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Jayme Campos e Carlos Fávaro devem votar pelo fim da escala 6×1; Wellington Fagundes ainda é incógnita

PEC que prevê mudanças na jornada de trabalho deve ser analisada pelo Senado nesta quarta-feira (14); posicionamento dos parlamentares pode ter reflexos políticos e eleitorais.

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Os senadores por Mato Grosso Carlos Fávaro (PSD) e Jayme Campos (União Brasil) devem votar a favor do fim da escala de trabalho 6×1, cuja Proposta de Emenda à Constituição (PEC) está prevista para ser apreciada pelo Senado Federal nesta quarta-feira (14), inicialmente em primeiro turno. Ambos já manifestaram publicamente apoio à medida, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho e a ampliação do período de descanso dos trabalhadores.

Já o senador Wellington Fagundes (PL) ainda não definiu publicamente seu posicionamento. Na semana passada, ele defendeu que o tema seja discutido com responsabilidade e diálogo, destacando os impactos que uma eventual mudança pode provocar no país.

“ Nós queremos responsabilidade com o país. É uma matéria com implicações muito grandes e essa discussão precisa ser madura, sem atropelo”, declarou Wellington.

A indefinição do parlamentar ocorre em meio à posição do PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro, que se mostra contrário à proposta. Entretanto, a possibilidade de rejeição de uma medida considerada popular pode gerar desgaste político e eleitoral para os parlamentares contrários ao fim da escala 6×1.

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Nos bastidores do Congresso Nacional, cresce a avaliação de que integrantes do Centrão e parlamentares de perfil liberal podem apoiar a PEC para evitar repercussões negativas junto ao eleitorado.

Tema pode influenciar disputa presidencial

O debate sobre o fim da escala 6×1 também ganhou relevância no cenário político nacional, especialmente diante da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende a mudança no regime de trabalho.

Em entrevista ao jornal O Globo, o senador Wellington Fagundes afirmou que, embora Flávio Bolsonaro prefira a abstenção, a maioria dos parlamentares entende que é necessário se posicionar sobre o tema.

A discussão envolve interesses políticos, econômicos e sociais, uma vez que a proposta pode alterar a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros e provocar mudanças na organização das jornadas de trabalho em diferentes setores da economia.

Senado intensifica articulações antes da votação

As articulações em torno da PEC continuam nesta terça-feira (13), com uma agenda intensa de reuniões entre os parlamentares. Ainda estão previstas duas sessões de discussão da matéria antes da votação.

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Também existe a possibilidade de aprovação de um requerimento para permitir que a proposta seja votada em dois turnos no mesmo dia. Caso isso ocorra, a tramitação poderá ser acelerada, aumentando as chances de conclusão da análise antes do segundo turno das eleições.

Defensores da medida avaliam que a pressão eleitoral e a mobilização social são fatores importantes para garantir o avanço da proposta. Sem essa pressão, parlamentares poderiam tentar modificar o texto ou até mesmo impedir sua aprovação.

A expectativa agora se concentra na votação e, principalmente, no posicionamento dos três representantes de Mato Grosso no Senado. Enquanto Jayme Campos e Carlos Fávaro sinalizam apoio à mudança, Wellington Fagundes permanece como a principal incógnita da bancada mato-grossense.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Lúdio Cabral acusa Nunes Marques de partidarismo após suspensão de canal pró-Lula no WhatsApp

Deputado estadual defende que campanha petista peça suspeição do presidente do TSE e questiona suposto tratamento desigual da Justiça Eleitoral

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O deputado estadual reeleito Lúdio Cabral (PT) acusou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, de atuar em favor do bolsonarismo após a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O parlamentar defendeu que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva peça a suspeição do magistrado, alegando que a decisão compromete a imparcialidade da Justiça Eleitoral.

“Já passou da hora da nossa campanha nacional pedir a suspeição do Kássio Nunes Marques. Ele está lá a serviço do bolsonarismo, é um absurdo para a democracia brasileira”, afirmou Lúdio durante coletiva de imprensa.

A declaração foi feita após uma nova decisão de Nunes Marques, nesta terça-feira (13), que suspendeu o trecho de uma decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o restabelecimento do canal, inclusive para novas publicações e a entrada de seguidores.

O presidente do TSE condicionou a retomada do canal à regularização perante a Justiça Eleitoral. Em outra decisão, reconheceu que o endereço vinha sendo utilizado para propaganda eleitoral sem ter sido comunicado à Corte. A suspensão ocorreu em resposta a um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL).

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Deputado questiona atuação da Justiça Eleitoral

Lúdio criticou a medida e afirmou que o canal surgiu espontaneamente durante uma mobilização de apoiadores de Lula nas redes sociais. Segundo o parlamentar, a iniciativa ganhou força em um momento de crescimento da campanha petista e de redução da diferença entre o presidente e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como adversário na disputa presidencial.

O deputado também questionou a atuação de outros integrantes da Justiça Eleitoral e mencionou a nomeação do ministro André Mendonça como juiz auxiliar da propaganda eleitoral. Para Lúdio, as decisões adotadas pelo tribunal indicariam um tratamento desigual entre os grupos políticos.

“Quem é especialista em fake news e maldade é a tropa do Flávio Bolsonaro. Eles têm o canal deles, e o canal deles espalha mentira o tempo todo. E contra eles a Justiça Eleitoral não faz nada”, declarou.

As acusações foram feitas pelo parlamentar ao criticar a condução dos casos envolvendo a propaganda eleitoral nas redes sociais. Lúdio, porém, não apresentou, nas declarações citadas, detalhes de decisões específicas que comprovassem o suposto tratamento desigual.

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Lúdio cita mobilizações de apoiadores de Lula

Durante a coletiva, o deputado também mencionou manifestações realizadas na última semana em diferentes cidades brasileiras, incluindo Cuiabá. Ele citou atos em universidades e mobilizações de rua como sinais de engajamento e fortalecimento da campanha do presidente Lula.

Na avaliação do petista, a suspensão do canal ocorre em um cenário de disputa política acirrada e reforça a necessidade de a campanha questionar a imparcialidade da Justiça Eleitoral.

A retomada do “Exército do Lula” depende do cumprimento das exigências estabelecidas pelo TSE. Até lá, o canal permanece sujeito às restrições determinadas pelo ministro Nunes Marques.

Jornalista: Mika Sbardelott

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