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Homem mata esposa, atira no filho e morre em confronto com a PM

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Um homem de 42 anos, identificado como Fábio Júnior Januário Dias, matou a própria esposa, Suenilda Vieira, de 37 anos, atirou contra o filho e ainda tentou atingir a filha durante a noite de quarta-feira (2), em uma propriedade rural de Araguaiana, a 565 quilômetros de Cuiabá. O suspeito estava armado e, segundo a Polícia Militar, havia ingerido bebida alcoólica.

Após cometer os ataques, Fábio entrou em confronto com policiais da Força Tática durante a madrugada e acabou morto.

A Polícia Militar foi acionada inicialmente após receber informações de que um homem havia efetuado disparos contra o próprio filho. Enquanto as equipes se deslocavam para a propriedade, novas informações apontaram que a ocorrência era ainda mais grave: o homem havia assassinado a esposa, baleado o filho na perna e tentado atirar contra a filha.

A jovem conseguiu fugir e não foi atingida.

Na tentativa de impedir novas agressões, o filho entrou em luta corporal com o pai e conseguiu esfaqueá-lo. Mesmo ferido, porém, Fábio conseguiu fugir da propriedade utilizando um trator, seguindo em direção a uma fazenda vizinha.

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Fuga para a mata

Equipes da Força Tática, do Núcleo da Polícia Militar de Araguaiana e profissionais de saúde foram até a propriedade onde havia informações de que o suspeito estaria escondido.

Durante as buscas na sede da fazenda, os policiais encontraram rastros de sangue e sinais de que Fábio poderia estar em um dos quartos. Quando chegaram ao local, entretanto, ele já havia fugido para uma região de mata.

As equipes iniciaram buscas pela área durante a madrugada. Depois de algum tempo, os policiais localizaram o suspeito próximo a uma cerca.

Segundo a Polícia Militar, ao perceber a aproximação dos agentes, Fábio efetuou disparos contra a equipe. Os policiais reagiram e atingiram o homem.

Fábio caiu ferido e uma equipe de saúde foi acionada, mas o óbito foi constatado ainda no local.

Com ele, os policiais apreenderam uma espingarda calibre .36, além de munições e estojos deflagrados.

Perícia

A área foi isolada e preservada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Após a realização da perícia e a remoção do corpo, as providências legais foram adotadas e o caso encaminhado à autoridade policial para investigação.

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O filho baleado na perna recebeu atendimento médico. A filha conseguiu escapar sem ser atingida durante o ataque.

Denúncias

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos canais oficiais. Em situações de emergência ou flagrante, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190.

Também é possível procurar a Polícia Civil pelo 197, o Disque-Denúncia pelo 181 ou a Central de Atendimento à Mulher pelo 180.

Em Mato Grosso, denúncias e registros de ocorrência também podem ser realizados pela Delegacia Digital da Polícia Civil.

Jornalista: Mírian Marques

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Ex-diretora de hospital público é condenada após desviar R$ 355 mil e gastar dinheiro em jogos online

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A ex-diretora administrativa e financeira da Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, em Mirassol D’Oeste, Fabiana Pereira de Souza Lopes, foi condenada por improbidade administrativa após desviar R$ 355.651,72 dos recursos destinados ao hospital público do município. Segundo a sentença, parte do dinheiro foi utilizada em aplicativos de jogos online.

A decisão foi proferida pelo juiz Patrick Coelho Campos Gappo, da 1ª Vara de Mirassol D’Oeste, e publicada em 28 de agosto.

Conforme o processo, Fabiana confessou ter realizado diversas transferências bancárias das contas da unidade de saúde para contas pessoais. Para dificultar a identificação das operações, ela também teria adulterado extratos bancários utilizados na prestação de contas da instituição.

Na avaliação do magistrado, não houve uma ação isolada ou um erro administrativo. Os desvios ocorreram de maneira reiterada e sistemática durante aproximadamente dez meses, evidenciando, segundo a decisão, a intenção consciente de retirar recursos públicos.

Dinheiro era usado em jogos

Durante o processo, Fabiana alegou possuir vício em jogos e afirmou que os recursos desviados foram utilizados em aplicativos de jogos online.

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O juiz considerou que eventual dependência poderia ajudar a explicar a motivação para a prática, mas não elimina a responsabilidade pelos atos cometidos. Segundo a sentença, a condenada sabia que o dinheiro pertencia à Fundação Municipal de Saúde e tinha consciência da irregularidade de sua conduta.

A decisão também destacou que a própria utilização de mecanismos para esconder as transferências demonstraria que Fabiana tinha conhecimento de que os atos poderiam ser descobertos.

Defesa tentou responsabilizar outra diretora

A defesa ainda tentou atribuir parte da responsabilidade pelos desvios à diretora-presidente da Fundação, sob alegação de que teria ocorrido negligência na fiscalização das movimentações financeiras.

O argumento, porém, foi rejeitado pelo magistrado. Para o juiz, eventual omissão de outra integrante da administração não é suficiente para afastar a responsabilidade de quem efetivamente realizou as transferências dos recursos.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade do caso, especialmente porque os valores desviados pertenciam ao único hospital público municipal e deveriam ser utilizados na manutenção dos serviços de saúde.

Também pesaram na decisão o montante envolvido, a duração dos desvios, a adulteração de documentos públicos para esconder as irregularidades e a confissão da própria condenada.

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Condenações

Como consequência da condenação, Fabiana deverá ressarcir integralmente os R$ 355.651,72 desviados, com a incidência de multa e juros.

A sentença também determinou a suspensão dos direitos políticos por sete anos e proibiu Fabiana de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo período, inclusive por meio de pessoa jurídica.

O juiz não determinou a perda de bens, pois não foi identificado patrimônio adquirido com os recursos desviados.

Além das demais sanções, Fabiana deverá pagar as despesas processuais.

O caso envolve recursos que deveriam ser destinados à manutenção do atendimento no hospital público de Mirassol D’Oeste e foi considerado pelo Judiciário como uma prática de desvio sistemático de dinheiro público.

Jornalista: Mírian Marques

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