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Jovem mata padrasto para defender mãe durante briga em Cuiabá

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A juíza Helícia Vitti Lourenço determinou a soltura de Raquel Teodoro Pontes, de 19 anos, durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. A jovem havia sido presa em flagrante sob suspeita de matar o padrasto, Sandro Rodrigues de Assis, de 40 anos.

O marido da jovem, um idoso de 62 anos, também foi detido sob acusação de ter dado apoio após o crime.

Segundo o depoimento de Raquel, a convivência com o padrasto sempre foi conturbada. Ela relatou que evitava frequentar a casa da mãe desde o início do relacionamento da vítima com a família, alegando comportamento agressivo, além do uso frequente de álcool e drogas.

No dia do ocorrido, a jovem contou que foi até a residência, localizada no bairro Voluntários da Pátria, após um pedido da mãe. Em determinado momento, segundo ela, percebeu pela fresta da porta do quarto o padrasto sobre a mãe, com o braço erguido, aparentemente prestes a agredi-la. Diante da situação, afirmou ter entrado em desespero, pegado uma faca na cozinha e atacado o homem pelas costas.

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De acordo com os autos, Raquel confessou ter desferido os golpes, alegando que agiu em legítima defesa de terceiros para proteger a mãe. Informações iniciais apontam que o crime ocorreu após uma discussão dentro da residência.

Apesar da homologação da prisão em flagrante, a magistrada entendeu que não estavam presentes os requisitos para a conversão em prisão preventiva. Na decisão, considerou-se a possibilidade de aplicação de medidas cautelares, levando em conta as circunstâncias do caso e as condições pessoais da investigada.

Entre os fatores analisados estão o fato de a jovem possuir residência fixa e exercer atividade profissional, além da ausência de indícios de que sua liberdade represente risco à ordem pública ou ao andamento das investigações.

Com a concessão da liberdade provisória, Raquel deverá cumprir uma série de medidas cautelares, como manter o endereço atualizado, comparecer aos atos processuais, não se ausentar da comarca sem autorização judicial, não portar armas e não frequentar determinados locais. A Justiça também determinou que ela não consuma bebidas alcoólicas ou substâncias ilícitas e que participe de reuniões de apoio, como as do Alcoólicos Anônimos.

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Na decisão, a juíza destacou que, embora a alegação de legítima defesa de terceiros ainda precise ser investigada, não há, neste momento, elementos suficientes que justifiquem a manutenção da prisão preventiva, podendo o caso ser conduzido com medidas alternativas.

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Idoso é encontrado morto em condomínio alvo de decisão de despejo judicial

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Um idoso de aproximadamente 72 anos foi encontrado morto em um apartamento no condomínio Villas das Minas, em Cuiabá, na noite desta quinta-feira (16). O caso ocorreu no mesmo dia em que autoridades estiveram no local para tratar de uma decisão judicial que prevê o despejo de moradores da região.

Segundo informações policiais, o idoso morava sozinho no imóvel. Moradores relataram ter sentido mau cheiro vindo do apartamento desde o dia anterior. O corpo foi removido por equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A visita ao condomínio contou com a presença do prefeito Abilio Brunini e da vereadora Samantha Iris, ambos do PL, que estiveram no local para orientar moradores sobre a ordem judicial que autoriza a reintegração de posse e o despejo de ocupantes.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, também esteve nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, explicando medidas que o Legislativo busca adotar para tentar evitar as remoções.

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Ao todo, cerca de 600 famílias vivem nos residenciais e correm risco de despejo após decisão judicial que autorizou mandados de imissão na posse em favor de uma empresa que adquiriu os imóveis.

Os condomínios foram construídos pela antiga Trese Construtora e Incorporadora Ltda, que faliu há cerca de 30 anos, deixando unidades sem regularização fundiária. Os empreendimentos pertenciam à massa falida e foram posteriormente adquiridos pela Trunk Gestão Empresarial Ltda.

De acordo com o procurador do município, a Prefeitura de Cuiabá ingressou com embargos de declaração no último dia 7, pedindo revisão da decisão que determinou a reintegração de posse e a suspensão do processo de Regularização Fundiária Urbana (REURB). O objetivo é permitir a continuidade da regularização dos imóveis.

O município também informou que pretende apresentar agravo de instrumento ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta sexta-feira (17), para discutir a possibilidade legal de regularização dos imóveis ocupados.

A empresa responsável pela aquisição dos imóveis afirma que a compra ocorreu por meio de leilão, com pagamento de R$ 16 milhões, e sustenta ter direito à posse dos bens. Segundo a Trunk, já foram firmados 77 acordos com moradores e cumpridas todas as exigências legais do processo falimentar.

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A decisão judicial que originou o impasse foi proferida no início de abril pelo juiz Márcio Aparecido Guedes, da Primeira Vara Cível de Cuiabá, e autoriza a reintegração de posse com uso de força policial, caso necessário, em meio a uma disputa judicial que se arrasta há quase três décadas.

Jornalista: Luan Schiavon

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