Doações

Fábio Garcia lidera doações para deputado federal entre bancada de MT

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Mesmo após mudar seu projeto político de candidato a vice-governador para deputado federal, Fábio Garcia (União) aparece, até o momento, como o candidato à Câmara Federal com o maior volume de doações declaradas entre os atuais integrantes da bancada de Mato Grosso que já prestaram contas à Justiça Eleitoral.

Em apenas uma semana de campanha, Garcia declarou ter recebido R$ 250 mil em doações. O valor é mais de quatro vezes superior ao segundo colocado no levantamento, o deputado Coronel Assis (União), que declarou R$ 57 mil.

Do total recebido por Fábio Garcia, R$ 100 mil foram doados pelo empresário Oswaldo Pereira Cardoso Filho. Outros três doadores aparecem com R$ 50 mil cada: Marcella Deveza Marchett Garcia, esposa do candidato; Melissa Deveza Marchett; e o advogado Arthur Moura Rosa Neto.

Coronel Assis aparece em segundo

O deputado Coronel Assis ocupa a segunda posição entre os parlamentares que já apresentaram informações à Justiça Eleitoral, com R$ 57 mil em doações declaradas.

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Os recursos foram distribuídos entre quatro doadores. Murilo Bianchini, ex-secretário de Assuntos Estratégicos de Cuiabá, aparece com R$ 24 mil. Fabiano Prates doou R$ 15 mil, enquanto Evanderson Pereira de Souza e Silva, assessor parlamentar do deputado, declarou uma doação de R$ 13 mil.

A lista é completada por Maria da Conceição Dourado do Nascimento, responsável por uma doação de R$ 5 mil.

Outros candidatos têm valores menores

A deputada Coronel Fernanda (PL) declarou até o momento R$ 1.057 em doações, valor integralmente atribuído a Wanderson Nunes de Siqueira.

Já o deputado Juarez Costa (MDB) aparece com apenas R$ 1 mil declarados à Justiça Eleitoral.

Outros três integrantes da atual bancada de Mato Grosso ainda não haviam apresentado prestação de contas, segundo os dados disponíveis. São eles Emanuelzinho (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo Zaeli (PL).

Medeiros disputa o Senado

O deputado José Medeiros (PL) não entra na comparação porque deixou a disputa pela Câmara dos Deputados e agora concorre ao Senado Federal.

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A diferença nos valores declarados chama atenção especialmente entre Fábio Garcia e os demais candidatos que já apresentaram suas contas. Enquanto Garcia soma R$ 250 mil, Coronel Assis aparece com R$ 57 mil, e Coronel Fernanda e Juarez Costa declararam valores de R$ 1.057 e R$ 1 mil, respectivamente.

Doações declaradas

Candidato Doações declaradas
Fábio Garcia (União) R$ 250.000
Coronel Assis (União) R$ 57.000
Coronel Fernanda (PL) R$ 1.057
Juarez Costa (MDB) R$ 1.000
Emanuelzinho (MDB) Sem prestação de contas apresentada
Nelson Barbudo (PL) Sem prestação de contas apresentada
Rodrigo Zaeli (PL) Sem prestação de contas apresentada
José Medeiros (PL) Candidato ao Senado

Os valores correspondem às doações declaradas nas prestações de contas eleitorais disponíveis até o momento e podem sofrer alterações conforme novos registros sejam apresentados ou atualizados junto à Justiça Eleitoral.

Jornalista: Luan Schiavon

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ATÉ ZUNIL

Candidata cuiabana critica exclusão de mulheres do primeiro debate presidencial de 2026

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Candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), a cuiabana Clariana Barão criticou a ausência de mulheres no primeiro debate presidencial das eleições de 2026, realizado pela Rede Bandeirantes em parceria com a TV Gazeta de São Paulo, TV Cultura e Jovem Pan News.

Nem Clariana nem Samara Martins (UP) foram convidadas para o encontro. A candidata afirmou que as emissoras estão “calando” candidaturas femininas na disputa pelo Palácio do Planalto.

Nas redes sociais, Clariana também criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de rejeitar recurso apresentado pelo Democracia Cristã contra a ausência de mulheres no debate. Para ela, a decisão revela uma contradição da Justiça Eleitoral, que promove ações para ampliar a participação feminina na política, mas permite que emissoras estabeleçam critérios que resultem na ausência de candidatas.

“O primeiro debate presidencial das eleições deste ano excluiu as mulheres. É isso mesmo que você ouviu, nós mulheres estamos fora e é a primeira vez que isso acontece neste século XXI”, afirmou.

Segundo Clariana, ao negar o recurso, o TSE teria validado a decisão das emissoras de não incluir candidatas no primeiro debate.

“A mesma que no discurso gasta milhões de reais para incentivar a participação feminina na política, mas que na prática referenda a decisão de concessionárias de televisão de não incluir as mulheres no debate”, declarou.

A candidata ainda convocou eleitoras a se mobilizarem nas redes sociais para pressionar pela participação dela e de Samara Martins nos próximos debates presidenciais.

“Eu seguirei firme com a minha candidatura e convocando as brasileiras a se mobilizarem para que não calem a nossa voz”, disse.

Críticas ao formato do debate

Clariana também questionou a composição do primeiro debate. Além dela e de Samara, o empresário Pablo Marçal também ficou fora do encontro.

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A candidata destacou ainda a ausência dos nomes que, segundo ela, estão entre os principais concorrentes na disputa: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).

Na avaliação de Clariana, o formato acabou favorecendo a candidatura de Renan Santos (Missão), um dos participantes do programa.

“Então é um debate para quem? É palco para o Renan”, afirmou.

Para a candidata, a composição do encontro também seria uma forma de demonstrar “quem está protegendo quem” na corrida presidencial.

Critérios para participação

De acordo com a Band, a definição dos participantes levou em consideração os critérios estabelecidos pela Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições, que regulamenta a participação de candidatos em debates eleitorais.

Pela legislação, as emissoras devem assegurar a participação de candidatos cujos partidos ou federações alcancem o número mínimo de parlamentares estabelecido pela legislação. Os demais candidatos podem ser convidados conforme critérios definidos pelas próprias emissoras, desde que sejam respeitadas as regras eleitorais e a isonomia entre os participantes.

A discussão sobre a presença de candidaturas femininas deve continuar nos próximos debates, enquanto as campanhas avançam e os candidatos buscam ampliar sua exposição junto ao eleitorado.

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Jornalista: Luan Schiavon

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