ANDRÉA MARIA ZATTAR

Por que torcer pelo Brasil? O próximo lance pode mudar a história

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A cada quatro anos, quando a Seleção Brasileira entra em campo em uma Copa do Mundo, renasce um sentimento que vai muito além do futebol. Não se trata apenas de acompanhar uma partida, discutir escalações ou analisar estatísticas. Torcer pelo Brasil é exercitar algo que a vida exige diariamente de todos nós: a capacidade de acreditar. Porque o que está em jogo é muito mais do que uma partida de futebol. É a certeza de que vale a pena sonhar.

É preciso acreditar. É preciso ter expectativas. É preciso sonhar.

Sonhar com dias melhores, com pequenas e grandes conquistas, com encontros e reencontros, com reconciliações, oportunidades e novos começos. Somos movidos por desejos que nos impulsionam a seguir em frente, mesmo diante das incertezas da vida.

Talvez seja por isso que a Copa do Mundo desperte emoções tão intensas. Durante noventa minutos, milhões de pessoas compartilham um mesmo desejo. O resultado é desconhecido. Os obstáculos são reais. O adversário pode parecer mais forte, mas não deixamos de torcer. A expectativa da vitória aquece os corações e transforma cada lance em motivo para acreditar.

Muitas vezes ouvimos que não temos a melhor Seleção, que faltam craques ou que os tempos de glória ficaram para trás. Ainda assim, quando a bola começa a rolar, algo muda. Continuamos esperando um grande lance, um gol improvável, uma vitória capaz de reacender a confiança do torcedor.

E o futebol imita perfeitamente a vida. Nem sempre temos as melhores condições, os melhores recursos ou as maiores certezas. Ainda assim, seguimos em frente. Fazemos planos, buscamos novas oportunidades, enfrentamos desafios e apostamos nossas esperanças em dias melhores. Esse é o retrato da nossa jornada. Estamos sempre em campo, apostando nossas fichas em um resultado que ainda não se escreveu. E, assim como acontece no futebol, seguimos acreditando que o próximo lance pode mudar a história.

Ao torcer pela Seleção, reafirmamos nossa capacidade de sonhar, de esperar e de acreditar que o próximo desafio pode, enfim, ser a oportunidade que mudará nossa história.

Enquanto houver um brasileiro disposto a acreditar, haverá sempre uma razão para torcer. Torcer pela Seleção, pelo Brasil e pelos nossos sonhos.

(*) ANDRÉA MARIA ZATTAR é Advogada trabalhista e previdenciarista, membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica – ABMCJ; articulista e ativista em causas sociais.

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Pets na escola: estratégia pode contribuir para autorregulação e aprendizagem

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Autorregulação é a capacidade de regular emoções, atenção e comportamento. Esse tema tem ganhado mais espaço nas discussões sobre estratégias educacionais. Com isso, a educação assistida por animais (EAA) surge como uma possibilidade de apoio ao desenvolvimento acadêmico e socioemocional de crianças e adolescentes.

A presença de um animal em ambiente escolar pode oferecer companhia, afeto e estímulos que tornam o processo de aprendizagem mais prazeroso e motivador. Quando selecionados e treinados adequadamente, eles contribuem para a criação de um ambiente seguro, favorecendo a redução da ansiedade, aumento da empolgação e melhor adaptação diante de desafios acadêmicos e comportamentais.

Os pets devem ser selecionados e preparados para o ambiente educacional. O uso deles em sala de aula requer seleção baseada em temperamento, saúde e treinamento para garantir segurança e diminuir risco de doenças.

Esse tipo de recurso pode auxiliar no ensino ao proporcionar experiências lúdicas que estimulam interação e comunicação verbal. A convivência com o animal tende a facilitar a realização de tarefas, incentivar a linguagem e a expressão de significados.

Conforme estudos da Psicologia e Educação, práticas de Intervenção Assistida por Animais (IAA) estão associadas a benefícios psicológicos que incluem diminuição do estresse, sensação de afeto e maior bem-estar; melhora na atenção, diminuição de comportamentos disruptivos e aumento da motivação dos alunos. O educador pode usar a presença do pet como meio positivo para reforçar aprendizagens, propor tarefas que envolvam cuidado e observação, além de valorizar o prazeroso vínculo entre criança e animal.

As atividades que promovem ludicidade costumam ser eficazes, como, por exemplo, leitura para pets, cuidados rotineiros, observação científica e jogos de linguagem. Essas ações estimulam comunicação verbal, linguagem, estabelecimento de significados e permitem que os alunos interajam de forma positiva, tornando o aprendizado mais concreto e significativo.

As escolas devem consultar regulamentações locais, institutos especializados, exigir vacinação, exames de saúde e registros para prevenir doenças. Também devem obter consentimento de pais e responsáveis, avaliar alergias e ainda definir protocolos de higiene e manejo para tornar o uso dos animais seguro no ambiente educacional.

Quando integrada de forma planejada e segura, a presença de animais no ambiente escolar pode atuar diretamente na autorregulação, atenção, comportamento e aprendizagem, ampliando possibilidades de desenvolvimento emocional, social e acadêmico dos estudantes.

 Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

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