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Bandeiras vermelhas e multidões marcam atos pró-Lula em várias regiões do país

Mobilizações ocorreram no fim de semana e fazem parte da articulação de apoiadores do presidente para o segundo turno, marcado para 25 de outubro

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O fim de semana dos dias 10 e 11 de outubro foi marcado por manifestações em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com bandeiras vermelhas, palavras de ordem e a presença de milhares de apoiadores, os atos foram registrados em diferentes regiões do Brasil, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.

Na capital paulista, a Avenida Paulista foi palco de uma mobilização neste domingo (11), reunindo uma multidão de apoiadores do petista. A manifestação reforçou a presença dos movimentos favoráveis ao presidente na reta decisiva da disputa eleitoral.

As mobilizações integram a estratégia de articulação política dos apoiadores de Lula para o segundo turno da eleição presidencial, previsto para o dia 25 de outubro. Os atos também buscam ampliar a visibilidade da campanha e mobilizar eleitores em diferentes estados.

A presença de manifestantes em diversas regiões demonstra a movimentação das bases de apoio ao presidente em um momento decisivo da corrida eleitoral. Com a aproximação da votação, as ruas passam a ocupar um espaço importante na disputa pela mobilização popular e pela conquista de votos.

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VÍDEO: Imagens das manifestações em apoio à reeleição de Lula mostram a participação dos apoiadores e a concentração de pessoas nas ruas.

Jornalista: Mika Sbardelott

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ATÉ ZUNIL

Pivetta pede ajuda para passar a tesoura no Estado enquanto servidores cobram perdas salariais

Governador quer enxugar a máquina pública após campanha marcada pelo discurso de valorização do funcionalismo; categoria reivindica reposição inflacionária estimada em pelo menos 17%

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Reeleito governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) já começou a dar pistas de como pretende conduzir a máquina pública no novo mandato: com a tesoura em uma mão e o discurso de eficiência na outra. Nesta sexta-feira (9), o governador usou o Instagram para convocar a população a apontar onde o Estado pode cortar gastos.

O pedido, porém, chega em um momento delicado. Durante os 45 dias de campanha eleitoral, a valorização dos servidores públicos esteve entre as bandeiras defendidas pelo grupo político de Pivetta, inclusive por meio da vice-governadora Gisela Simona (União). Agora, o governador quer ouvir sugestões para enxugar a estrutura administrativa, enquanto o funcionalismo continua cobrando a reposição de perdas salariais acumuladas ao longo dos anos.

No vídeo publicado nas redes sociais, Pivetta promete serviços públicos melhores, obras de qualidade e mais valorização para quem trabalha. Ao mesmo tempo, convida os próprios servidores a apontarem caminhos para reduzir despesas. Em outras palavras, a missão é encontrar onde cortar sem comprometer os serviços — e, de preferência, sem deixar a prometida valorização apenas no discurso.

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“Nós queremos melhorar os serviços públicos, queremos melhorar as obras públicas, queremos diminuir o custo do Estado sobre o nosso povo. Um Estado mais leve, mais eficiente, com a sua participação. Então escreve aqui a tua sugestão para enxugar a máquina e também para melhorar os serviços, para valorizar mais quem trabalha, para que nós tenhamos um Estado mais justo, mais próspero, melhor para todos os mato-grossenses e as mato-grossenses”, afirmou.

A tesoura de um lado, a cobrança do outro

A convocação abre espaço para sugestões, mas também expõe uma questão que acompanha a relação entre o governo e o funcionalismo: como conciliar o discurso de valorização profissional com a política de controle de gastos?

Os servidores cobram a reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos salários, enquanto o Executivo sustenta a necessidade de preservar o equilíbrio das contas públicas e controlar as despesas estaduais.

Uma das principais reivindicações envolve um passivo salarial estimado em pelo menos 17%, percentual que depende dos índices de inflação e dos períodos considerados no cálculo.

Até o momento, Pivetta não detalhou quais áreas poderão sofrer cortes, quais despesas pretende reduzir ou se haverá mudanças no quadro de pessoal. Por enquanto, a população está convocada a participar da caça aos gastos.

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Resta saber se a prometida eficiência virá de uma revisão de contratos, de mudanças administrativas ou de outras medidas — e como a valorização dos servidores entrará nessa conta.

No novo mandato, o desafio de Pivetta será mostrar que enxugar a máquina pública não significa deixar para depois as cobranças de quem mantém os serviços funcionando. Afinal, se a ideia é fazer mais com menos, o funcionalismo quer saber quem vai pagar essa conta.

Jornalista: Mika Sbardelott

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