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Saiba quem são os casais de influencers que ostentavam luxo e são investigados por apostas ilegais

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Dois casais de influenciadores digitais foram alvos da Operação Aposta Perdida, deflagrada na manhã desta quinta-feira (23), que investiga crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar on-line, conhecidos popularmente como “jogo do tigrinho”.

Os investigados são Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos e Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães, além de Williane Orben V. Vasconcelos Coutinho, conhecida nas redes sociais como Lili Vasconcelos, e seu marido Erison Coutinho.

De acordo com apuração da Polícia Civil, os suspeitos utilizavam as redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis e elevados. O funcionamento do esquema apresentava características semelhantes às de pirâmide financeira, em que os ganhos dependiam da entrada constante de novos participantes.

Somados, os investigados possuem cerca de 150 mil seguidores no Instagram, plataforma utilizada para divulgar os jogos e também para exibir um estilo de vida luxuoso.

Entre as publicações, aparecem viagens internacionais para destinos como Estados Unidos, Chile, Dubai, Japão, Itália e França, além de passeios por diferentes locais do Brasil. Os conteúdos também mostram carros de luxo e imóveis de alto padrão.

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Entre os veículos exibidos nas redes sociais estão modelos de alto valor, como Ferrari, BMW X4 2024 e Ram Rampage, que juntos ultrapassariam R$ 1 milhão.

Erison Coutinho, marido de Lili, também está entre os alvos da operação. Ele é empresário e proprietário da loja Rei dos Panos, que atua nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo as investigações, os valores obtidos com a suposta atividade ilícita eram utilizados para a aquisição de bens de alto valor, incluindo imóveis e veículos importados, frequentemente exibidos nas redes sociais como forma de reforçar a imagem de sucesso financeiro.

Nas redes, Wilton também divulga vídeos relacionados à compra e venda de veículos vinculados à sua empresa W-Car Multimarcas.

A Polícia Civil aponta Wilton como o principal articulador do esquema, responsável pela movimentação financeira e pela ocultação dos recursos obtidos com a divulgação dos jogos de azar. Já Jéssica e a irmã, Lili, atuariam como influenciadoras digitais responsáveis por promover as plataformas ilegais e atrair novos usuários.

Ainda conforme a investigação, o alto padrão de vida ostentado pelos investigados chamou a atenção das autoridades, já que seria incompatível com a renda formal declarada.

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Mesmo tendo empresas classificadas como de pequeno e médio porte, o grupo teria adquirido, em curto espaço de tempo, imóveis de alto padrão, veículos de luxo e realizado diversas viagens internacionais, sem comprovação de lastro econômico lícito para justificar tais despesas.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, além do município de Itapema.

Segundo a Polícia Civil, entre os principais alvos estão integrantes de um mesmo núcleo familiar e empresas ligadas ao grupo, que teriam sido utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos investigados.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Câmeras inteligentes entregam foragido à polícia no Centro de Cuiabá

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Um homem de 54 anos, identificado como Edvaldo Bomdespacho da Silva, foi preso na tarde de quarta-feira (22) após ser flagrado por câmeras do sistema de reconhecimento facial “Vigia Mais”, na região central de Cuiabá.

De acordo com informações da polícia, Edvaldo caminhava por uma das ruas do Centro quando foi identificado pelas câmeras do sistema de monitoramento. Assim que o reconhecimento facial apontou a presença do suspeito, um alerta foi emitido automaticamente para as forças de segurança.

A partir do aviso, as equipes passaram a acompanhar a movimentação do homem em tempo real. Com as informações repassadas pelo sistema, policiais do 3º Batalhão da Polícia Militar conseguiram localizar e abordar o suspeito.

Durante a checagem nos sistemas de segurança pública, os policiais confirmaram que havia um mandado de prisão em aberto contra Edvaldo, expedido pela Segunda Vara Criminal de Cuiabá. A ordem judicial se refere a uma regressão cautelar de pena pelo crime de roubo, previsto no artigo 157 do Código Penal.

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Segundo a decisão judicial, o suspeito ainda tinha 9 anos, 1 mês e 23 dias de pena a cumprir em regime fechado.

Diante da confirmação do mandado, os policiais deram voz de prisão ao homem, que foi encaminhado para os procedimentos legais e colocado à disposição da Justiça.

O caso reforça o uso da tecnologia de reconhecimento facial no combate à criminalidade na capital mato-grossense, permitindo a identificação rápida de pessoas com pendências judiciais em locais públicos.

Jornalista: Mika Sbardelott

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