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Hospital das Forças Armadas recomendava kit Covid em receitas pré-assinadas

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Hospital das Forças Armadas, em Brasília
Reprodução/ FAB

Hospital das Forças Armadas, em Brasília


Médicos que trabalham no pronto-socorro do Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, e tinham posição contrária à prescrição do “kit Covid” foram orientados a usar receitas pré-assinadas e carimbadas por outros profissionais para prescrever os medicamentos. A ideia era entregar as receitas, que estavam prontas antes mesmo dos pacientes serem consultados, para aqueles que fizessem questão de ser tratados com os remédios sem eficácia comprovada contra a doença.

Segundo a TV Globo, que obteve acesso a uma das prescrições, o documento já indicava o uso de  hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina sem ter informações sobre um paciente específico.

Em resposta, o HFA disse que, no momento mais crítico da pandemia, os médicos puderam prescrever medicamentos por conta própria e que a autonomia desses profissionais foi respeitada. No entanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) considera como infração ao código de ética o ato de preencher prescrições antes de atender o paciente. 

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De acordo com a publicação, médicos da unidade relataram que a orientação partiu do chefe do pronto-socorro, major Milson Faria. “Resolvemos deixar uma pasta com estrutura de receita já carimbada e assinada, e junto uma pasta com termo de consentimento”, disse ele em uma troca de mensagens obtida pela reportagem. “Pedimos àqueles colegas que não prescrevem as referidas medicações, que caso não tenha nenhum colega no turno que também prescreva, que procure a sala de prescrição médica para entregar ao paciente, tendo somente que preencher o nome e a data”, acrescentou em outra mensagem.


O registro das conversas mostra que uma médica rebateu a ideia, ao dizer que não se sentia confortável em entregar uma receita com remédio que ela não recomenda e questionou qual o motivo de passar por um médico se o paciente receberia o kit de qualquer forma. Mas apesar desses questionamentos, médicos da unidade afirmam que as receitas pré-prontas foram distribuídas pelo menos até julho deste ano.

Fonte: IG SAÚDE

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Rio: 88% dos internados com Covid-19 não tem esquema vacinal completo

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Registro de um leito para paciente Covid-19
Divulgação: Governo

Registro de um leito para paciente Covid-19

Enquanto há a corrida para acelerar o calendário de vacinação contra a  Covid-19 das crianças, a Prefeitura do Rio ainda tem tentado convencer os atrasados maiores de 12 anos a completarem o ciclo vacinal. Essa grande parcela de população não tem direito apenas às primeira e segunda doses de um dos imunizantes, mas também à dose de reforço (DR) e até a uma quarta — caso dos imunossuprimidos.

Dos 878 internados na rede SUS, dado da manhã desta sexta-feira no painel da Prefeitura do Rio, o número é cada vez maior dos que não tomaram todas as doses, estimado pelo secretário municipal de Saúde Daniel Soranz de chegar a 88%. Isso inclui a falta da DR, que pode ser aplicada com quatro meses de intervalo da segunda. Tal panorama é visto com preocupação.

“A gente está muito preocupado com o aumento das internações por conta dos não-vacinados. Oitenta e oito por cento das pessoas que estão internadas não completaram o seu calendário vacinal. A gente já passa de 61% de taxa de ocupação, ainda não é uma ocupação tão alta quanto no auge da pandemia, mas ela já é bem maior do que a gente já tinha em dezembro. Então é muito importante que as pessoas tomem a dose de reforço. Seiscentos e cinquenta mil cariocas já estão aptos a tomar a dose de reforço e não voltaram para se proteger. A dose de reforço faz muita diferença na internação para a Covid-19 e também nos casos graves”, salientou o secretário em entrevista ao “Bom Dia Rio”, da TV Globo.

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Segundo o secretário, quem está na hora de tomar a dose de reforço pode ir aos postos que há imunizantes garantidos para os 650 mil cidadãos que estão no tempo certo. Para esse público estão disponíveis imunizantes da Pfizer, da AstraZenica e da Janssen para a DR.

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“É muito preocupante. A gente recomenda que as pessoas se vacinem, tomem a terceira dose para evitar ser internada e evitar sobrecarregar o sistema de saúde”, destacou Soranz.

Pela manhã, o painel da Prefeitura do Rio mostrava 74 pessoas na fila de espera por um leito de UTI. Soranz afirmou que o município tem buscado abrir novos leitos, além dos 300 convertidos no Ronaldo Gazolla, em Acari, que foi usado como unidade exclusiva para pacientes com a Covid-19 durante momentos críticos da pandemia.

“A gente já tem leitos no Hospital Ronaldo Gazola, mas a gente está cobrando do governo federal da gestão hospitalar aqui do Rio de Janeiro que reabra 250 leitos no Hospital Geral de Bonsucesso e 150 leitos no Clementino Fraga Filho”, disse.

“Já foram convertidos 300 leitos (no Ronaldo Gazolla) e pode ser necessário converter mais 120”.

Fonte: IG SAÚDE

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