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Operação Laço Oculto revela movimentação de R$ 7 milhões por PM investigado e extorsão de R$ 1,1 milhão contra servidora da SES

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A Operação Laço Oculto, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá, revelou um esquema de extorsão que teria causado um prejuízo de R$ 1,1 milhão a uma servidora da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) ao longo de quatro anos. As investigações também apontam que um policial militar, apontado como líder financeiro do grupo, movimentou R$ 7 milhões sem comprovação de origem compatível com sua renda.

De acordo com o delegado Hugo Abdon Lima, os colegas de trabalho da vítima, Fernanda da Matta e Deiwison Ortelhado, teriam utilizado ameaças psicológicas e a suposta cobrança de agiotas para pressionar a servidora a realizar transferências sucessivas. O dinheiro, segundo a Polícia Civil, era repassado ao policial militar e a duas pessoas investigadas como laranjas em Várzea Grande.

Fluxo do esquema investigado

Caminho do dinheiro

Segundo a DERF

Servidora da SES

R$ 1,1 milhão

Valores transferidos sob coação

Fernanda

Intermediação e pressão

Deiwison

Captação dos repasses

Laranjas em Várzea Grande

Movimentação intermediária

Policial militar investigado

R$ 7 milhões movimentados

Valor considerado incompatível com a renda

A Polícia Civil investiga se o fluxo financeiro também envolve lavagem de capitais e agiotagem.

Movimentação anual da vítima

As transferências aumentaram de forma progressiva durante o período investigado.

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Escalada dos repasses

48 meses

Período

Valor estimado

1º ano

R$ 18 mil

2º ano

R$ 300 mil

3º ano

R$ 300 mil

4º ano

R$ 300 mil

Total

R$ 1,1 milhão

Policial movimentou R$ 7 milhões, aponta investigação

Ao rastrear as transferências, a DERF identificou que o valor extorquido da servidora representava apenas uma parte de um esquema financeiro maior. Relatórios de inteligência financeira apontaram que o policial militar investigado movimentou R$ 7 milhões ao longo do período analisado.

“Um investigado movimentou ao longo do tempo R$ 7 milhões. Pela profissão, conseguiria movimentar esses valores? Quais negócios jurídicos fez para aportar esse valor em sua conta bancária? A investigação mostrou que não há atividade econômica compatível com essa movimentação”, afirmou o delegado Hugo Abdon Lima.

Segundo a Polícia Civil, não foram identificados empresas, patrimônio ou operações comerciais que justificassem o montante, o que reforça as suspeitas de lavagem de capitais e agiotagem.

Comparação dos valores investigados

Vítima x investigado

Diferença de 6,4x

Item

Valor

Prejuízo da servidora

R$ 1,1 milhão

Movimentação do policial

R$ 7 milhões

Diferença

R$ 5,9 milhões

Como a extorsão teria começado

Conforme o inquérito, a servidora da SES-MT estava emocionalmente fragilizada quando aceitou emprestar sua conta bancária ao colega Deiwison Ortelhado, que alegava enfrentar dificuldades financeiras.

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Depois disso, Deiwison e Fernanda da Matta passaram a afirmar que o CPF da vítima havia sido exposto a agiotas perigosos. Sob o argumento de que todos corriam risco de morte, começaram a exigir pagamentos sucessivos para quitar uma suposta dívida.

Para realizar os repasses, a servidora utilizou:

  • economias destinadas à construção da própria casa;

  • recursos de previdência privada;

  • saques em cartão de crédito;

  • empréstimos bancários.

Medidas judiciais

A Justiça determinou:

  • bloqueio de até R$ 3,3 milhões nas contas dos cinco investigados;

  • sequestro de seis veículos e uma motocicleta;

  • proibição de contato e aproximação da vítima;

  • cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Além da investigação criminal, os dois servidores da SES-MT também deverão responder a processos administrativos disciplinares.

Investigação continua

A Polícia Civil apura agora se a movimentação de R$ 7 milhões atribuída ao policial militar tem relação com outras vítimas de extorsão na Região Metropolitana de Cuiabá.

Para os investigadores, o padrão identificado ao longo de quatro anos — com recursos saindo da servidora, passando por intermediários e concentrando-se na conta do policial — indica a existência de uma estrutura financeira organizada para ocultar a origem dos valores.

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Bebê é encontrado dentro de lixeira em condomínio de Várzea Grande

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Um bebê foi encontrado dentro de uma lixeira no condomínio Chapada do Poente, em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (23). O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e será investigado pelas autoridades.

De acordo com as primeiras informações, trabalhadores do condomínio localizaram a criança durante o expediente e acionaram imediatamente o Corpo de Bombeiros.

Ao chegarem ao local, os militares confirmaram a ocorrência. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pela realização da perícia que deverá auxiliar na apuração das circunstâncias do caso.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade da mãe, nem detalhes sobre como o bebê foi abandonado.

A Polícia Civil deverá instaurar investigação para esclarecer o caso, identificar os responsáveis e determinar as circunstâncias que levaram ao abandono.

Novas informações deverão ser divulgadas após a conclusão dos primeiros levantamentos periciais e do andamento das investigações.

Jornalista: Mika Sbardelott

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