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Presidente do PL em MT descarta aliança com União Brasil e diz que partido mantém diálogo apenas com o Novo

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O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, descartou qualquer possibilidade de aliança com o União Brasil nas eleições de 2026 e afirmou que, até o momento, o único partido com o qual a sigla mantém diálogo é o Novo. O dirigente também negou negociações com o MDB e criticou setores do chamado “centrão” que avaliam se afastar do projeto político liderado pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal da Cultura, na última quinta-feira (18), em meio às especulações sobre uma possível composição entre o PL e o grupo político do senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil). Entre os rumores, estava a possibilidade de a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, integrar como vice uma eventual chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL).

Ananias rejeitou a hipótese e afirmou que não há qualquer tratativa com a federação formada por União Brasil e Progressistas.

“Isso é impensável, até porque eles fazem parte de uma federação que nós não estamos nem conversando. Está acabado, pronto e terminado, não existe. O PL só conversou com o Novo e assim nós vamos permanecer, porque nós não vamos abrir conversa agora com um posicionamento que a base está toda contra”, declarou.

Relação com o Novo

Apesar das divergências internas enfrentadas pelo Partido Novo em nível nacional, Ananias defendeu a continuidade das conversas entre as siglas em Mato Grosso. O dirigente citou o posicionamento do ex-governador de Minas Gerais e presidenciável Romeu Zema, que busca se distanciar do grupo bolsonarista após recentes controvérsias envolvendo o Banco Master.

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Segundo ele, a direção estadual do Novo tem posição distinta da adotada por Zema.

“O Novo de Mato Grosso está contra o posicionamento precipitado do Zema e nós não vamos deixar de conversar com o Novo porque o Zema está sendo precipitado. Nós vamos continuar a discutir”, afirmou.

MDB fora das negociações

Questionado sobre uma possível aliança com o MDB, partido da deputada estadual e pré-candidata ao Senado Janaína Riva, Ananias também negou qualquer negociação em andamento.

Embora tenha ressaltado que Wellington Fagundes defende o diálogo entre as forças políticas, o presidente do PL afirmou que não houve reuniões ou discussões sobre coligações com o MDB.

“A preferência do Wellington é que o partido discuta e busque entendimento. Nós não abrimos conversação nenhuma com o MDB. Nós nunca sentamos discutindo coligação com o MDB”, enfatizou.

Críticas ao centrão

Durante a entrevista, Ananias também comentou a informação de que o presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, estaria atuando para impedir uma aliança da federação União Brasil-PP com Flávio Bolsonaro.

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Ao abordar o tema, o dirigente do PL avaliou que lideranças do chamado “centrão” enfrentam dificuldades para se afastar do eleitorado ligado ao bolsonarismo e ironizou possíveis adversários políticos em Mato Grosso.

“Ciro Nogueira é craque, é campeão, e ele está jogando porque no Nordeste é a base dele. A gente tem que analisar aqui. Eu quero ver se eles [Otaviano Pivetta e Mauro Mendes] têm coragem de se posicionar contra o Flávio”, afirmou.

Com as declarações, o presidente estadual do PL reforça o alinhamento da legenda ao projeto político bolsonarista e sinaliza que, neste momento, o partido mantém portas abertas apenas para o Novo, descartando aproximações com União Brasil e MDB no cenário eleitoral mato-grossense.

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Alckmin e Pivetta inauguram terminal ferroviário em Dom Aquino e reforçam logística do agronegócio de MT

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, inauguraram na manhã deste sábado (20) o terminal da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, em Dom Aquino, município localizado a cerca de 170 quilômetros de Cuiabá. A chegada das autoridades ao local ocorreu de locomotiva, marcando simbolicamente a entrega de uma das principais obras de infraestrutura logística do estado.

O empreendimento, executado pela empresa Rumo, integra o projeto de expansão da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e representa um importante avanço para o escoamento da produção mato-grossense, especialmente do agronegócio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era esperado para participar da cerimônia, mas compromissos internacionais impediram sua presença. Em seu lugar, o governo federal foi representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Durante a solenidade, autoridades destacaram a relevância estratégica do novo terminal para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e para a ampliação da competitividade da produção agrícola do estado nos mercados nacional e internacional.

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Avanço logístico

Com localização estratégica às margens da BR-070, o terminal de Dom Aquino passa a atuar como um importante elo entre os modais rodoviário e ferroviário, facilitando o transporte de grãos, insumos agrícolas e outros produtos destinados à exportação e ao abastecimento interno.

A nova estrutura fortalece a cadeia logística do agronegócio mato-grossense ao proporcionar maior eficiência no transporte de cargas, reduzindo custos operacionais e ampliando a capacidade de escoamento da produção.

Além de impulsionar o setor produtivo, a expectativa é de que o terminal contribua para a geração de empregos, atração de investimentos e desenvolvimento econômico dos municípios da região sul de Mato Grosso.

Integração e competitividade

A expansão da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo é considerada uma das principais iniciativas de infraestrutura em andamento no estado. O projeto busca ampliar a integração logística de Mato Grosso com os principais corredores de exportação do país, garantindo maior competitividade aos produtos mato-grossenses.

Com a entrada em operação do terminal de Dom Aquino, o município ganha protagonismo no cenário logístico nacional, consolidando-se como ponto estratégico para o transporte e distribuição da produção agrícola de uma das regiões mais produtivas do Brasil.

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