Policial

Influenciadora digital é alvo de operação da Polícia Civil que investiga esquema de apostas ilegais

Published

on

A influenciadora digital Natiele Aparecida foi alvo, na manhã desta terça-feira (18), da Operação Engodo Digital, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular um grupo criminoso investigado por exploração de jogos de azar, captação ilegal de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e tem como foco um suposto esquema com atuação em Sorriso, envolvendo a divulgação de plataformas de apostas sem autorização dos órgãos reguladores e a movimentação de recursos provenientes da atividade ilegal.

Ao todo, foram expedidas 56 ordens judiciais pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop. Entre as medidas estão 14 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas físicas e jurídicas, sequestro de bens móveis, quebra de sigilo telemático e o bloqueio de mais de R$ 21,4 milhões em contas bancárias.

Também foi determinado o bloqueio de contas em redes sociais e a adoção de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a apreensão de passaportes.

Leia Também:  Empresário é condenado a 11 anos de prisão por estupro e perseguição contra ex-namorada em Cuiabá

A investigação tem como alvos 10 pessoas físicas, entre elas Natiele Aparecida, que possui mais de 115 mil seguidores em uma rede social. Além disso, oito empresas são investigadas por supostamente integrarem uma estrutura responsável pela divulgação das plataformas de apostas e pela movimentação financeira relacionada ao esquema.

De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, a apuração busca esclarecer o funcionamento da estrutura criminosa e identificar o caminho percorrido pelos valores movimentados pelo grupo, incluindo possíveis mecanismos utilizados para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos em Sorriso. A operação também conta com diligências no estado de São Paulo, sendo dois mandados na capital paulista e outro em São Bernardo do Campo, contra uma pessoa jurídica.

A Polícia Civil ainda deverá detalhar o papel de cada investigado e das empresas envolvidas no decorrer das investigações.

As medidas judiciais fazem parte da fase de investigação e não significam, por si só, condenação dos alvos, que terão direito à ampla defesa e ao contraditório.

Leia Também:  Adolescente encontra larvas em ferimento após cirurgia e família denuncia falta de higiene em hospital de VG

Jornalista: Luan Schiavon

📲 Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular

Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Policial

Traição de mais de 2 anos teria motivado execução de cabo da PM durante aula de jiu-jitsu

Published

on

A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (17) o inquérito que investigou o homicídio do cabo da Polícia Militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, morto a tiros no início de agosto em um centro comunitário no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A investigação foi conduzida pelo delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Conforme as apurações, o crime foi motivado por um relacionamento extraconjugal que Renato mantinha com a esposa de Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, apontado como autor do homicídio.

Segundo a Polícia Civil, o relacionamento entre a vítima e a mulher do investigado ocorria havia mais de dois anos. Jhonatan teria descoberto o caso e, após tomar conhecimento da relação, decidiu matar o policial militar.

Crime ocorreu durante aula de jiu-jitsu

O assassinato aconteceu no dia 4 de agosto, enquanto Renato ministrava uma aula de jiu-jitsu em um projeto social no centro comunitário. De acordo com a investigação, o policial foi surpreendido por Jhonatan, que efetuou seis disparos de arma de fogo.

Leia Também:  Homem mata ex-companheira a pauladas e amiga com cerca de 15 facadas durante confraternização

Renato chegou a ser socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei, mas não resistiu aos ferimentos.

Após os disparos, Jhonatan foi imobilizado por alunos que estavam no local até a chegada de uma equipe da Polícia Militar.

Investigado foi indiciado por homicídio qualificado

Com a conclusão das investigações, Jhonatan foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena prevista para o crime pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.

O investigado foi preso em flagrante logo após o homicídio. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, durante audiência de custódia realizada no dia seguinte ao crime.

Durante o interrogatório, Jhonatan optou por permanecer em silêncio. Segundo a Polícia Civil, porém, o conjunto de provas reunido ao longo da investigação, incluindo depoimentos, confirmou a autoria e apontou que a ação foi praticada de forma isolada.

Com o encerramento do inquérito, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário. O processo tramita em segredo de Justiça e foi disponibilizado ao Ministério Público, que deverá analisar as provas e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia contra o investigado.

Leia Também:  Traição de mais de 2 anos teria motivado execução de cabo da PM durante aula de jiu-jitsu

Jornalista: Luan Schiavon

📲 Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular

Continue Reading

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

MUNICÍPIOS

MAIS LIDAS DA SEMANA