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Suplente acusa vereador de pressioná-lo por voto na eleição da Mesa da Câmara de Cuiabá

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O suplente de vereador Antônio Lemes (PSD) afirmou que o vereador licenciado Jeferson Siqueira (PSD) tentou “ir para cima” dele durante uma discussão ocorrida na segunda-feira (28), no gabinete da Câmara Municipal de Cuiabá. Segundo Lemes, o desentendimento teria sido motivado pela disputa pela presidência da Mesa Diretora da Casa.

De acordo com o suplente, o episódio começou após ele se recusar a tirar uma fotografia ao lado de Jeferson e do vereador Ilde Taques (Podemos), candidato apoiado pelo parlamentar licenciado. A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para a próxima terça-feira (6).

Jeferson está afastado do cargo por uma licença de 120 dias, solicitada por ele próprio em julho deste ano para tratar de assuntos pessoais. Com a licença, Lemes assumiu a cadeira. O impasse ganhou força porque Jeferson teme que o suplente não acompanhe sua orientação na eleição e possa apoiar a atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL).

Segundo Lemes, a discussão aconteceu durante um almoço e contou com a presença de um dos irmãos de Jeferson. O suplente relatou que Ilde Taques precisou intervir para impedir que o conflito evoluísse.

“O Ilde Taques foi muito categórico ali, assumiu a situação, recuou os dois, tiraram do gabinete um dos irmãos do Jeferson e aí continuaram a conversa. Hoje, você [Ilde] tem meu respeito”, afirmou Lemes.

Apesar de afirmar que não houve agressão física, Lemes disse ter se sentido intimidado pela postura de Jeferson. Segundo ele, o vereador licenciado teria feito pressão para que mantivesse o compromisso de votar em Ilde Taques.

“O Jeferson chegou a insinuar, mas não foi para cima. Insinuou que eu não conheço ele, se eu conhecesse ele eu não estaria fazendo esse desvio de voto, porque o voto é dele, não é meu”, relatou.

O suplente afirmou ainda que interpretou a situação como uma forma de pressão e disse estar preocupado com sua integridade.

“Eu acho que é uma forma de fazer pressão. Olha, hoje, no mundo que nós vivemos, não tem como você não se preocupar em resguardar a nossa situação, nossa integridade física”, declarou.

Retorno antecipado ao mandato

Além da disputa pelo voto, Lemes também criticou a tentativa de Jeferson de interromper antecipadamente a licença de 120 dias para reassumir o mandato antes do prazo previsto.

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A Procuradoria da Câmara Municipal se manifestou contrariamente ao retorno antecipado, apontando que a Lei Orgânica de Cuiabá e o Regimento Interno da Casa impedem a retomada do mandato durante esse tipo de licença.

A decisão final sobre o pedido caberá à presidente da Câmara.

Para Lemes, a tentativa de retorno estaria diretamente relacionada à eleição da Mesa Diretora.

“Hoje, a gente vê o vereador querendo retornar na marra, porque é a questão da eleição da Mesa que está em jogo, querendo ser o dono do meu voto. E sendo que eu acredito que eu também ajudei a elegê-lo”, afirmou.

Voto ainda indefinido

Lemes declarou que pretende definir seu voto apenas na próxima semana. Ele também afirmou que, durante os quatro meses em que ocupa a cadeira, passou a construir suas próprias demandas junto ao prefeito Abilio Brunini (PL).

O suplente disse que sua prioridade é representar as comunidades que o levaram ao mandato, e não seguir necessariamente uma orientação política de seu titular.

“A palavra que eu tenho que dar é para a comunidade. Pode me chamar de traíra aqui, porque eu não vim aqui para adquirir status. Eu vim aqui para defender a comunidade que está precisando dos benefícios”, afirmou.

Lemes também rejeitou a ideia de que Jeferson seja “dono” de seu voto e afirmou que passou a construir seu próprio posicionamento na disputa pelo comando do Legislativo cuiabano.

“Eu não vim aqui para crescer financeiramente, eu vim aqui para arrumar uma situação, uma condição com o prefeito, para a gente estar direcionando para a comunidade os benefícios que a comunidade almeja”, declarou.

A disputa pela Mesa Diretora, portanto, ganhou um novo capítulo com o confronto público entre titular e suplente e pode ser influenciada pela posição que Lemes decidir assumir na votação.

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Jornalista: Mika Sbardelott

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Fávaro comemora decisão de Lula contra funcionamento de bets no Brasil

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O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) comemorou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de editar uma medida provisória (MP) com o objetivo de proibir o funcionamento de casas de apostas digitais, conhecidas como “bets”, em todo o país.

Fávaro é autor de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e tem objetivo semelhante. Ao comentar a iniciativa do governo federal, o senador afirmou que a proibição das apostas digitais poderá reduzir os impactos do setor sobre as famílias brasileiras.

“O fim das bets vai acabar com um pesadelo das famílias brasileiras. Esse jogo de azar toma o dinheiro de quem trabalha, adoece jovens e destrói lares”, afirmou Fávaro.

Medida provisória

A medida provisória é um instrumento utilizado pelo presidente da República que produz efeitos com força de lei a partir de sua edição. Para permanecer em vigor, porém, precisa ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional.

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No caso das MPs, o prazo de vigência é de até 120 dias, considerando as regras de tramitação e eventuais prorrogações previstas na Constituição. Se não houver aprovação dentro do período, a medida perde sua eficácia.

Fávaro também declarou que pretende apoiar, no Congresso, uma iniciativa para encerrar as atividades das plataformas de apostas no país.

“Vou votar para acabar, de uma vez, com as bets no Brasil. Essa é uma luta que já comecei e que vou levar até o fim”, concluiu o senador.

A proposta defendida pelo parlamentar ocorre em meio ao debate nacional sobre a regulamentação das apostas esportivas e os impactos econômicos e sociais associados às plataformas digitais.

Jornalista: Mika Sbardelott

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