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PL recua e descarta expulsar prefeitos que resistem a apoiar Wellington Fagundes

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O presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, mudou o discurso em relação aos prefeitos da legenda que ainda resistem a apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. Durante a convenção estadual do partido, realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o dirigente afirmou que a sigla não pretende punir ou expulsar gestores municipais que optarem pela neutralidade ou por outro projeto político.

A declaração representa uma mudança de postura em relação ao posicionamento adotado pelo partido nos últimos meses, quando Ananias chegou a defender o desligamento de prefeitos que não acompanhassem a candidatura majoritária do PL.

Segundo o presidente estadual, a prioridade agora será construir consenso por meio do diálogo.

“Não, o bom senso vai trazer a prática e a definição deles, mas lógico que vai haver diálogo. Não existe, na política, nada feito sem que haja um grande diálogo”, afirmou.

Ananias reforçou que não haverá imposições dentro da legenda.

“Nada será feito de forma abrupta ou de forma ditatorial. Vai ser diálogo”, declarou.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de punições aos prefeitos que não apoiarem Wellington Fagundes, o dirigente descartou qualquer medida disciplinar.

“Eu nunca pedi um voto, eu nunca forcei um irmão meu, um parente meu a votar no Ananias como candidato. Nunca”, disse.

Na sequência, foi perguntado se a posição do partido representaria um “convite para sair” da legenda aos prefeitos dissidentes. Ananias negou.

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“Convite para entrar na campanha. Convite para sair nós não vamos fazer para ninguém”, respondeu.

Mudança de estratégia

A fala marca um recuo em relação ao discurso adotado pelo comando estadual do PL em maio, quando Ananias afirmou que prefeitos que não apoiassem Wellington Fagundes poderiam ser convidados a deixar a legenda.

Agora, às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, o partido aposta na negociação para tentar reduzir as divergências internas e unificar sua base.

Resistência interna

Apesar de Wellington Fagundes ser o candidato oficial do PL ao Palácio Paiaguás, parte dos prefeitos e lideranças municipais ainda demonstra resistência ao projeto.

Alguns integrantes da legenda têm mantido proximidade política com o vice-governador Otaviano Pivetta, pré-candidato ao Governo pelo Republicanos, enquanto outros preferem permanecer neutros durante a disputa.

Entre as principais lideranças do partido, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, afirma que seguirá as decisões da legenda, mas tem evitado manifestações públicas mais contundentes em favor da candidatura de Wellington. Ao mesmo tempo, mantém uma relação institucional com Pivetta.

PL aposta em pacificação

Com o encerramento do período das convenções partidárias e o avanço da pré-campanha, o PL busca agora substituir o discurso de cobrança por uma estratégia de articulação política.

A avaliação da direção estadual é que o diálogo será o principal instrumento para convencer prefeitos e lideranças municipais a embarcarem na campanha de Wellington Fagundes e evitar novos desgastes internos durante a corrida eleitoral.

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Jornalista: Luan Schiavon

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Abilio vê eleição estadual como fator decisivo para disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a eleição para a presidência da Câmara Municipal deverá ser redefinida após o resultado das eleições estaduais, marcadas para o dia 4 de outubro. Segundo ele, vereadores que disputarão vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados podem mudar de posição na disputa pela Mesa Diretora caso não sejam eleitos.

Na avaliação do prefeito, nenhum dos dois principais candidatos ao comando do Legislativo, o vereador Ilde Taques (Podemos) e a atual presidente Paula Calil (PL), reúne, neste momento, os 14 votos necessários para vencer a eleição, prevista para ocorrer em 6 de outubro.

“Ninguém tem 14 votos. Isso é um fato. O Ilde não tem 14 e a Paula não tem 14. A eleição é com 14 votos. Então não dá para dizer que ninguém ganhou e não dá para dizer que ninguém perdeu”, afirmou.

Abilio acredita que o cenário político será alterado logo após a divulgação do resultado das urnas, quando os vereadores que não conquistarem mandatos passarão a concentrar suas articulações na política interna da Câmara.

“A eleição estadual é no dia 4. No dia 5, as pessoas já vão estar cientes de que não ganharam a eleição para deputado estadual. Aí vão vir para cá pensando: ‘Agora eu tenho que votar para a Câmara, porque tenho dois anos para trabalhar a minha reeleição’. Às vezes, os jogos precisam cair na realidade”, declarou.

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Disputa pode mudar após as urnas

Seis vereadores de Cuiabá participam das eleições deste ano, o que, na avaliação do prefeito, pode influenciar diretamente a composição da próxima Mesa Diretora.

Na disputa por vagas na Assembleia Legislativa concorrem Michelle Alencar (União Brasil), Samantha Íris (PL) e Maysa Leão (Republicanos). Já na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados estão Rafael Ranalli (PL) e Katiuscia Manteli (PSB).

Com o encerramento da campanha eleitoral, a expectativa é que os parlamentares derrotados passem a priorizar a organização política dentro da Câmara, rediscutindo apoios e alianças para a eleição da Mesa Diretora, responsável por conduzir os trabalhos do Legislativo no biênio final da atual legislatura.

Corrida segue indefinida

Ao comentar o cenário, Abilio evitou apontar favoritos e ressaltou que a disputa permanece aberta. Para o prefeito, a definição dependerá das negociações que serão feitas após o pleito estadual, quando o foco dos vereadores voltará integralmente para a Câmara Municipal.

A eleição para a presidência da Casa está marcada para 6 de outubro e definirá o comando do Legislativo cuiabano pelos próximos dois anos.

Jornalista: Luan Schiavon

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