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Desembargador José Luiz Lindote deve assumir presidência do TJMT em 2027

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O desembargador José Luiz Lindote, atual corregedor-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), deve ser o próximo presidente da Corte estadual. Segundo apurado, Lindote conta com a simpatia da maioria dos membros do Pleno e caminha para uma candidatura de consenso. Atualmente, o tribunal é presidido pelo desembargador José Zuquim.

Natural de Cáceres, Lindote ingressou na magistratura em 1999 e atuou em diversas comarcas, incluindo Rondonópolis, Primavera do Leste, Diamantino e Várzea Grande. Ele também foi membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). Lindote foi promovido ao cargo de desembargador em fevereiro de 2024 e é reconhecido por sua gestão firme à frente da Corregedoria.

O edital para registro de candidaturas aos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça do biênio 2027-2028 foi publicado nesta terça-feira (20). As inscrições estarão abertas entre sábado (25) e quarta-feira (29). Para a vice-presidência, já é ventilado o nome do desembargador Gilberto Giraldelli. A posse dos eleitos está prevista para 19 de dezembro, com início de exercício em 1º de janeiro de 2027.

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Além disso, foram abertas inscrições para os cargos de ouvidor (titular e substituto), ouvidora da Mulher e juiz-membro (titular e suplente) do TRE-MT, na categoria desembargador. Também estão disponíveis vagas no Órgão Especial, incluindo três destinadas ao quinto constitucional, distribuídas entre advocacia e Ministério Público, e oito vagas preenchidas por antiguidade.

Os interessados deverão protocolar os requerimentos exclusivamente pelo Sistema CIA, encaminhando-os à presidência do TJMT. Pedidos enviados por e-mail ou em formato físico não serão aceitos.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Araguaia perderia 4 milhões de hectares produtivos, em caso de restrições sobre áreas úmidas, afirma Dr. Eugênio

Decisão do STF derrubou ação cível pública que equiparava áreas úmidas do Araguaia ao Pantanal, sugerindo restrições que inviabilizariam atividade agropecuária na região

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Por Kayc Alves

Mais de 4 milhões de hectares produtivos do Vale do Araguaia mato-grossense seriam severamente impactados, caso as áreas úmidas da região fossem classificadas como pertencentes ao bioma Pantanal. A afirmação é feita pelo deputado estadual Dr. Eugênio, que há três anos se opõe à tese que poderia minar a economia de 17 municípios influenciados pela atividade agropecuária na região. Na última sexta-feira (15), uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe alívio aos produtores do Araguaia ao derrubar a ação civil pública que tentava sustentar a teoria, já descartada por estudo técnico da UFMT.

A ampliação do significado de áreas úmidas em Mato Grosso, proposto por ação civil pública do Ministério Público, em 2023, mudaria o destino do Vale do Araguaia, dificultando o licenciamento ambiental para produção agropecuária em 4,2 milhões de hectares. O levantamento realizado pela equipe do deputado Dr. Eugênio leva em conta um estudo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA) e indica que 17 municípios da região seriam afetados pela mudança na classificação.

Segundo estimativas, apenas em Cocalinho, mais de 1,6 milhões de hectares seriam produtivamente prejudicados, cerca de 96% do território. Em Luciara, estima-se que até 99% da área teria a viabilidade produtiva afetada, enquanto, em Novo Santo Antônio, cerca de 94% do território seria atingido.

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A tese de que as áreas úmidas do Araguaia são equiparáveis ao Pantanal tentou suspender os efeitos da Resolução nº 45/2022 do CONSEMA, que regulamentava o uso sustentável deste território para agropecuária e outras atividades.

“Foi uma ação civil pública impetrada contra a resolução do CONSEMA, que desconsiderou os indicativos técnicos sobre a região do Araguaia e a importância da agropecuária sustentável para os muitos municípios da região. Nós mobilizamos um trabalho político para se opor a essa tese, com base na ciência, e logo conseguimos provar tecnicamente que as áreas úmidas do Araguaia e do Vale do Guaporé não podem ser equiparadas ao bioma Pantanal”, explicou Dr. Eugênio.

Em 2024, a UFMT entregou um estudo técnico, contratado pela Assembleia Legislativa, que classifica as características das áreas úmidas do Araguaia e do Guaporé, descartando a comparação com o bioma Pantanal.

O estudo embasou a lei complementar nº 829/2025, de autoria do deputado Dr. Eugênio e coautoria do deputado Valmir Moretto, que altera o Código Estadual de Meio Ambiente, regulamentando a exploração sustentável de áreas úmidas nos vales do Araguaia e Guaporé. A legislação exclui da qualidade de uso restrito as áreas que não são afetadas pelo pulso das inundações e/ou que não apresentam características de áreas úmidas. Uma vitória que trouxe segurança jurídica aos produtores rurais e garantiu a continuidade do desenvolvimento econômico do Araguaia.

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Na última sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, reconheceu usurpação de competência e extinguiu a ação civil pública que questionava o uso produtivo de terras em áreas úmidas de Mato Grosso. Para o deputado Dr. Eugênio, a decisão reforça essa garantia de segurança, reduzindo possibilidades de novos questionamentos e entraves jurídicos nos licenciamentos ambientais.

“Esperamos que esse tenha sido o episódio final dessa briga. Restringir a produção do Araguaia é paralisar o desenvolvimento na região. Estamos falando da desvalorização de um grande território, que levaria a perdas na arrecadação dos municípios, baixa nos empregos diretos e indiretos gerados pelo agro e redução na qualidade de vida das pessoas, que lutaram tanto para que a região crescesse. Nós conseguimos evitar uma perda gigante para o estado de Mato Grosso e estamos muito felizes com essa conquista”, destacou o deputado

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