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Mato Grosso Registra 28 Casos de Meningite em 2026, com Seis Mortes Confirmadas

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) confirmou, nesta semana, que o estado registrou 28 casos de meningite em 2026. Até o momento, foram registradas seis mortes em decorrência da doença, que tem gerado preocupações nas comunidades afetadas.

De acordo com a SES, em 2026, foram enviadas ao estado 57.445 doses da vacina meningocócica C e 64.068 doses da vacina meningocócica ACWY, que protegem contra os principais sorogrupos da doença. No entanto, a Secretaria também destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) não disponibiliza a vacina contra meningite do tipo B, uma das formas mais agressivas da doença.

Casos de Meningite e Mortes Confirmadas

Entre os casos mais recentes, destaca-se o de uma adolescente de 13 anos, que faleceu em Sinop, no dia 27 de abril, após ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Regional da cidade. Essa morte é a mais recente entre as confirmadas pela SES e gerou grande comoção na comunidade local.

Outras vítimas fatais incluem uma mulher de 40 anos, moradora da comunidade Morocó, em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), que faleceu em 19 de abril, após ser internada em Lucas do Rio Verde. A primeira morte registrada foi a de uma menina de 5 anos, em Sinop, no dia 17 de abril, o que gerou medidas de controle preventivo na cidade, incluindo a suspensão das aulas na EMEI Tempo de Infância por uma semana, além de monitoramento das pessoas que tiveram contato com a criança.

Prevenção e Vacinas Disponíveis

Em relação à vacinação, a SES-MT informou que, apesar de a vacina contra o sorogrupo B da meningite não estar disponível no SUS, o estado tem recebido doses suficientes das vacinas meningocócicas C e ACWY, que protegem contra os sorogrupos mais comuns e frequentemente responsáveis pelos surtos da doença.

A vacina meningocócica C é indicada para crianças, adolescentes e adultos em algumas faixas etárias, enquanto a vacina ACWY oferece proteção contra outros tipos de meningite. Apesar disso, a falta da vacina contra o tipo B tem gerado preocupações, especialmente com o aumento de casos e a gravidade da doença. A SES-MT não informou, até o momento, se há planos de expansão ou alteração na oferta de vacinas no estado.

Sem Surto, Segundo Autoridades Locais

Em Sinop, o secretário municipal de saúde, Érico Stevan, negou que a cidade esteja enfrentando um surto da doença, apesar dos três casos fatais registrados. Segundo ele, não há registros de novos casos e a cidade não está enfrentando uma situação de caos. “Nós não temos nenhum caso, então nada de surto, nada de caos na cidade”, afirmou o secretário.

Entretanto, as mortes e os recentes diagnósticos de meningite têm causado preocupação entre a população. A Secretaria Municipal de Saúde de Sinop tem reforçado o monitoramento de contatos próximos às vítimas e garantido o acompanhamento de possíveis novos casos.

Medidas de Controle e Monitoramento

Além das ações já realizadas em Sinop, como a suspensão das aulas e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com as vítimas, as autoridades de saúde continuam alertando para os sintomas da meningite, que incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas e vômitos. É importante que a população procure atendimento médico imediatamente se identificar esses sintomas, especialmente em crianças e adolescentes.

O estado de Mato Grosso, juntamente com as autoridades municipais, está em constante vigilância para evitar o alastramento da doença. As equipes de saúde, tanto estaduais quanto municipais, estão engajadas na disseminação de informações sobre os cuidados preventivos e a importância de se vacinar.

A Atenção da População é Fundamental

Diante do cenário atual, é fundamental que a população continue atenta aos sinais e sintomas da meningite e adote práticas de prevenção, como a vacinação, que tem se mostrado eficaz na proteção contra os principais tipos de meningite. Além disso, o apoio à vigilância epidemiológica e o cumprimento das orientações das autoridades de saúde são essenciais para garantir o controle da doença.

A SES-MT segue acompanhando a evolução dos casos e, em caso de novos surtos ou aumento de notificações, as medidas de prevenção e controle serão ajustadas conforme necessário.

