A empresária do ramo imobiliário Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, foi assassinada pelo próprio companheiro, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, que pretendia ficar com o patrimônio da vítima. A informação foi confirmada pelo delegado Marlon Nogueira, da Polícia Civil de Mato Grosso.
Segundo as investigações, a empresária foi morta enquanto dormia com o uso de uma braçadeira de nylon, conhecida como “enforca-gato”. Após o crime, o suspeito enterrou o corpo no quintal da residência do casal, em Cuiabá.
O corpo da vítima foi localizado na terça-feira (5). Nilza estava desaparecida desde o dia anterior.
Tentativa de enganar a polícia
De acordo com o delegado, Jackson chegou a procurar a polícia para registrar o desaparecimento da companheira. Na ocasião, ele afirmou que a mulher poderia ter sido vítima de sequestro e disse que estava fazendo transferências de dinheiro a terceiros para obter informações sobre o paradeiro dela.
Inicialmente, a equipe policial acreditou que o homem poderia estar sendo vítima de extorsão, já que ele relatava estar recebendo mensagens pelo WhatsApp exigindo dinheiro para libertar a empresária.
Após as orientações iniciais e a confecção de um cartaz de desaparecimento, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Estelionato, diante da possibilidade de um golpe.
Corpo encontrado no quintal
Durante as diligências relacionadas ao suposto caso de extorsão, policiais passaram a identificar contradições no relato do suspeito. Familiares também informaram que apenas o carro dele havia saído da residência.
Com o avanço das investigações, os policiais fizeram buscas na casa e localizaram o corpo de Nilza enterrado no quintal do imóvel.
“Ele alega que matou ela enquanto dormia com uma braçadeira de nylon. A princípio achamos que era um golpe e que ele estava sendo extorquido por pessoas pelo WhatsApp dizendo que estariam com a mulher sequestrada e pedindo resgate”, explicou o delegado.
Mensagens partiram do celular da vítima
Ainda segundo a investigação, as mensagens que Jackson alegava receber dos supostos sequestradores foram enviadas do próprio celular da vítima.
Além disso, a polícia identificou que o suspeito já estava tentando vender bens da empresária, incluindo a caminhonete dela.
Crime motivado por ambição
Para o delegado, a principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por interesse financeiro.
“Ele alega que seria uma briga sobre a possibilidade de ver o filho dele, porém, pelo histórico do casal se percebe que a mulher era mais velha e tinha patrimônio. Como ele não conseguia acessar esses bens, provavelmente o crime foi causado por ambição”, afirmou Marlon Nogueira em entrevista ao programa Cadeia Neles nesta quarta-feira (6).
Jornalista: Mika Sbardelott
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