzindo hospitalizações e mortes. “É preciso lembrar que este é o objetivo principal de uma vacina”, afirma. “Deste modo, reiteramos que as campanhas de vacinação devem ser aceleradas.”

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A vacina CoronaVac foi avaliada em três condições distintas. “Primeiro avaliamos os plasmas coletados entre 20 e 23 dias após uma única dose, e a maioria dos plasmas teve um resultado abaixo do limite de detecção dos testes usados”, relata o pesquisador. “Para pessoas que receberam duas doses, com a coleta de plasma feita entre 17 e 38 dias após a segunda dose, tiveram nível de anticorpos neutralizantes maiores que apenas uma dose.”

No entanto, quando os pesquisadores avaliaram em amostras coletadas entre 134 e 260 dias após a segunda dose, o nível de anticorpos neutralizantes foi abaixo do limite de detecção para P.1, e baixo para a linhagem B. “Assim, esses dados indicam que a linhagem P.1 pode escapar da neutralização por parte dos anticorpos gerados em resposta a um estímulo induzido por variantes de sars-cov-2 que circulavam no início da pandemia”, destaca Souza.

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“Acreditamos que a vigilância genômica do vírus sars-cov-2 e a realização combinada de ensaios de neutralização podem ajudar a guiar os programas de vacinação, inclusive atualizações da estratégia de vacinas, caso sejam necessárias no futuro”, enfatiza o pesquisador. “Reiteramos que todos os nossos achados foram in vitro, não em pacientes. Lembramos também que os anticorpos neutralizantes são um dos componentes da resposta imune, outros componentes como imunidade celular não foram avaliados neste estudo.”

Souza observa que estudos clínicos têm mostrado que a vacina CoronaVac é eficiente contra as formas graves da covid-19 reduzindo hospitalizações e mortes. “É preciso lembrar que este é o objetivo principal de uma vacina”, afirma. “Deste modo, reiteramos que as campanhas de vacinação devem ser aceleradas”.

O estudo foi conduzido por mais de 50 pesquisadores, e foi liderado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em colaboração com pesquisadores da USP e de outras instituições de pesquisa brasileiras, além da University of Oxford, Imperial College of London (Reino Unido) e da Washington University School of Medicine (Estados Unidos). O trabalho contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), Ministério da Ciência e Tecnologia e diversas outras agências de fomento.

Fonte: IG SAÚDE

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Rio tem apenas 2,6% dos leitos ocupados por pacientes com Covid-19

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Rio tem apenas 2,6% dos leitos ocupados por pacientes com Covid-19
Macau Photo Agency/Unsplash

Rio tem apenas 2,6% dos leitos ocupados por pacientes com Covid-19

município do Rio tem 2,6% dos leitos hospitalares ocupados com pacientes com Covid-19 neste momento, segundo dados apresentados nesta segunda-feira pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, em reunião do comitê municipal de enfrentamento à pandemia. De acordo com o relatório do encontro, o número total é de 177 leitos. Outro indicador apresentado foi o índice de positividade dos testes para Covid-19 que se mantém abaixo de 5%.

Essa é a nona semana em que o Rio apresenta redução do número de casos e internações por Covid-19, o que coloca a cidade no melhor cenário epidemiológico desde o início da pandemia.

O secretário também apresentou os dados dos testes realizados pelo Centro de Operações de Emergência (COE). De acordo com Soranz, os resultados mostraram que a população acompanhada teve uma taxa de incidência menor do que a incidência de Covid-19 na população carioca em geral, no período. Os dados, segundo ele, demonstra segurança na realização de eventos testes e vacinação associados.

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O decreto que flexibilizará o uso de máscaras em lugares abertos do Rio deve ser publicado nesta terça-feira. De acordo com dados do Painel Rio Covid-19, controlado pela Secretaria Municipal de Saúde, a capital fluminense encerrou esta segunda-feira com 64,9% das pessoas completamente vacinadas, o que ainda não atinge o patamar de 65% necessário para que o uso da proteção facial em ambientes abertos passe a ser opcional.

A lei estadual que exige o uso do equipamento de proteção nestes espaços continua em vigor. A Secretaria estadual de Saúde aguarda a tramitação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que flexibiliza o uso de máscaras para anunciar as medidas. O projeto está na pauta da casa para ser discutido amanhã. Pode ser que a exigência da proteção seja derrubada.

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O secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, considera ideal que o decreto municipal seja publicado no mesmo dia em que o Estado aprovar a medida que dá aos municípios que já atingiram 65% de imunização completa a autonomia de publicar decretos tornando opcional o uso de máscaras em locais abertos.

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“Queremos ser bem fieis aos indicadores técnicos e o decreto será publicado quando a meta de 65% de pessoas vacinadas com duas doses ou com dose única for alcançada. Seria bom que essas medidas, estaduais e municipais, casassem, que tivéssemos uma sintonia para não gerar confusões”, afirmou.

No início do dia, a taxa de imunização já estava em 64,4%. A vacinação nesta segunda, no entanto, caminhou lentamente. Soranz afirmou que aproximadamente 230 mil pessoas estão com a segunda dose atrasada.

O decreto, que deve ser publicado amanhã, prevê ainda a liberação do funcionamento de boates e casas noturnas com 50% da capacidade de público. O comprovante de vacinação continua sendo exigido para teatros, cinemas e pontos turísticos da cidade.

Fonte: IG SAÚDE

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