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STF dá fim a batalha judicial por vaga na Câmara de Cuiabá

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, negar o recurso do ex-candidato a vereador por Cuiabá, Nicássio José Barbosa. Ele buscava reverter decisão que manteve congelados seus votos nas eleições municipais e, consequentemente, alterar a composição da Câmara Municipal.

Com a tentativa, Nicássio pretendia retirar da vaga o vereador Chico 2000 (PL) e viabilizar a posse de Luís Cláudio, do MDB.

O relator do caso, o ministro Flávio Dino, destacou que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que já havia negado o pedido, está em conformidade com o entendimento consolidado da Corte. Segundo ele, o prazo de inelegibilidade de oito anos deve ser cumprido integralmente após o término da pena.

“O Supremo Tribunal Federal já decidiu que o prazo de oito anos deve ser cumprido integralmente após o término da pena para garantir a moralidade e a probidade no processo eleitoral”, afirmou Dino em seu voto, acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Nicássio disputou as eleições sob condição sub judice e obteve 2.975 votos, que permaneceram congelados pela Justiça Eleitoral. Caso fossem validados, a chapa do MDB poderia alcançar o quociente necessário para conquistar mais uma cadeira no Legislativo municipal.

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Histórico do caso

Nicássio Barbosa foi condenado por tentativa de homicídio contra Sivaldo Campos, ocorrido no ano 2000. À época, Campos era suplente de vereador e estava à frente na linha sucessória para assumir uma vaga na Câmara.

De acordo com as investigações, a residência de Sivaldo foi invadida por três homens em 10 de outubro daquele ano, e ele foi atingido por dois disparos na cabeça. A vítima sobreviveu, mas ficou com sequelas permanentes.

A polícia apontou motivação política para o crime, indicando que Nicássio seria o mandante, com o objetivo de assumir a vaga no Legislativo. Ele foi julgado em 2002, quando alegou inocência, mas acabou condenado a 9 anos e 8 meses de prisão.

A prisão ocorreu em 2005, após o trânsito em julgado da sentença. Posteriormente, ele obteve progressão para o regime semiaberto em 2006, mas voltou a ser detido em 2008 por descumprimento das condições impostas. Em 2009, voltou ao regime semiaberto, não retornando mais ao sistema prisional desde então.

Mesmo após decisão parcial favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que alterou a data de extinção da pena, o STF manteve o entendimento de que o prazo de inelegibilidade ainda não foi integralmente cumprido.

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Jornalista: Luan Schiavon

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Crise no Samu deixa apenas 5 das 12 unidades em funcionamento em Cuiabá e Várzea Grande

Falta de equipes paralisa ambulâncias e compromete atendimento de urgência

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Apenas 5 das 12 unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão em funcionamento atualmente em Cuiabá e Várzea Grande. A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso, Carlos Mesquita, que alerta para prejuízos diretos à população.

De acordo com Mesquita, a falta de equipes resultou na paralisação de sete ambulâncias, reduzindo drasticamente a capacidade de resposta em situações de emergência. Um exemplo citado ocorreu durante os preparativos para o aniversário de Cuiabá, no Parque das Águas, quando um trabalhador caiu de cerca de quatro metros e aguardou mais de 30 minutos por atendimento.

“Se as ambulâncias não estão prontas para o atendimento, a população acaba sendo prejudicada. Emergências acontecem a todo momento”, afirmou o sindicalista.

Desligamento de servidores agrava situação

Os profissionais atribuem a crise ao desligamento de 56 servidores, sem a devida reposição das equipes. Com isso, diversas bases foram desativadas. Em Cuiabá, regiões como Centro, Parque Cuiabá, Parque Ohara, Pedra 90, São João Del Rey e Macaubal estão entre as afetadas.

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Já em Várzea Grande, bases no Grande Cristo Rei, São Mateus, Chapéu do Sol e Marajoara também enfrentam paralisações. As motolâncias, utilizadas para agilizar o atendimento, estão fora de operação há vários dias, segundo os trabalhadores.

Categoria critica gestão e cobra providências

Os servidores criticam a atuação da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso e afirmam que a condução da crise tem agravado o problema. Muitos dos profissionais desligados atuaram na linha de frente durante a pandemia, o que, segundo a categoria, torna a situação ainda mais sensível.

O caso chegou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde os trabalhadores pedem apoio do governador Otaviano Pivetta e do chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

O secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, deve prestar esclarecimentos em audiência marcada para quarta-feira (22), às 8h.

Serviço já opera de forma reduzida

Apesar de não planejarem uma paralisação oficial, os profissionais reconhecem que o atendimento já está comprometido. “Não queremos privilégio, queremos trabalhar. Mas, da forma como está, o serviço já está reduzido”, disse Mesquita.

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Caso não haja solução imediata, a categoria pretende realizar mobilizações e ações para informar a população sobre a situação do Samu nas duas cidades.

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