Luto na Câmara

Morre ex-secretário da Câmara de Cuiabá

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A Câmara Municipal de Cuiabá está de luto com a morte de Edilson de Carvalho, ocorrida na tarde desta quarta-feira (17). Ex-secretário de Gestão Administrativa da Casa de Leis, ele deixa um legado de dedicação ao serviço público e de relevante atuação na administração pública.

Edilson assumiu o cargo de secretário de Gestão Administrativa em agosto de 2021, após ser nomeado pelo então presidente da Câmara, Juca do Guaraná. Na ocasião, ele substituiu o secretário anterior.

Antes de comandar a secretaria, Edilson já possuía trajetória consolidada no Legislativo municipal, onde atuou como chefe do Núcleo de Gestão de Contratos, setor considerado estratégico para o funcionamento administrativo da Câmara.

Sua experiência no serviço público também incluiu uma passagem de cinco anos pela Secretaria de Assistência Social, onde contribuiu com trabalhos voltados à área administrativa.

Formado em Direito pela Universidade de Várzea Grande (Univag), Edilson era reconhecido pela competência técnica, seriedade e comprometimento com as funções que exerceu ao longo da carreira.

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Edilson tinha 45 anos. Nascido em 9 de julho de 1980, ele enfrentava um tratamento contra um câncer agressivo no fígado, diagnosticado em dezembro do ano passado. Sua morte precoce gerou forte comoção entre familiares, amigos e colegas de trabalho.

O deputado estadual Juca do Guaraná lamentou profundamente a morte de Edilson e destacou a tristeza pela partida prematura do ex-secretário. Segundo o parlamentar, ele deixa lembranças de competência, lealdade e dedicação ao serviço público.

“É muito doloroso ver alguém partir tão cedo, interrompendo uma trajetória que ainda tinha muito a contribuir. Sua partida prematura deixa um vazio enorme entre familiares, amigos e todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, declarou.

O velório será realizado nesta quinta-feira (18), a partir das 8h, na Capela Jardins, na Sala Roseiras, em Cuiabá.

Deixou uma filha, a Conselheira Tutelar  Karoline Beatriz Correa de Carvalho

Jornalista:Mika Sbardelott

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ATÉ ZUNIL

ABMCJ-MT repudia ilações sobre incêndios em Várzea Grande e cobra investigação rigorosa de casos recentes

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A Associação Brasileira das Mulheres da Carreira Jurídica – Comissão de Mato Grosso (ABMCJ-MT) divulgou uma nota pública manifestando repúdio às ilações envolvendo os recentes incêndios registrados em Várzea Grande. A entidade defendeu que o debate sobre os casos seja conduzido com responsabilidade e cobrou investigação aprofundada por parte das autoridades competentes.

Segundo a associação, os incêndios registrados no município nos últimos dois anos demonstram que a questão precisa ser tratada como um problema de segurança pública, exigindo ações coordenadas entre os poderes Executivo e Legislativo para proteger a população.

A ABMCJ-MT relembrou uma série de ocorrências recentes na cidade. Em agosto de 2025, um incêndio atingiu o restaurante Japidinho, anexo a um posto de combustível, colocando em risco a vida de diversas pessoas. Em outubro do mesmo ano, o almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde também foi consumido pelas chamas.

Já em novembro de 2025, um ônibus do transporte coletivo municipal, pertencente à empresa União Transporte, pegou fogo após um curto-circuito, colocando passageiros em situação de risco, entre eles uma pessoa com deficiência visual. Em janeiro de 2026, um princípio de incêndio foi registrado no Shopping Popular de Várzea Grande.

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O caso mais recente ocorreu no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação, onde materiais didáticos e outros insumos foram destruídos pelo fogo. O episódio gerou forte repercussão política e levantou questionamentos entre parlamentares do município.

Na avaliação da entidade, o momento exige serenidade e foco na apuração técnica das causas dos incêndios. A associação destacou ainda a dificuldade em reunir dados consolidados sobre ocorrências desse tipo, devido à ausência de um sistema centralizado de registros de sinistros, especialmente em propriedades públicas.

De acordo com a ABMCJ-MT, a fragmentação das informações entre diferentes órgãos — como Corpo de Bombeiros, secretarias municipais e a própria prefeitura — dificulta a análise dos casos e pode gerar inconsistências nos registros.

A entidade também apontou que mudanças de gestão pública podem comprometer a continuidade da coleta e armazenamento de dados, além de destacar que a escassez de recursos financeiros e humanos frequentemente limita o monitoramento adequado dessas ocorrências.

Outro fator citado é que, durante incêndios, a prioridade natural das equipes é conter as chamas e evitar tragédias, o que pode resultar em registros incompletos ou feitos de forma apressada.

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Diante do cenário, a ABMCJ-MT apresentou quatro posicionamentos oficiais. O primeiro foi prestar solidariedade à prefeita Flávia Moretti e à secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, diante dos prejuízos causados ao patrimônio público.

A associação também sugeriu que vereadores e vereadoras revisem as políticas de segurança municipal e os protocolos de resposta a incêndios, com supervisão do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e demais órgãos competentes.

Além disso, a entidade parabenizou a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros pela rápida atuação no combate ao incêndio mais recente, evitando danos ainda maiores.

Por fim, a comissão cobrou que todos os incêndios ocorridos em Várzea Grande nos últimos dois anos sejam investigados com rigor.

“A vida é o maior bem que possuímos e deve ser a principal preocupação de qualquer gestor público”, destacou a presidente da ABMCJ-MT, Tânia Regina de Matos, ao reforçar a necessidade de respostas concretas por parte das autoridades.

VEJA:

nota incêndio – ass

Jornalista: Luan Schiavon

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