Candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), a cuiabana Clariana Barão criticou a ausência de mulheres no primeiro debate presidencial das eleições de 2026, realizado pela Rede Bandeirantes em parceria com a TV Gazeta de São Paulo, TV Cultura e Jovem Pan News.
Nem Clariana nem Samara Martins (UP) foram convidadas para o encontro. A candidata afirmou que as emissoras estão “calando” candidaturas femininas na disputa pelo Palácio do Planalto.
Nas redes sociais, Clariana também criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de rejeitar recurso apresentado pelo Democracia Cristã contra a ausência de mulheres no debate. Para ela, a decisão revela uma contradição da Justiça Eleitoral, que promove ações para ampliar a participação feminina na política, mas permite que emissoras estabeleçam critérios que resultem na ausência de candidatas.
“O primeiro debate presidencial das eleições deste ano excluiu as mulheres. É isso mesmo que você ouviu, nós mulheres estamos fora e é a primeira vez que isso acontece neste século XXI”, afirmou.
Segundo Clariana, ao negar o recurso, o TSE teria validado a decisão das emissoras de não incluir candidatas no primeiro debate.
“A mesma que no discurso gasta milhões de reais para incentivar a participação feminina na política, mas que na prática referenda a decisão de concessionárias de televisão de não incluir as mulheres no debate”, declarou.
A candidata ainda convocou eleitoras a se mobilizarem nas redes sociais para pressionar pela participação dela e de Samara Martins nos próximos debates presidenciais.
“Eu seguirei firme com a minha candidatura e convocando as brasileiras a se mobilizarem para que não calem a nossa voz”, disse.
Críticas ao formato do debate
Clariana também questionou a composição do primeiro debate. Além dela e de Samara, o empresário Pablo Marçal também ficou fora do encontro.
A candidata destacou ainda a ausência dos nomes que, segundo ela, estão entre os principais concorrentes na disputa: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Na avaliação de Clariana, o formato acabou favorecendo a candidatura de Renan Santos (Missão), um dos participantes do programa.
“Então é um debate para quem? É palco para o Renan”, afirmou.
Para a candidata, a composição do encontro também seria uma forma de demonstrar “quem está protegendo quem” na corrida presidencial.
Critérios para participação
De acordo com a Band, a definição dos participantes levou em consideração os critérios estabelecidos pela Lei nº 9.504/1997, a Lei das Eleições, que regulamenta a participação de candidatos em debates eleitorais.
Pela legislação, as emissoras devem assegurar a participação de candidatos cujos partidos ou federações alcancem o número mínimo de parlamentares estabelecido pela legislação. Os demais candidatos podem ser convidados conforme critérios definidos pelas próprias emissoras, desde que sejam respeitadas as regras eleitorais e a isonomia entre os participantes.
A discussão sobre a presença de candidaturas femininas deve continuar nos próximos debates, enquanto as campanhas avançam e os candidatos buscam ampliar sua exposição junto ao eleitorado.
Jornalista: Luan Schiavon
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