Jornalista: Luan Schiavon

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Saúde

No Dia Mundial do Rim, Hospital São Mateus comemora um ano do primeiro transplante renal

Especialista destaca importância da prevenção de doenças renais e reforça que a doação de órgãos é essencial para ampliar o acesso

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Os rins desempenham um papel fundamental para o funcionamento do organismo. Responsáveis por filtrar o sangue e eliminar toxinas, eles ajudam a manter o equilíbrio de diversas funções do corpo. No Dia Mundial do Rim, a data chama atenção para a importância da prevenção das doenças renais e marca um momento simbólico para a medicina na região: o primeiro transplante renal realizado no Hospital São Mateus completa um ano.

 

De acordo com a cirurgiã da equipe de transplante renal e responsável pela captação de órgãos do hospital, Michelli Daltro Coelho Ridolfi, cuidar da saúde dos rins é essencial para evitar complicações que podem comprometer profundamente a qualidade de vida.

 

“Os rins filtram o nosso sangue e eliminam toxinas. Apesar de termos dois, precisamos cuidar muito bem deles, porque quando a função renal é perdida o paciente passa a depender de uma máquina de hemodiálise, o que impacta diretamente a rotina, o trabalho e a qualidade de vida”, explica.

 

Prevenção é o melhor caminho

Quando deixam de funcionar adequadamente, os rins deixam de cumprir a função de filtrar o sangue e regular substâncias importantes do organismo. Nesses casos, muitos pacientes precisam recorrer à hemodiálise, um tratamento que depende de uma máquina para realizar a filtragem do sangue e que pode trazer impactos significativos na rotina.

 

Entre os principais fatores que podem levar ao desenvolvimento de doenças renais estão diabetes, pressão alta, obesidade, colesterol elevado e algumas doenças autoimunes, como os lúpus. Esses problemas podem causar danos progressivos aos rins ao longo do tempo.

 

Segundo Michelli, algumas medidas simples podem ajudar a preservar a função renal. “Controlar bem a diabetes e a pressão arterial, manter níveis adequados de colesterol, beber bastante água, reduzir o consumo de sal e evitar alimentos ultraprocessados são cuidados importantes para proteger os rins”, orienta.

Além da prevenção, o Dia Mundial do Rim também reforça a importância da doação de órgãos, fundamental para pacientes que aguardam na fila por um transplante.

 

Um marco para os transplantes na região

Há um ano, o Hospital São Mateus realizou o seu primeiro transplante renal intervivo, quando um familiar doa um dos rins para um parente compatível. Esse tipo de doação pode salvar diretamente a vida de uma pessoa que enfrenta a insuficiência renal.

 

“Foi um momento muito emocionante para toda a equipe. Esse primeiro transplante foi fundamental para consolidar o programa e mostrar que temos capacidade de realizar esse tipo de procedimento, oferecendo uma nova chance de vida para os pacientes”, relembra a médica.

 

A implantação do serviço exigiu um longo processo de credenciamento junto ao Sistema Nacional de Transplantes, que avalia desde a equipe médica até a estrutura hospitalar. O processo levou cerca de cinco anos e sofreu impactos durante o período da pandemia.

 

A importância da doação de órgãos

Outro ponto fundamental para ampliar o número de transplantes é a doação de órgãos. No caso do transplante intervivo, quando um familiar compatível doa um dos rins, é possível salvar diretamente a vida de um parente que enfrenta a doença renal avançada.

 

Já na doação após a confirmação de morte encefálica, uma única pessoa pode ajudar ainda mais pacientes. Os dois rins podem ser transplantados em pessoas diferentes, permitindo que até duas vidas sejam transformadas por meio da doação.

 

No Brasil, porém, a autorização da família é indispensável para que a doação aconteça. “A principal causa da baixa doação de órgãos ainda é a recusa familiar. Muitas vezes isso acontece porque a pessoa nunca conversou com a família sobre o desejo de ser doadora. Por isso, é importante falar sobre o assunto”, destaca Michelli Daltro Coelho Ridolfi.

Para quem está na fila aguardando um transplante, a conscientização da população pode fazer toda a diferença. Todos os protocolos de diagnóstico de morte encefálica são extremamente rigorosos e conduzidos com muito respeito. A doação de órgãos salva vidas. Quando uma pessoa decide ser doadora, ela permite que outras continuem vivendo.

 

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