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Após janela partidária, número de vereadores candidatos despenca em Cuiabá

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Pela primeira vez na história, a Câmara Municipal de Cuiabá, tradicionalmente marcada pelo protagonismo no número de vereadores que disputam cargos de deputado estadual e federal, deverá registrar uma participação reduzida nas próximas eleições gerais.

Inicialmente, o cenário indicava 12 pré-candidaturas para deputado estadual e quatro para deputado federal. No entanto, após a chamada janela partidária, o número diminuiu significativamente e apenas quatro nomes permanecem no páreo para disputar vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Entre os vereadores que ainda se colocam como pré-candidatos a deputado estadual estão Alex Rodrigues (Podemos), Michelle Alencar (União Brasil), Samantha Íris (PL) e Maysa Leão (Republicanos).

No caso de Maysa, ainda existe a possibilidade de recuo. Isso porque o Republicanos reúne uma chapa considerada forte, com cinco deputados estaduais e dois ex-secretários de Estado, o que pode tornar a disputa interna mais difícil.

Já a vereadora Katiúscia Manteli (Podemos) não demonstra interesse em disputar vaga na Câmara Federal. Mesmo assim, dirigentes do partido têm insistido para que ela integre a chapa como candidata a deputada federal, com o objetivo de fortalecer a votação de legenda.

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Outro caso é o do vereador Kássio Coelho, que pretendia concorrer a deputado federal. A candidatura, porém, acabou sendo descartada após o Podemos não autorizar que ele disputasse a eleição pelo PP.

Com as desistências e rearranjos partidários, a tendência é que o Legislativo cuiabano tenha uma participação mais modesta na corrida eleitoral, cenário considerado atípico em comparação com eleições anteriores, quando a Casa costumava registrar forte presença de seus parlamentares nas disputas estaduais e federais.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Crise no Samu deixa apenas 5 das 12 unidades em funcionamento em Cuiabá e Várzea Grande

Falta de equipes paralisa ambulâncias e compromete atendimento de urgência

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Apenas 5 das 12 unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão em funcionamento atualmente em Cuiabá e Várzea Grande. A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso, Carlos Mesquita, que alerta para prejuízos diretos à população.

De acordo com Mesquita, a falta de equipes resultou na paralisação de sete ambulâncias, reduzindo drasticamente a capacidade de resposta em situações de emergência. Um exemplo citado ocorreu durante os preparativos para o aniversário de Cuiabá, no Parque das Águas, quando um trabalhador caiu de cerca de quatro metros e aguardou mais de 30 minutos por atendimento.

“Se as ambulâncias não estão prontas para o atendimento, a população acaba sendo prejudicada. Emergências acontecem a todo momento”, afirmou o sindicalista.

Desligamento de servidores agrava situação

Os profissionais atribuem a crise ao desligamento de 56 servidores, sem a devida reposição das equipes. Com isso, diversas bases foram desativadas. Em Cuiabá, regiões como Centro, Parque Cuiabá, Parque Ohara, Pedra 90, São João Del Rey e Macaubal estão entre as afetadas.

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Já em Várzea Grande, bases no Grande Cristo Rei, São Mateus, Chapéu do Sol e Marajoara também enfrentam paralisações. As motolâncias, utilizadas para agilizar o atendimento, estão fora de operação há vários dias, segundo os trabalhadores.

Categoria critica gestão e cobra providências

Os servidores criticam a atuação da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso e afirmam que a condução da crise tem agravado o problema. Muitos dos profissionais desligados atuaram na linha de frente durante a pandemia, o que, segundo a categoria, torna a situação ainda mais sensível.

O caso chegou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde os trabalhadores pedem apoio do governador Otaviano Pivetta e do chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

O secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, deve prestar esclarecimentos em audiência marcada para quarta-feira (22), às 8h.

Serviço já opera de forma reduzida

Apesar de não planejarem uma paralisação oficial, os profissionais reconhecem que o atendimento já está comprometido. “Não queremos privilégio, queremos trabalhar. Mas, da forma como está, o serviço já está reduzido”, disse Mesquita.

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Caso não haja solução imediata, a categoria pretende realizar mobilizações e ações para informar a população sobre a situação do Samu nas duas cidades.

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