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Cuidadora presa por exploração sexual infantil levou Polícia Civil até empresário investigado em Sorriso

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A investigação da Polícia Civil que apura crimes de exploração sexual infantil em Sorriso (398 km de Cuiabá) identificou a cuidadora de crianças Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, como a responsável por produzir vídeos de abuso sexual envolvendo menores de idade e encaminhar o material ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, preso nesta quarta-feira (16) durante a Operação Puer Defensus.

Tafnes está presa desde o dia 30 de junho, após ser denunciada por uma pessoa próxima a uma das vítimas, que percebeu mudanças no comportamento da criança e acionou as autoridades. Durante as investigações, a jovem confessou os crimes e segue detida.

Segundo a Polícia Civil, foi a partir da análise do telefone celular da suspeita e de seu depoimento que os investigadores chegaram ao empresário, proprietário de um posto de combustíveis localizado às margens da BR-163.

Operação cumpriu prisão e mandados de busca

Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Puer Defensus para apurar os crimes de estupro de vulnerável, produção, armazenamento e divulgação de material de exploração sexual infantojuvenil.

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Além do mandado de prisão contra Fábio Serafim, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um na residência do empresário e outro em um endereço ligado à esposa dele, de 45 anos, que também passou a ser investigada por possível participação nos fatos.

Embora não tenha sido presa, a mulher foi submetida a medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas a quebra do sigilo telefônico e a apreensão de aparelhos eletrônicos que poderão auxiliar no andamento das investigações.

Armas, computadores e mídias foram apreendidos

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados, o chip do sistema de monitoramento por câmeras, fitas VHS e outros materiais que serão submetidos à perícia.

De acordo com a Polícia Civil, os equipamentos poderão revelar novas provas e auxiliar na identificação de outros envolvidos no esquema criminoso.

Investigação segue sob sigilo

As investigações apontam a existência de vídeos e fotografias envolvendo crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual, além da participação do empresário investigado. As evidências reunidas embasaram os pedidos de prisão e de busca e apreensão deferidos pelo Poder Judiciário.

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Por envolver vítimas menores de idade, o inquérito tramita sob sigilo. A Polícia Civil informou que as diligências continuam com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, identificar possíveis coautores e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.

A corporação reforçou que a preservação da identidade das vítimas é prioridade durante toda a investigação e que novas informações poderão ser divulgadas à medida que o inquérito avançar.

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Operação Dupla Face mira suposto apoio de advogada a facção criminosa em MT

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Dupla Face, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão em Nova Mutum e na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em uma residência, em um escritório de advocacia localizado em Nova Mutum e também na unidade prisional da Capital.

Além das buscas, a pedido do Gaeco, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos investigados, bem como a extração e análise pericial de dados armazenados em aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação.

Segundo as investigações, há indícios de que uma advogada estaria prestando apoio a uma organização criminosa. Durante a apuração, os investigadores reuniram elementos considerados suficientes para embasar as medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário.

O Gaeco informou que, durante o cumprimento do mandado no escritório de advocacia, foram observadas todas as garantias legais previstas no Estatuto da Advocacia. A diligência ocorreu mediante comunicação prévia e com o acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), conforme determinação judicial.

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Todo o material recolhido durante a operação será submetido à perícia técnica e deverá auxiliar no aprofundamento das investigações, que seguem sob sigilo judicial.

A operação contou ainda com o apoio do 14º Comando Regional e do 26º Batalhão da Polícia Militar, ambos sediados em Nova Mutum.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e integrada por membros da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo. O grupo atua de forma especializada no enfrentamento às organizações criminosas e na investigação de delitos de maior complexidade.

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