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Morre Dennis Carvalho, ator e diretor de novelas como ‘Vale Tudo’ e ‘Fera ferida’

Figura importante da história da teledramaturgia brasileira, ele atuou em 28 produções e dirigiu outras 36 obras na televisão

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Morreu na manhã deste sábado (28), no Rio de Janeiro, aos 78 anos, o ator, diretor e dublador Dennis Carvalho. Figura importante na história da teledramaturgia do país, ele estava internado no Copa Star, no bairro de Copacabana. Deixa três filhos, Leonardo Carvalho, Tainá e Luíza.

A informação foi confirmada, ao GLOBO, pelo hospital. “O Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”, informa, por meio de nota.Carvalho dirigiu 36 novelas ao longo da carreira. Como ator, foram 28. Ainda em frente às câmeras, interpretou nove personagens no cinema. Como dublador, fez a voz de Roger “Race” Bannon de Jonny Quest, cabo Rusty em “Rin Tin Tin” (1954-1959), Capitão Kirk em “Jornada nas estrelas” (1966-1969) e Jerry em “O Túnel do tempo” (1966-1967).

Sua vida está desde cedo ligado à teledramaturgia. Fez seu primeiro teste aos 11 anos para a TV Paulista para participar da novela “Oliver Twist” (1960). Em 1964, entrou para a TV Tupi e participou de inúmeros teleteatros, mas foi na TV Globo que fez uma carreira de sucesso. Em meados de 2022, ele deixou a emissora após 47 anos de trabalho.

Carvalho atuou em novelas como “O meu pé de laranja lima” (1970), “Ídolo de pano” (1974), “Pecado capital” (1975), “O casarão” (1976), “Brilhante” (1981), “Brega & chique” (1987) e “Vale tudo” (1988), esta última também dirigida por ele. Na direção, foram diversas novelas importantes, como “Roda de fogo” (1986), “Fera ferida” (1993), “Explode coração” (1995), “Celebridade” (2003) e “Paraíso tropical” (2007).

Ele também comandou minisséries e seriados que marcaram época e inovaram a linguagem televisiva, como “Malu mulher” (1979-1980), “Anos rebeldes” (1992) e “A justiceira” (1997). O diretor ainda deixou sua marca em programas de humor, com o sucesso de “Sai de baixo” (1996-2002).

Em entrevista ao GLOBO este ano, Carvalho contou que passou 40 anos “fazendo novela todo dia”. Durante a pandemia, o ator e diretor concluiu que deveria se afastar da televisão por um tempo e investir na direção de musicais para o teatro — um campo que adentrou com sucesso em 2013, com “Elis, a musical” (sobre a Pimentinha), e que seguiu desenvolvendo com “Clube da Esquina — Os sonhos não envelhecem”, espetáculo sobre o movimento musical liderado por Milton Nascimento.

— De repente (durante a pandemia) eu não tinha nada para fazer, fiquei desesperado dentro de casa. Comecei a ver séries e filmes, e o tempo não passava. Mas isso me permitiu refletir bastante — contou.

Carvalho foi casado com a professora de educação física Maria Tereza Schimidt e com as atrizes Bete Mendes, Christiane Torloni, Monique Alves, Tássia Camargo, Ângela Figueiredo e Deborah Evelyn.

 

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Lenda do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

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O basquete brasileiro está de luto. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, considerado uma das maiores lendas do esporte nacional. Ele passou mal e não resistiu. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Conhecido mundialmente como “Mão Santa”, o ex-atleta construiu uma carreira histórica e se tornou um dos maiores nomes do basquete internacional. Ele detém até hoje o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos somados em cinco participações no torneio.

Ao longo de sua trajetória olímpica, Schmidt protagonizou atuações memoráveis. Um dos momentos mais marcantes ocorreu nos Jogos Olímpicos de Seul 1988, quando anotou 55 pontos contra a Espanha, marca que permanece como recorde de pontos em uma única partida olímpica.

Pela seleção brasileira, Oscar acumulou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais, defendendo a equipe entre 1977 e 1996. Entre suas conquistas mais importantes está a medalha de bronze no Mundial de Basquete de 1978, realizado nas Filipinas. A carreira profissional se estendeu por quase três décadas, sendo encerrada oficialmente em 2003.

Após se aposentar das quadras, o ex-jogador passou a atuar como palestrante e personalidade pública, compartilhando histórias de superação e liderança. Em 2011, ele foi diagnosticado com tumor no cérebro, doença que enfrentou com tratamentos ao longo dos anos, além de outros problemas de saúde que exigiram acompanhamento médico constante.

Ídolo eterno do basquete, Oscar Schmidt deixa um legado marcado por números impressionantes, partidas inesquecíveis e uma legião de admiradores dentro e fora do Brasil.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

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