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Jovem é torturado e enterrado em mata após ser confundido com rival de facção em MT

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O corpo de Silvestre Gomes da Silva Conceição Júnior, de 18 anos, foi encontrado enterrado em uma área de mata em Jaciara, a 144 km de Cuiabá, no sábado (20), cinco dias após seu desaparecimento. Segundo a Polícia Civil, o jovem foi sequestrado, torturado e assassinado após ser confundido por faccionados como integrante de uma organização criminosa rival.

O desaparecimento de Silvestre passou a ser investigado pela Polícia Civil no dia 15 de junho. Após diligências e com apoio de familiares da vítima, os investigadores conseguiram descobrir que o rapaz havia sido morto e teve o corpo ocultado em uma região rural do município.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e da Politec foram acionadas para a ocorrência. O corpo foi retirado do local e encaminhado para exames periciais, que devem auxiliar no avanço das investigações. A cena do crime foi isolada.

Crime brutal

Durante a apuração, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança, colheu depoimentos e realizou diversas diligências que permitiram reconstruir a dinâmica do crime e identificar os envolvidos.

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Conforme as investigações, Silvestre foi abordado por criminosos que o confundiram com membro de uma facção rival da que atua na região. Após o sequestro, ele foi submetido a uma sessão de tortura antes de ser executado.

Até o momento, seis pessoas foram identificadas como participantes do crime. Três suspeitos — de 34, 21 e 18 anos — já foram presos em flagrante por ocultação de cadáver. Uma adolescente de 15 anos também foi apreendida. A polícia segue em busca dos demais envolvidos.

As investigações apontam indícios da prática de homicídio, sequestro, tortura e ocultação de cadáver. Segundo a polícia, cada suspeito teve participação em etapas diferentes da ação criminosa, desde a abordagem e privação da liberdade da vítima até a execução e o enterro clandestino.

A ação faz parte da Operação Alvo Errado, deflagrada para esclarecer o caso.

Em nota, a Polícia Civil destacou a rápida resposta da investigação.

“A Operação Alvo Errado evidencia a eficiência do trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Civil, que, por meio de técnicas de inteligência, análise de provas, cruzamento de informações e diligências especializadas, conseguiu esclarecer o crime em poucos dias, identificar os envolvidos e apresentar uma resposta rápida e efetiva à sociedade.”

Segundo a corporação, a operação reforça o compromisso da instituição no combate às organizações criminosas e na defesa da vida.

Jornalista: Luan Schiavon

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TJ freia retorno de 7 crianças a pais flagrados bêbados após abandono

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O desembargador Luiz Octávio O. Saboia Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, suspendeu a decisão de primeira instância que havia autorizado o retorno de sete crianças ao convívio familiar, em Sapezal. Os menores haviam sido retirados da casa após serem encontrados sozinhos, trancados e em situação de abandono.

Os pais das crianças foram presos em flagrante por abandono de incapaz depois que o Conselho Tutelar e a Polícia Militar de Mato Grosso resgataram os filhos, com idades entre 11 meses e 11 anos, em uma residência considerada insalubre.

No dia da prisão, os responsáveis não estavam em casa e só retornaram enquanto os filhos já estavam sendo acolhidos. Conforme a polícia, ambos apresentavam sinais evidentes de embriaguez.

A ocorrência teve início após denúncia recebida no dia 4 de junho. Ao chegarem ao imóvel, as equipes encontraram as crianças sozinhas em um ambiente abafado, com todas as janelas fechadas, forte odor de urina, alimentos estragados, infestação de baratas e ausência de comida na geladeira.

Segundo a PM, o cenário colocava em risco direto a saúde e a integridade física dos menores. Diante da situação, o Conselho Tutelar encaminhou as crianças para acolhimento institucional no Portal do Futuro.

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Submetidos ao teste do bafômetro, os pais registraram 1,00 mg/L e 0,98 mg/L de álcool, confirmando, segundo a polícia, que retornaram para casa sob forte efeito de bebida alcoólica após deixarem os filhos sozinhos.

Uma das crianças, de 11 anos, não foi localizada inicialmente. Ela foi encontrada apenas durante a madrugada em outra residência e também foi acolhida.

Na sexta-feira (19), o juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães havia determinado a devolução das crianças aos pais. A decisão foi fundamentada no princípio do melhor interesse da criança e em um laudo psicossocial que apontava preservação dos vínculos afetivos, arrependimento dos genitores e melhora aparente nas condições da residência, incluindo organização da casa e despensa abastecida.

No entanto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso recorreu da decisão ao TJMT por meio de agravo de instrumento, argumentando que o magistrado ignorou riscos concretos e atuais.

O Ministério Público destacou a gravidade da negligência, ressaltando que entre as vítimas estava um bebê de apenas 11 meses sob os cuidados de outra criança. Também apontou que o laudo psicossocial não recomendava reintegração imediata, mas sim uma avaliação gradual e criteriosa, condicionada à superação dos fatores de risco.

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Além disso, relatórios técnicos elaborados após novas visitas domiciliares concluíram que não houve mudanças significativas na dinâmica familiar capazes de demonstrar segurança para o retorno imediato das crianças.

Ao analisar o recurso, o desembargador Saboia concordou com o MP e concluiu que ainda persistem incertezas técnicas sobre a capacidade dos pais de garantir um ambiente seguro.

“À vista do princípio da proteção integral e da impossibilidade de pleno retorno ao status quo ante uma vez efetivada a reintegração, o risco inverso — manutenção provisória e breve do acolhimento — revela-se proporcionalmente menos gravoso do que a reintegração imediata”, destacou o magistrado.

Com isso, o desembargador suspendeu a reintegração imediata das sete crianças, restabelecendo provisoriamente o acolhimento institucional até que haja comprovação de mudança real no ambiente familiar.

Apesar da suspensão, o magistrado autorizou que os pais continuem visitando os filhos e mantenham acompanhamento psicossocial junto ao CREAS e ao CAPS.

Jornalista: Mika Sbardelott

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