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Lúdio Cabral acusa Nunes Marques de partidarismo após suspensão de canal pró-Lula no WhatsApp

Deputado estadual defende que campanha petista peça suspeição do presidente do TSE e questiona suposto tratamento desigual da Justiça Eleitoral

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O deputado estadual reeleito Lúdio Cabral (PT) acusou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, de atuar em favor do bolsonarismo após a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O parlamentar defendeu que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva peça a suspeição do magistrado, alegando que a decisão compromete a imparcialidade da Justiça Eleitoral.

“Já passou da hora da nossa campanha nacional pedir a suspeição do Kássio Nunes Marques. Ele está lá a serviço do bolsonarismo, é um absurdo para a democracia brasileira”, afirmou Lúdio durante coletiva de imprensa.

A declaração foi feita após uma nova decisão de Nunes Marques, nesta terça-feira (13), que suspendeu o trecho de uma decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o restabelecimento do canal, inclusive para novas publicações e a entrada de seguidores.

O presidente do TSE condicionou a retomada do canal à regularização perante a Justiça Eleitoral. Em outra decisão, reconheceu que o endereço vinha sendo utilizado para propaganda eleitoral sem ter sido comunicado à Corte. A suspensão ocorreu em resposta a um pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL).

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Deputado questiona atuação da Justiça Eleitoral

Lúdio criticou a medida e afirmou que o canal surgiu espontaneamente durante uma mobilização de apoiadores de Lula nas redes sociais. Segundo o parlamentar, a iniciativa ganhou força em um momento de crescimento da campanha petista e de redução da diferença entre o presidente e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como adversário na disputa presidencial.

O deputado também questionou a atuação de outros integrantes da Justiça Eleitoral e mencionou a nomeação do ministro André Mendonça como juiz auxiliar da propaganda eleitoral. Para Lúdio, as decisões adotadas pelo tribunal indicariam um tratamento desigual entre os grupos políticos.

“Quem é especialista em fake news e maldade é a tropa do Flávio Bolsonaro. Eles têm o canal deles, e o canal deles espalha mentira o tempo todo. E contra eles a Justiça Eleitoral não faz nada”, declarou.

As acusações foram feitas pelo parlamentar ao criticar a condução dos casos envolvendo a propaganda eleitoral nas redes sociais. Lúdio, porém, não apresentou, nas declarações citadas, detalhes de decisões específicas que comprovassem o suposto tratamento desigual.

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Lúdio cita mobilizações de apoiadores de Lula

Durante a coletiva, o deputado também mencionou manifestações realizadas na última semana em diferentes cidades brasileiras, incluindo Cuiabá. Ele citou atos em universidades e mobilizações de rua como sinais de engajamento e fortalecimento da campanha do presidente Lula.

Na avaliação do petista, a suspensão do canal ocorre em um cenário de disputa política acirrada e reforça a necessidade de a campanha questionar a imparcialidade da Justiça Eleitoral.

A retomada do “Exército do Lula” depende do cumprimento das exigências estabelecidas pelo TSE. Até lá, o canal permanece sujeito às restrições determinadas pelo ministro Nunes Marques.

Jornalista: Mika Sbardelott

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Política MT

Eduardo Manciolli assume a Casa Civil de MT após coordenar campanha de Pivetta

Empresário e presidente estadual do Republicanos substitui Adjaime Ramos de Souza; mudança ocorre em meio à articulação de reforma administrativa no governo.

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O empresário Eduardo dos Santos Manciolli assume o comando da Secretaria-Chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso. A nomeação, formalizada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), consta no Diário Oficial do Estado (DOE) que circula nesta terça-feira (13) e marca uma nova movimentação no primeiro escalão do Executivo estadual após o pleito do último dia 4.

Com a mudança, Manciolli substitui Adjaime Ramos de Souza, que deixa a chefia da secretaria e retorna ao cargo de secretário-adjunto da mesma pasta.

Presidente do diretório estadual do Republicanos e aliado próximo de Pivetta, Manciolli retorna à administração estadual após atuar na coordenação da campanha à reeleição do governador. A nomeação ocorre depois de o empresário deixar o cargo de secretário-chefe de Gabinete do Governador, em agosto, para se dedicar integralmente à articulação política do projeto eleitoral.

Na ocasião, ele deixou a função a pedido próprio e passou a trabalhar na campanha ao lado de outras lideranças políticas, entre elas o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo.

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Reforma administrativa no radar

A mudança na Casa Civil ocorre em meio às discussões sobre uma reforma administrativa conduzida por Pivetta no Palácio Paiaguás, sede do governo estadual. Após o resultado das urnas, o governador sinalizou a intenção de promover ajustes na estrutura administrativa, com foco na redução de despesas, na otimização da máquina pública e no aumento da eficiência da gestão.

Nesse cenário, a Casa Civil terá papel estratégico na articulação das medidas com os demais setores do governo e na interlocução com diferentes instituições.

Entre as atribuições do novo secretário estão o relacionamento institucional com prefeituras, órgãos de controle e representantes da sociedade civil, além da articulação política com os deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A pasta também deverá atuar nas negociações necessárias para viabilizar a aprovação de projetos relacionados à reestruturação administrativa e às prioridades do Executivo estadual.

A chegada de Manciolli ao comando da secretaria reforça a presença de um aliado político de Pivetta em uma das áreas consideradas estratégicas para a coordenação governamental e para o diálogo com o Legislativo.

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Jornalista: Mika Sbardelott

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