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Candidatura de Jéssica Riva abala acordos e expõe disputa interna no MDB

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A entrada da empresária Jéssica Riva (MDB) no cenário eleitoral de Mato Grosso provocou desconforto nos bastidores do partido e obrigou a deputada estadual Janaína Riva a rever compromissos políticos previamente firmados em torno de sua possível candidatura ao Senado.

Nos bastidores da sigla, a avaliação é de que a deputada acabou sendo pressionada a recuar de entendimentos construídos anteriormente com parlamentares e aliados do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), diante do novo cenário político criado com a pré-candidatura da irmã.

A movimentação colocou em xeque acordos que já haviam sido alinhados com deputados estaduais e lideranças partidárias que se comprometeram com o projeto eleitoral de Janaína. O episódio também gerou desgaste interno, com aliados avaliando a possibilidade de rever apoios diante da percepção de que compromissos políticos teriam sido alterados.

Resistência inicial

Segundo apuração, Janaína teria se posicionado inicialmente contra a pré-candidatura da irmã. Após discussões familiares, a deputada acabou aceitando a decisão em respeito ao pai, o ex-deputado estadual José Riva, que teria defendido a permanência de um representante da família na Assembleia Legislativa.

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Fontes ouvidas relataram que ocorreram várias conversas entre Janaína e o pai sobre os possíveis impactos da candidatura de Jéssica em seu projeto político. A parlamentar teria argumentado sobre eventuais prejuízos à sua articulação para disputar o Senado, mas não conseguiu reverter a decisão.

Desgaste entre aliados

Entre os aliados, um dos mais contrariados teria sido o deputado estadual Dr. João, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. De acordo com fontes, o parlamentar teria ficado insatisfeito com mudanças em acordos políticos e chegou a evitar atender ligações da deputada por algumas semanas.

Nos bastidores, deputados do MDB também avaliam que a presença de Jéssica na disputa cria uma situação delicada, já que, por se tratar de uma candidatura ligada à família Riva, haveria dificuldade em se posicionar publicamente contra.

Estratégia para evitar mais tensão

Diante do cenário, a expectativa dentro da campanha é que Janaína não peça voto publicamente para a irmã, numa tentativa de evitar o agravamento das tensões internas.

Apesar disso, Jéssica Riva tem intensificado agendas políticas, especialmente na região Norte do estado, conhecida como Nortão, com apoio de aliados da família para apresentar sua pré-candidatura e buscar apoio eleitoral.

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Dentro do MDB, a projeção é de que o partido consiga eleger entre três e quatro deputados estaduais, dependendo da composição final da chapa. Entre os nomes considerados puxadores de votos estão Dr. João, Thiago Silva, Eduardo Botelho, o ex-prefeito Léo Bortolin e a própria Jéssica Riva.

A situação expõe um ambiente de disputa e desconfiança interna dentro do MDB, justamente em um momento em que Janaína buscava ampliar alianças e consolidar sua base política para a corrida ao Senado.

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Pivetta afirma que primeiros trechos do BRT entre aeroporto e Hospital do Câncer serão concluídos até junho

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que as obras dos dois primeiros trechos do BRT que ligará Cuiabá a Várzea Grande deverão ser concluídas até o final de junho.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (11). Segundo o governador, os trechos iniciais do novo sistema de transporte coletivo irão do aeroporto até o Hospital do Câncer, marcando a primeira etapa de funcionamento do modal na região metropolitana.

“Até final do mês que vem entregamos as obras. Primeiro e segundo trecho, que vai do aeroporto até o Hospital do Câncer”, afirmou.

Pivetta também anunciou qual será o modelo de veículo utilizado no sistema. De acordo com ele, o BRT contará com veículos híbridos, que combinam características de bonde e ônibus elétrico, e que já estão em processo de aquisição.

“É um cruzamento do bonde com ônibus elétrico. Vai oferecer para Cuiabá um transporte moderno, eficiente, de custo razoavelmente sustentável”, disse.

O projeto do BRT foi adotado após a decisão do Governo do Estado de substituir o antigo sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cuja obra ficou marcada por anos de atrasos e problemas contratuais.

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Inicialmente, o governo chegou a estudar a implantação do chamado Bonde Urbano Digital (BUD), modelo inspirado em sistemas utilizados na China e na cidade de Curitiba. A alternativa era considerada mais moderna, mas acabou sendo substituída pela solução atual.

Apesar do avanço das obras, o novo modal também enfrentou críticas por conta da lentidão em alguns trechos, principalmente na Avenida do CPA, além de questionamentos sobre os terminais que ainda não foram iniciados.

Para acelerar os trabalhos, o governador anunciou que irá publicar um decreto criando uma equipe especial de acompanhamento diário das obras. O grupo será formado pelo secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Luiz Nigro, pela secretária adjunta das Cidades, Rafaela Damiani, e pelo secretário adjunto de Infraestrutura, Isaac Nascimento.

Segundo Pivetta, o grupo atuará como fiscal e supervisor para garantir o cumprimento do cronograma.

“Eles serão não só fiscais, mas também supervisores, que permanentemente vão ficar junto e cobrando. Vocês vão ver eles na rua, cobrando todo dia para que a gente, até final de junho, termine essas obras. E muito em breve comece a rodar o BRT”, afirmou.

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O governador explicou ainda que os demais ramais do sistema, incluindo o trajeto pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, serão iniciados após a conclusão do primeiro trecho e o início da operação do BRT.

A expectativa do governo é que, gradualmente, o sistema amplie sua cobertura e passe a atender diferentes regiões da Grande Cuiabá com transporte coletivo mais moderno e confortável.

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