A violência contra a mulher, os altos índices de feminicídio em Mato Grosso e as recentes mudanças na legislação brasileira foram temas centrais do mais novo episódio do Podcast Conexão Materna. A convidada foi a advogada, professora e vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA-MT), Thaís Brasil, que participou de uma ampla discussão sobre os desafios do enfrentamento à violência de gênero no país.
Durante a entrevista, a especialista destacou a preocupação com os números registrados em Mato Grosso, estado que frequentemente figura entre os líderes nacionais em casos de feminicídio. O debate abordou a necessidade de fortalecer políticas públicas, ampliar a rede de proteção às vítimas e incentivar denúncias para evitar que casos de violência evoluam para tragédias.
Um dos destaques do episódio foi a discussão sobre a criminalização da misoginia, termo utilizado para definir o ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres. A advogada explicou que a legislação brasileira passou a tratar com mais rigor condutas motivadas por misoginia, reconhecendo que discursos de ódio e comportamentos discriminatórios podem representar os primeiros sinais de uma escalada de violência.
Segundo Thaís Brasil, combater a misoginia significa atuar na raiz do problema, enfrentando práticas culturais e sociais que naturalizam agressões, humilhações e desigualdades contra mulheres.
Outro tema que ganhou espaço na conversa foi a violência vicária, considerada uma das formas mais cruéis de violência de gênero. A prática ocorre quando o agressor utiliza filhos, familiares, amigos ou pessoas próximas para atingir emocionalmente a mulher.
A entrevistada explicou que a violência vicária pode se manifestar de diversas maneiras, desde manipulação emocional e alienação parental até situações extremas de agressão física contra crianças e familiares. O objetivo do agressor, nesses casos, é causar sofrimento à mulher por meio das pessoas com quem ela possui vínculos afetivos.
O podcast também abordou a recente criação do crime de vicaricídio, incluído na legislação brasileira para punir de forma mais severa situações em que filhos, dependentes ou pessoas próximas são assassinados com o propósito de atingir emocionalmente a mulher. A mudança representa um importante avanço no reconhecimento das múltiplas formas de violência doméstica e familiar.
Ao longo da entrevista, Thaís Brasil destacou que o combate à violência contra a mulher não depende apenas da atuação das forças de segurança e do Poder Judiciário, mas também do envolvimento da sociedade, da educação e da conscientização coletiva.
A convidada reforçou a importância de que familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho estejam atentos aos sinais de relacionamentos abusivos e incentivem as vítimas a buscar ajuda especializada.
O episódio do Podcast Conexão Materna traz reflexões sobre feminicídio, misoginia, violência vicária e os avanços da legislação brasileira, contribuindo para ampliar o debate sobre a proteção das mulheres e a construção de uma cultura de respeito, igualdade e prevenção da violência.
Rafaela Fávaro defende combate ao feminicídio, inclusão e maior participação feminina na política em podcast
Presidente do PSD Mulher MT afirmou que Mato Grosso precisa avançar em políticas públicas para proteger mulheres, garantir educação inclusiva e ampliar a representatividade feminina nos espaços de poder
A presidente do PSD Mulher Mato Grosso e pré-candidata a deputada estadual, Rafaela Fávaro, participou de um podcast nesta semana e abordou temas considerados centrais para o desenvolvimento social do estado, como o combate ao feminicídio, a inclusão de pessoas com deficiência, a proteção da população idosa e a participação das mulheres na política.
Durante a entrevista, Rafaela destacou a preocupação com os índices de violência contra a mulher em Mato Grosso, que aparece entre os estados com os maiores registros de feminicídio do país. Para ela, o enfrentamento do problema exige ações integradas entre poder público, forças de segurança, sistema de justiça e sociedade.
A dirigente partidária defendeu o fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência, especialmente nos municípios do interior, onde muitas vezes o acesso aos serviços de acolhimento e atendimento especializado é mais limitado.
“A violência contra a mulher não pode ser tratada apenas como estatística. Por trás de cada número existe uma vida interrompida, uma família destruída e uma sociedade que precisa reagir”, destacou.
Inclusão escolar
Outro tema debatido foi a educação inclusiva, especialmente diante das recentes discussões envolvendo a legislação que prevê punições para instituições de ensino que recusarem matrículas de estudantes com deficiência.
Rafaela defendeu que a inclusão deve ser tratada como um direito fundamental e não como uma concessão. Segundo ela, a escola tem papel decisivo na construção de uma sociedade mais justa e preparada para conviver com as diferenças.
A presidente do PSD Mulher também ressaltou a importância de investimentos em capacitação de professores, adaptação de estruturas físicas e suporte adequado para garantir que estudantes com deficiência tenham acesso pleno à educação.
Mulheres na política
Ao abordar a participação feminina na política, Rafaela afirmou que o Brasil ainda enfrenta desafios significativos para ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão.
Ela observou que, apesar de representarem a maioria da população, as mulheres continuam sub-representadas nos cargos eletivos e nos postos de liderança.
Segundo a pré-candidata, ampliar a presença feminina nos parlamentos e nos cargos executivos significa trazer novas perspectivas para a formulação de políticas públicas e fortalecer a democracia.
Atenção aos idosos
A entrevista também abordou o envelhecimento da população brasileira e a necessidade de políticas públicas voltadas para a terceira idade.
Rafaela defendeu a ampliação do acesso à saúde, programas de assistência social e iniciativas voltadas à promoção da qualidade de vida dos idosos, além de medidas de combate ao abandono e à violência contra essa parcela da população.
Pré-candidatura
Ao falar sobre seu futuro político, Rafaela reafirmou a intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas próximas eleições.
Ela afirmou que pretende defender pautas ligadas à proteção das mulheres, inclusão social, fortalecimento das políticas públicas e desenvolvimento humano.
Durante o podcast, a dirigente também falou sobre sua trajetória profissional, a experiência no jornalismo, a atuação na Bolsa de Valores e os desafios de construir uma identidade política própria.
A entrevista integra uma série de debates sobre temas sociais e políticos relevantes para Mato Grosso e reforça discussões sobre segurança, inclusão, cidadania e representatividade em um momento de preparação para as eleições estaduais.
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