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Presidente do Cuiabá questiona título do Corinthians na Copa do Brasil e fala em “estelionato esportivo”

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Presidente do Cuiabá questiona título do Corinthians na Copa do Brasil e fala em “estelionato esportivo”

O título do Corinthians na Copa do Brasil ganhou contornos de polêmica após duras declarações do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, que colocou em xeque a legitimidade da conquista alvinegra. Em entrevista ao Estadão MT, o dirigente criticou o clube paulista por disputar e vencer a competição mesmo enfrentando restrições no mercado e dívidas pendentes com outros clubes.

O Cuiabá é um dos principais credores do Corinthians e mantém uma disputa aberta envolvendo a negociação do volante Raniele. O jogador foi vendido ao clube paulista, mas atrasos no pagamento das parcelas resultaram em punições esportivas ao Timão.

Em outubro deste ano, o Corinthians sofreu um novo transfer ban em razão do não pagamento de uma parcela de R$ 780 mil referente ao acordo com o clube mato-grossense. A sanção determinou a proibição de registrar novos atletas por um período de seis meses.

“Não estamos falando apenas de um problema financeiro ou burocrático. O Corinthians montou um time competitivo sem pagar quem devia, utilizou esses atletas e foi campeão. É um caso de estelionato esportivo”, afirmou Cristiano Dresch.

O dirigente também destacou o impacto desse tipo de situação para o futebol nacional. Segundo ele, a falta de isonomia compromete a credibilidade das competições. “Enquanto alguns clubes fazem sacrifícios para manter salários e contratos em dia, outros seguem disputando, vencendo e levantando taças mesmo sem cumprir suas obrigações. Isso compromete a credibilidade das competições”, completou.

Outras pendências internacionais

Além da dívida com o Cuiabá, o Corinthians enfrenta problemas no cenário internacional. O clube também foi punido pela Fifa com transfer ban devido a uma dívida estimada em cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, relacionada à contratação do zagueiro Félix Torres.

Título alvinegro

Dentro de campo, o Corinthians conquistou a Copa do Brasil de 2025 ao vencer o Vasco por 2 a 1, no último domingo (21), no Maracanã. Os gols do título foram marcados por Yuri Alberto e Memphis Depay. A taça representa o quarto título do clube paulista na história da competição.

Apesar da comemoração corintiana, as declarações d

o presidente do Cuiabá reacendem o debate sobre fair play financeiro e os critérios de punição no futebol brasileiro, colocando a conquista sob questionamentos fora das quatro linhas.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Antes de encarar o Brasil, campeãs olímpicas buscam na Capoeira e no samba a essência do “jeitinho brasileiro” em Cuiabá

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Em um movimento que vai além da estratégia esportiva, a Seleção Canadense de Futebol Feminino surpreendeu ao dar um passo diferente na sua preparação: antes do confronto contra o Brasil, elas decidiram sentir o Brasil.

E sentir, de verdade.
Em Cuiabá, durante a FIFA Series, as campeãs olímpicas convidaram o Mestre de Capoeira Weto Salgado (Mestre Veto) para uma missão especial: ensinar mais do que golpes ou passos transmitir cultura, energia e identidade.
O palco foi o Paiaguás Palace Hotel. O resultado? Um encontro que transcendeu o esporte.
Logo nos primeiros minutos, o que era apenas um workshop se transformou em algo maior. As atletas, acostumadas à disciplina tática e física, se permitiram viver o inesperado: entraram na roda, sorriram, erraram, aprenderam… e se conectaram.
Porque na Capoeira não existe só técnica.
Existe história, resistência e alma.

E foi isso que elas buscaram:
👉 O ritmo do berimbau
👉 O gingado do corpo
👉 A malícia do jogo
👉 E o calor humano que define o povo brasileiro
Em paralelo, o samba no pé trouxe leveza e soltura ingredientes fundamentais para quem precisa competir sob pressão.

Não foi apenas treino.
Foi preparação emocional.
Durante a vivência, o Mestre Veto apresentou também a força dos projetos sociais desenvolvidos pela Escola Aruandê Capoeira, mostrando que ali não se formam apenas atletas, mas cidadãos, histórias e futuros.
A comunicação, que poderia ser uma barreira, virou ponte. Com o apoio de missionários da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cada palavra, gesto e ensinamento ganhou significado criando uma conexão rara e verdadeira.
Ao final, um gesto simbólico selou o momento:
As canadenses entregaram uma camisa autografada por toda a equipe.
E receberam, em troca, camisetas da Aruandê Capoeira e da Federação Matogrossense.
Mais do que lembranças, um intercâmbio de respeito.
A iniciativa partiu da Psicóloga da Seleção e da Ex-Jogadora e auxiliar técnica Bruna, uma Cearense, ex-capoeira, que entendeu algo que muitos ignoram:
para enfrentar o Brasil, é preciso entender o Brasil.
E entender o Brasil, passa pela sua cultura.

Esse encontro deixa uma mensagem poderosa:
no alto rendimento, não vence apenas quem treina mais…
vence quem se conecta melhor com o jogo, com o momento e com a própria essência.

Naquele dia, em Cuiabá, não houve adversárias.
Houve troca. Houve verdade. Houve Axé.

E talvez seja exatamente isso que faça a diferença dentro de campo.

Fotos:

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