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Desembargadora do TRT-MT denuncia racismo estrutural em supermercado da capital

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A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), Adenir Carruesco, relatou nas redes sociais ter sido vítima de racismo estrutural enquanto fazia compras em um supermercado de Cuiabá. O episódio, segundo ela, reflete preconceitos enraizados na sociedade brasileira.

Em seu relato, Adenir descreveu que foi abordada insistentemente por uma cliente que buscava informações sobre produtos, assumindo automaticamente que a magistrada trabalhava no local. “Para ela, era lógico que eu trabalhava ali e que estava ali para servi-la. Mas essa senhora não cometeu nenhum ato racista. Ela agiu pela lógica. Pela lógica que o senso comum brasileiro internalizou, o lugar natural do preto é o serviço”, afirmou.

A desembargadora destacou que a questão vai além do episódio isolado, criticando a forma como pessoas negras ainda são percebidas no Brasil. “Os pretos brasileiros não estão nos tribunais superiores. Basta ver, e a mulher negra, menos ainda. Eu, desembargadora, sem a toga, sou apenas mais um corpo preto que a razão brasileira insiste em enxergar como serviçal. O problema não é aquela mulher no supermercado. É a lógica que ela, sem saber, reproduz. Uma lógica que precisa ser desmontada”, escreveu Adenir.

Adenir Carruesco foi a primeira desembargadora negra a assumir a presidência do TRT-MT. Militante do movimento negro e da diversidade étnica e racial, a magistrada já chegou a ser cotada para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

O caso reforça a discussão sobre racismo estrutural no país e como estereótipos históricos ainda influenciam percepções e comportamentos cotidianos.

Veja:

 

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Vídeo emocionante mostra sobrinha e tia enfrentando juntas batalha contra o câncer; Veja

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A força de uma família, o amor traduzido em gesto e a coragem diante da dor. Foi assim que a adolescente Layza Dantas, de apenas 17 anos, emocionou milhares de pessoas nas redes sociais ao decidir raspar a cabeça em solidariedade à tia, Paula Dantas, que enfrenta um câncer de mama pela segunda vez.

O momento, carregado de emoção, foi compartilhado nesta segunda-feira (11) nas redes sociais de Paula, conhecida no Instagram como “A Carequinha”. Natural de Campo Novo do Parecis, a influenciadora usa a internet para dividir com os seguidores a rotina de luta, esperança e superação desde o primeiro diagnóstico, em 2023.

No vídeo, Layza aparece ao lado da tia enquanto as duas passam pela transformação juntas. Em meio às lágrimas e sorrisos, a jovem faz uma promessa emocionante:

“Nosso cabelo agora vai crescer junto.”

As imagens mostram ainda o marido de Paula também raspando os cabelos, transformando o momento em um símbolo coletivo de apoio, união e resistência.

A publicação ultrapassou a marca de quatro milhões de visualizações e recebeu uma avalanche de comentários emocionados. Entre as mensagens mais repetidas estavam frases como “família é tudo”, “não tem como não chorar” e “que gesto lindo de amor”.

“Ela só tem 17 anos”, diz tia emocionada

Em entrevista, Paula revelou que ajudou a criar a sobrinha desde pequena e que jamais imaginou receber uma demonstração tão forte de carinho.

“Ela sempre esteve comigo. Eu ajudei a criar ela desde bebê. Agora, nesse novo diagnóstico, ela está me ajudando muito dentro de casa, cuidando de mim, do meu filho pequeno… Mas eu não esperava que ela fosse raspar a cabeça também. Ela só tem 17 anos. Todo mundo do salão ficou sem acreditar”, contou emocionada.

Além de acompanhar a tia durante o tratamento, Layza também ajuda nos cuidados com o primo de apenas três anos, filho de Paula.

Uma batalha marcada pela coragem

Paula tinha apenas 28 anos quando descobriu o primeiro câncer de mama, já em estágio avançado, em 2023. O tumor chegou a atingir 14 centímetros, exigindo um tratamento intenso, com oito sessões de quimioterapia e 30 sessões de radioterapia.

Depois de quase um ano de tratamento, novas complicações surgiram no fim de 2024, quando ela sofreu três hemorragias causadas por um cisto. Para conter o problema, precisou retirar o útero e os ovários.

Já em dezembro de 2025, veio outro susto: a suspeita de retorno do câncer. Após uma biópsia, os médicos identificaram um fibroma benigno. Como medida preventiva, Paula passou pela retirada das mamas.

Mas a notícia mais difícil ainda estava por vir.

Em fevereiro de 2026, enquanto ainda se recuperava da cirurgia, recebeu a confirmação de que o câncer havia retornado.

Mesmo diante de mais uma batalha, Paula decidiu enfrentar a doença com a mesma postura que inspira milhares de seguidores diariamente: coragem.

“Ter câncer hoje não é sentença de morte. Existe tratamento, existe cura e existe esperança. Eu sei que dói perder o cabelo, fazer quimioterapia, principalmente quando se tem filhos pequenos. Mas eu também sei que, quando a gente enfrenta essa doença de frente, a gente vence. O câncer não vai me parar”, afirmou.

Rede de apoio para pacientes oncológicos

Transformando dor em acolhimento, Paula também anunciou a criação do Centro de Atendimento ao Paciente Oncológico (Capo), que será inaugurado em breve em Brasnorte.

O espaço oferecerá acompanhamento especializado para pacientes com câncer e também para familiares e acompanhantes — grupo que, segundo ela, muitas vezes acaba esquecido durante o tratamento.

“A gente pensa muito no paciente, mas o acompanhante sofre junto. No Capo teremos psicólogo, mastologista, nutricionista oncológico… tudo aquilo que eu senti falta durante a minha caminhada”, destacou.

Entre lágrimas, coragem e demonstrações de amor, a história de Paula e Layza se tornou mais do que um vídeo viral. Tornou-se um retrato poderoso de afeto, resistência e esperança — daqueles que lembram que ninguém precisa enfrentar a dor sozinho.

Vídeo:

 

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