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Deputado critica decisão da Justiça que negou auxílio a netos de vítima de feminicídio em MT

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou uma decisão da Justiça que negou o pedido de auxílio destinado aos netos da produtora rural Raquel Cattani, assassinada em julho de 2024. A vítima foi morta com 34 facadas em um crime que, segundo as investigações, teria sido encomendado pelo ex-marido, inconformado com o fim do relacionamento.

De acordo com o parlamentar, a negativa judicial teria sido baseada no entendimento de que Raquel seria uma “empresária de sucesso”, o que afastaria o direito ao benefício para os filhos da vítima. Cattani, no entanto, contestou esse argumento e afirmou que a filha era uma trabalhadora rural informal que vivia em um assentamento.

Segundo ele, Raquel nunca teve empresa formalizada nem registro de CNPJ. O deputado explicou ainda que a chamada “Queijaria Cattani” só foi estruturada oficialmente após a morte da jovem, por iniciativa de sua esposa, com o objetivo de preservar o legado deixado por Raquel.

O parlamentar também comparou a situação dos órfãos com a dos responsáveis pelo crime — o ex-marido e o ex-cunhado da vítima — que, segundo ele, recebem assistência dentro do sistema prisional.

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“Graças a Deus eles não precisam, nós vamos dar para eles tudo que nós tivermos condições, mas é um direito deles e a Justiça negou. A Justiça alega que a Raquel tinha uma queijaria de sucesso, mas basta você consultar, a Raquel nunca teve CNPJ, nunca teve uma empresa. Eu só estou dizendo para vocês que não existe Justiça, estou provando que não existe Justiça no nosso país”, declarou o deputado.

O caso do assassinato de Raquel Cattani teve grande repercussão em Mato Grosso e voltou a ser discutido após a decisão judicial envolvendo o pedido de auxílio aos filhos da vítima.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Política MT

Dr. Eugênio cobra revisão de demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso

Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, o deputado convocou a SES para discutir mudanças na gestão dos atendimentos pré-hospitalares no estado

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Por Kayc Alves

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.

Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.

De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.

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A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.

“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.

Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.

“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.

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O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.

Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.

“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.

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