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Uso de jato por ministros do STF entra em foco após revelação

Ministro do STF afirma que aceitou carona de empresário e diz desconhecer relação da aeronave com companhia associada a Daniel Vorcaro

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, utilizou uma aeronave operada por empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro em viagem realizada no dia 1º de janeiro de 2025. O voo partiu de Diamantino (MT) com destino a Brasília, conforme registros de movimentação aérea.

Procurado, o ministro afirmou que não tinha conhecimento sobre qualquer relação da aeronave com empresas associadas ao Banco Master. Segundo ele, a viagem ocorreu a convite do empresário Marcos Molina, presidente do conselho de administração da MBRF, grupo formado a partir da fusão entre BRF e Marfrig.

A empresa responsável pela operação da aeronave confirmou o voo e informou que Molina possui cota do avião, mas negou qualquer relação pessoal ou comercial entre o executivo e Vorcaro.

De acordo com os registros do Aeroporto de Brasília, a aeronave — um modelo Phenom 300, da Embraer — decolou de Diamantino às 16h38. O avião pertence à empresa PT-PVH Administração de Bem Próprio, presidida por Marcus Vinícius da Mata, sócio da Prime You, companhia que opera o jato.

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Na ocasião, Gilmar Mendes retornava de Diamantino após participar da cerimônia de posse de seu irmão, Chico Mendes, eleito prefeito do município em 2024 com 56% dos votos. A cidade é considerada reduto político da família, que já teve outros membros no comando da prefeitura.

Outros ministros também utilizaram aeronaves

Levantamento aponta que ao menos quatro dos dez ministros em atividade no STF utilizaram aeronaves ligadas ao empresário Daniel Vorcaro. Além de Gilmar Mendes, aparecem nos registros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

Ao todo, foram identificados pelo menos 11 voos realizados por ministros e familiares em aeronaves associadas ao banqueiro, com base em dados de embarque no terminal executivo do Aeroporto de Brasília e registros de movimentação aérea.

Segundo as informações, Moraes teria realizado oito viagens, sendo o mais frequente entre os ministros citados, com deslocamentos principalmente para São Paulo. Em uma das ocasiões, ele teria se reunido com Vorcaro após um voo realizado em agosto de 2025.

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Já Dias Toffoli utilizou aviões de empresários em três viagens, incluindo deslocamentos para o resort Tayayá e uma viagem internacional ao Peru para assistir à final da Copa Libertadores.

Por sua vez, Kassio Nunes Marques confirmou participação em voo para Maceió, acompanhado da esposa e amigos, em aeronave da Prime You. Segundo ele, a viagem foi custeada por uma advogada ligada ao Banco Master.

Os ministros citados afirmaram não possuir vínculo com Daniel Vorcaro. Toffoli não se manifestou sobre o caso, enquanto Alexandre de Moraes declarou que utiliza serviços de diferentes empresas de táxi aéreo.

O caso levanta questionamentos sobre o uso de aeronaves privadas por integrantes da Suprema Corte e a relação com empresários, embora os envolvidos neguem irregularidades.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Crise no Samu deixa apenas 5 das 12 unidades em funcionamento em Cuiabá e Várzea Grande

Falta de equipes paralisa ambulâncias e compromete atendimento de urgência

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Apenas 5 das 12 unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão em funcionamento atualmente em Cuiabá e Várzea Grande. A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso, Carlos Mesquita, que alerta para prejuízos diretos à população.

De acordo com Mesquita, a falta de equipes resultou na paralisação de sete ambulâncias, reduzindo drasticamente a capacidade de resposta em situações de emergência. Um exemplo citado ocorreu durante os preparativos para o aniversário de Cuiabá, no Parque das Águas, quando um trabalhador caiu de cerca de quatro metros e aguardou mais de 30 minutos por atendimento.

“Se as ambulâncias não estão prontas para o atendimento, a população acaba sendo prejudicada. Emergências acontecem a todo momento”, afirmou o sindicalista.

Desligamento de servidores agrava situação

Os profissionais atribuem a crise ao desligamento de 56 servidores, sem a devida reposição das equipes. Com isso, diversas bases foram desativadas. Em Cuiabá, regiões como Centro, Parque Cuiabá, Parque Ohara, Pedra 90, São João Del Rey e Macaubal estão entre as afetadas.

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Já em Várzea Grande, bases no Grande Cristo Rei, São Mateus, Chapéu do Sol e Marajoara também enfrentam paralisações. As motolâncias, utilizadas para agilizar o atendimento, estão fora de operação há vários dias, segundo os trabalhadores.

Categoria critica gestão e cobra providências

Os servidores criticam a atuação da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso e afirmam que a condução da crise tem agravado o problema. Muitos dos profissionais desligados atuaram na linha de frente durante a pandemia, o que, segundo a categoria, torna a situação ainda mais sensível.

O caso chegou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde os trabalhadores pedem apoio do governador Otaviano Pivetta e do chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

O secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, deve prestar esclarecimentos em audiência marcada para quarta-feira (22), às 8h.

Serviço já opera de forma reduzida

Apesar de não planejarem uma paralisação oficial, os profissionais reconhecem que o atendimento já está comprometido. “Não queremos privilégio, queremos trabalhar. Mas, da forma como está, o serviço já está reduzido”, disse Mesquita.

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Caso não haja solução imediata, a categoria pretende realizar mobilizações e ações para informar a população sobre a situação do Samu nas duas cidades.

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