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Fávaro comemora decisão de Lula contra funcionamento de bets no Brasil

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O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) comemorou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de editar uma medida provisória (MP) com o objetivo de proibir o funcionamento de casas de apostas digitais, conhecidas como “bets”, em todo o país.

Fávaro é autor de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e tem objetivo semelhante. Ao comentar a iniciativa do governo federal, o senador afirmou que a proibição das apostas digitais poderá reduzir os impactos do setor sobre as famílias brasileiras.

“O fim das bets vai acabar com um pesadelo das famílias brasileiras. Esse jogo de azar toma o dinheiro de quem trabalha, adoece jovens e destrói lares”, afirmou Fávaro.

Medida provisória

A medida provisória é um instrumento utilizado pelo presidente da República que produz efeitos com força de lei a partir de sua edição. Para permanecer em vigor, porém, precisa ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional.

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No caso das MPs, o prazo de vigência é de até 120 dias, considerando as regras de tramitação e eventuais prorrogações previstas na Constituição. Se não houver aprovação dentro do período, a medida perde sua eficácia.

Fávaro também declarou que pretende apoiar, no Congresso, uma iniciativa para encerrar as atividades das plataformas de apostas no país.

“Vou votar para acabar, de uma vez, com as bets no Brasil. Essa é uma luta que já comecei e que vou levar até o fim”, concluiu o senador.

A proposta defendida pelo parlamentar ocorre em meio ao debate nacional sobre a regulamentação das apostas esportivas e os impactos econômicos e sociais associados às plataformas digitais.

Jornalista: Mika Sbardelott

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“É SEGREDO”: Virginia vira palanque, pede voto para Medeiros e deixa Buzetti no vácuo

Candidata a deputada federal participou de atos de adversários na disputa ao Senado e diz que “onde for convidada, vai”

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A candidata a deputada federal Virginia Mendes (União) voltou a deixar em aberto seu segundo voto para o Senado em Mato Grosso e alimentou a divisão de palanques dentro do grupo político liderado pelo marido, Mauro Mendes (União).

A indefinição ganhou força depois que Virginia participou, no último dia 17, do lançamento da candidatura de José Medeiros (PL) ao Senado e pediu votos para o parlamentar e para Mauro. A movimentação chamou atenção porque, poucos dias antes, ela havia participado de um ato de campanha de Margareth Buzetti (PP) e, segundo a própria senadora, declarado apoio a ela e a Mauro.

Questionada nesta quinta-feira (24) sobre a presença no evento de Medeiros, Virginia afirmou que apenas atendeu a um convite.

“Eu pedi para os dois. Fui convidada para participar do evento dele, eu participei, assim como fui convidada para participar do da Margareth e também participei. Então, onde for convidada, eu vou e participo”, afirmou.

A pergunta seguinte foi direta: o segundo voto será para Buzetti?

Virginia respondeu apenas: “É segredo.”

Buzetti reage

A postura de Virginia provocou reação de Buzetti, que lamentou o apoio declarado ao adversário e lembrou que havia recebido uma manifestação pública de voto poucos dias antes.

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“Eu lamento isso porque uma semana antes ela estava no meu evento e declarou voto a mim e ao Mauro. Não sei por quê, não vou perguntar também, mas não é um procedimento meu”, afirmou Buzetti.

Apesar do episódio, a candidata ao Senado declarou que permanecerá no mesmo grupo e continuará defendendo sua candidatura ao lado de Mauro Mendes.

Dois palanques, dois votos

A situação ganhou contornos ainda mais peculiares porque a eleição para o Senado em Mato Grosso terá duas vagas em disputa. Mauro Mendes e Margareth Buzetti integram a composição da Federação União Progressista, enquanto José Medeiros disputa pelo PL.

Na prática, Virginia deixou claro o apoio a Mauro, mas não revelou publicamente quem receberá seu segundo voto. A candidata afirma ter pedido votos para Medeiros e Buzetti, mantendo a escolha final em reserva.

O próprio Mauro também evitou revelar seu segundo voto. Questionado sobre a posição da esposa, afirmou que Virginia é autônoma para fazer suas escolhas e que ele também decidirá seu voto sem necessariamente torná-lo público neste momento.

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Cobrança de lealdade vira outro capítulo

O episódio também ganhou repercussão por causa de uma cobrança pública feita anteriormente por Virginia à coronel Grasi, que é suplente de Buzetti.

Em uma agenda de campanha em Primavera do Leste, Grasi havia pedido votos para Buzetti. Virginia reagiu nas redes sociais cobrando que a ex-auxiliar também demonstrasse apoio a Mauro Mendes.

A movimentação passou a ser comentada nos bastidores justamente porque, enquanto Virginia cobrava fidelidade política de uma integrante da chapa de Buzetti, ela própria passou a circular em palanque de outro candidato ao Senado.

Eventuais interpretações de que a participação no ato de Medeiros teria sido uma retaliação a Grasi permanecem no campo das especulações e não foram confirmadas publicamente por Virginia ou por integrantes de sua campanha.

Por enquanto, o que está oficialmente colocado é apenas uma certeza: Virginia mantém Mauro no primeiro voto e transformou o segundo em segredo de campanha.

Jornalista: Mika Sbardelott

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