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Rejeição da LDO aprofunda crise política e impede recesso na Câmara de Cuiabá

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A disputa pelo comando da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (16) e transformou os bastidores do Legislativo em uma verdadeira “guerra fria” política. Em meio ao acirramento das articulações para a eleição da presidência da Casa no biênio 2027-2028, o plenário rejeitou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027.

A proposta recebeu 12 votos favoráveis, número insuficiente para aprovação, já que eram necessários pelo menos 14 votos, correspondentes à maioria absoluta dos parlamentares.

Com a rejeição da matéria, os vereadores ficam impedidos de iniciar o recesso parlamentar de julho. Isso porque a legislação determina que o Legislativo só pode suspender suas atividades após a votação da LDO, mantendo oficialmente os trabalhos da Câmara em andamento e anulando as férias de meio de ano.

Após o resultado, vereadores alinhados ao Palácio Alencastro deixaram o plenário de forma coordenada, provocando a derrubada do quórum e impedindo a continuidade dos debates, o que mergulhou o Parlamento em um impasse regimental.

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Diante do cenário, a presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), informou que solicitará pareceres da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e do setor jurídico do Legislativo para avaliar a necessidade de o Executivo encaminhar um novo projeto substitutivo da LDO, evitando prejuízos ao planejamento orçamentário de 2027.

Nos bastidores, a rejeição da matéria é interpretada como uma resposta política à decisão judicial que suspendeu a sessão desta quinta-feira, convocada para discutir alterações no Regimento Interno da Câmara. A proposta buscava abrir caminho para uma eventual reeleição de Paula Calil à presidência da Mesa Diretora.

A liminar do Tribunal de Justiça também provocou o rompimento do acordo político entre Paula Calil e o vereador Dilemário Alencar (União Brasil). Após a decisão, Dilemário retomou sua candidatura à presidência da Casa, ao lado da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade).

Além das candidaturas de Paula Calil e Dilemário Alencar, o vereador Ilde Taques (PSB) também se mantém na disputa e lidera um bloco de oposição que, segundo articulações de bastidores, reúne atualmente 13 votos. O cenário é de absoluta indefinição, sem que qualquer grupo político tenha maioria consolidada.

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Em meio à crise, o Parlamento aprovou ainda uma resolução que altera o funcionamento das sessões ordinárias entre os meses de agosto e outubro. Pelo novo modelo, os vereadores realizarão sessões apenas uma vez por semana, concentrando duas reuniões no mesmo dia, uma no período da manhã e outra à tarde.

A medida ocorre em um período que antecede as eleições municipais e tem como objetivo reduzir o desgaste político provocado pelos embates em plenário, além de permitir maior dedicação dos parlamentares às atividades de campanha.

Sem diálogo entre os blocos governista, independente e de oposição, a tendência é que o impasse envolvendo a votação do orçamento e a eleição da nova Mesa Diretora se prolongue até os limites dos prazos regimentais, mantendo o Legislativo cuiabano em um clima de tensão e incerteza política.

Jornalista: Luan Schiavon

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Impasse em Mato Grosso trava aliança entre PL e Republicanos para chapa presidencial de Flávio Bolsonaro

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A definição da aliança entre o PL e o Republicanos para a disputa da Presidência da República enfrenta um impasse devido às divergências políticas em Mato Grosso e Roraima. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira (17).

No centro das negociações está a possível indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos), para compor como candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

Entretanto, segundo a reportagem, a direção nacional do Republicanos condiciona seu apoio ao projeto presidencial do PL à retirada da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. A cúpula do partido de Jair Bolsonaro, no entanto, já teria informado que não pretende abrir mão da candidatura do senador mato-grossense.

A disputa em Mato Grosso tem se tornado um dos principais entraves para a consolidação da aliança nacional. O Republicanos aposta na candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, que assumiu o comando do Estado em março deste ano após a desincompatibilização de Mauro Mendes (União Brasil) para disputar uma vaga ao Senado.

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Por outro lado, o PL argumenta que já apoiou Pivetta nas eleições de 2022 e, agora, pretende lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

Além de Mato Grosso, a situação política em Roraima também dificulta as negociações. No estado, PL e Republicanos estiveram em lados opostos na eleição suplementar realizada em junho e seguem disputando espaço político para o pleito de outubro.

Vice mulher é aposta de Flávio

Apesar do impasse, Daniella Marques segue sendo um dos nomes mais cotados para ocupar a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro. A ex-presidente da Caixa atualmente coordena o núcleo econômico da pré-campanha do senador e tem participado de agendas políticas ao lado do pré-candidato.

Durante uma transmissão ao vivo realizada na quinta-feira (16), Flávio voltou a defender a presença feminina na composição da chapa.

“Eu já falei várias vezes a minha preferência de que seja uma mulher. Estão falando muito do nome da Dani. Então vai ser importante vocês conhecerem ela”, declarou.

A estratégia de indicar uma mulher para a vice-presidência é vista por aliados como uma tentativa de ampliar a aproximação do pré-candidato com o eleitorado feminino, especialmente após desgastes políticos envolvendo a relação pública entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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Convenções se aproximam

A convenção nacional do PL está marcada para o próximo dia 25 de julho, na Arena Pacaembu, em São Paulo, quando a legenda deverá oficializar seus candidatos para as eleições de 2026.

Já o Republicanos realizará sua convenção em 1º de agosto, também na capital paulista. O período oficial das convenções partidárias ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto.

Após a definição das candidaturas e coligações, os partidos terão até as 19h do dia 15 de agosto para registrar oficialmente os nomes junto à Justiça Eleitoral.

Jornalista: Luan Schiavon

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