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Pitbull enterrado vivo em Cuiabá se recupera, ganha nome e já tem novo lar

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O cachorro da raça pitbull encontrado enterrado ainda com vida em um terreno baldio no bairro Alice Novaque, em Cuiabá, no último sábado (03), está se recuperando bem. O animal foi batizado de “Vivente” e já tem um novo lar em vista.

O responsável pelo resgate foi o mecânico Edson Martins de Souza, que ouviu gemidos vindos do terreno e decidiu verificar o que estava acontecendo. Ao chegar ao local, percebeu sinais de que havia algo vivo sob a terra.

“Quando eu entrei, eu vi que tinha dois blocos de concreto do lado e a terra levantava. ‘Tem um ser vivo ali dentro’, pensei comigo”, relatou Edson em entrevista ao MTTV 2ª Edição, da Rede Globo.

Desconfiado, ele foi até a casa de uma amiga para pegar uma enxada emprestada. Ao retornar e iniciar a escavação, descobriu que se tratava de um cachorro que havia sido enterrado vivo, com blocos de concreto posicionados para impedir sua fuga.

“A base de concreto estava em cima do pescoço dele. Quando eu tirei a terra e vi a cabeça, percebi que era um animal. Foi muita covardia. Colocaram dois blocos de concreto e jogaram terra por cima para não ter como ele sair”, contou.

Após o resgate, Edson acionou a polícia para denunciar o caso e se dispôs a adotar o animal. “Eu já tenho lugar para receber ele. Vai ser bem cuidado, vai ser visto, porque é um vivente”, afirmou.

A diretora de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, destacou que o caso chama atenção pela extrema crueldade.
“O caso do Vivente chamou muita atenção pela tamanha crueldade. Não tem como deixar isso em branco. É um animal que foi enterrado vivo e que tinha total condição de receber um tratamento adequado”, disse.

Segundo Morgana, Vivente tem aproximadamente seis anos. Ele teve a ferida aberta higienizada, passará por uma bateria de exames e, após os procedimentos, será vacinado, vermifugado e castrado.

O caso gerou comoção e reforça a importância da denúncia de maus-tratos contra animais, crime previsto em lei.

Vídeo:

Jornalista: Mika Sbardelott

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Após mortes de cães e surto de cinomose, Prefeitura de Cuiabá anuncia mudança do CCZ e criação de Complexo de Bem-Estar Animal

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A Prefeitura de Cuiabá anunciou uma ampla reestruturação na política de saúde animal do município com a transferência da sede do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para um novo endereço. O espaço atualmente ocupado pelo órgão será reformado e transformado em um Complexo de Bem-Estar Animal, ampliando a capacidade de atendimento e acolhimento de animais.

A medida foi anunciada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) durante reunião realizada no Palácio Alencastro com representantes da causa animal, poucos dias após a crise provocada pelo surto de cinomose e a morte de cães que estavam sob responsabilidade do município.

Segundo o prefeito, a separação entre o Centro de Controle de Zoonoses e a unidade de Bem-Estar Animal é necessária para evitar a propagação de doenças infectocontagiosas e adequar o funcionamento das unidades aos protocolos sanitários.

“Aquele local vai passar por uma reforma e adequações para que, no futuro, possa ser utilizado como área de expansão do Bem-Estar Animal, que também já atingiu sua capacidade máxima”, afirmou Abilio.

Com a mudança, o novo Centro de Controle de Zoonoses passará a funcionar em uma área isolada, destinada exclusivamente ao controle de zoonoses e ao tratamento de doenças transmissíveis. Já a unidade de Bem-Estar Animal permanecerá no endereço atual, aproveitando o espaço do antigo CCZ para ampliar sua estrutura e aumentar a capacidade de atendimento.

Crise expôs problemas na estrutura

O anúncio ocorre após uma série de denúncias envolvendo o Centro de Zoonoses. O caso ganhou repercussão depois que filhotes diagnosticados com cinomose foram encontrados mortos em um galpão utilizado para isolamento de animais.

A situação motivou a atuação de órgãos de fiscalização e abriu investigações para apurar as circunstâncias das mortes e as condições em que os animais estavam sendo mantidos.

Animais seguem em tratamento

A Prefeitura informou que o tratamento dos cães acometidos pela doença continua. Dos 13 animais isolados no início do surto, três morreram em decorrência das complicações causadas pela cinomose.

Os 11 sobreviventes — dois cães adultos e nove filhotes — foram transferidos para clínicas veterinárias credenciadas pelo município, onde permanecem internados e recebem atendimento intensivo. Conforme a administração municipal, todos continuam em estado considerado grave.

O galpão utilizado para o isolamento temporário dos animais teve o fornecimento de energia elétrica restabelecido e está completamente desocupado.

A Prefeitura informou ainda que o caso permanece sob investigação das autoridades competentes e que continuará divulgando boletins sobre o estado de saúde dos cães e o andamento da reestruturação da rede municipal de atendimento à saúde animal.

Jornalista: Luan Schiavon

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