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Rafaela Fávaro defende combate ao feminicídio, inclusão e maior participação feminina na política em podcast

Presidente do PSD Mulher MT afirmou que Mato Grosso precisa avançar em políticas públicas para proteger mulheres, garantir educação inclusiva e ampliar a representatividade feminina nos espaços de poder

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A presidente do PSD Mulher Mato Grosso e pré-candidata a deputada estadual, Rafaela Fávaro, participou de um podcast nesta semana e abordou temas considerados centrais para o desenvolvimento social do estado, como o combate ao feminicídio, a inclusão de pessoas com deficiência, a proteção da população idosa e a participação das mulheres na política.

Durante a entrevista, Rafaela destacou a preocupação com os índices de violência contra a mulher em Mato Grosso, que aparece entre os estados com os maiores registros de feminicídio do país. Para ela, o enfrentamento do problema exige ações integradas entre poder público, forças de segurança, sistema de justiça e sociedade.

A dirigente partidária defendeu o fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência, especialmente nos municípios do interior, onde muitas vezes o acesso aos serviços de acolhimento e atendimento especializado é mais limitado.

“A violência contra a mulher não pode ser tratada apenas como estatística. Por trás de cada número existe uma vida interrompida, uma família destruída e uma sociedade que precisa reagir”, destacou.

Inclusão escolar

Outro tema debatido foi a educação inclusiva, especialmente diante das recentes discussões envolvendo a legislação que prevê punições para instituições de ensino que recusarem matrículas de estudantes com deficiência.

Rafaela defendeu que a inclusão deve ser tratada como um direito fundamental e não como uma concessão. Segundo ela, a escola tem papel decisivo na construção de uma sociedade mais justa e preparada para conviver com as diferenças.

A presidente do PSD Mulher também ressaltou a importância de investimentos em capacitação de professores, adaptação de estruturas físicas e suporte adequado para garantir que estudantes com deficiência tenham acesso pleno à educação.

Mulheres na política

Ao abordar a participação feminina na política, Rafaela afirmou que o Brasil ainda enfrenta desafios significativos para ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão.

Ela observou que, apesar de representarem a maioria da população, as mulheres continuam sub-representadas nos cargos eletivos e nos postos de liderança.

Segundo a pré-candidata, ampliar a presença feminina nos parlamentos e nos cargos executivos significa trazer novas perspectivas para a formulação de políticas públicas e fortalecer a democracia.

Atenção aos idosos

A entrevista também abordou o envelhecimento da população brasileira e a necessidade de políticas públicas voltadas para a terceira idade.

Rafaela defendeu a ampliação do acesso à saúde, programas de assistência social e iniciativas voltadas à promoção da qualidade de vida dos idosos, além de medidas de combate ao abandono e à violência contra essa parcela da população.

Pré-candidatura

Ao falar sobre seu futuro político, Rafaela reafirmou a intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas próximas eleições.

Ela afirmou que pretende defender pautas ligadas à proteção das mulheres, inclusão social, fortalecimento das políticas públicas e desenvolvimento humano.

Durante o podcast, a dirigente também falou sobre sua trajetória profissional, a experiência no jornalismo, a atuação na Bolsa de Valores e os desafios de construir uma identidade política própria.

A entrevista integra uma série de debates sobre temas sociais e políticos relevantes para Mato Grosso e reforça discussões sobre segurança, inclusão, cidadania e representatividade em um momento de preparação para as eleições estaduais.

Vídeo:

Jornalista: Mika Sbardelott

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Por trás do crachá existe uma mãe: Podcast Conexão Materna aborda assédio no trabalho

Especialista alerta para sinais de abuso, direitos das vítimas e responsabilidade das empresas

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A rotina de muitas mulheres brasileiras começa antes mesmo do nascer do sol. Entre preparar o café, organizar os filhos, administrar a casa e cumprir jornadas de trabalho, elas enfrentam diariamente uma série de desafios. Para muitas, porém, a pressão profissional vai além das metas e responsabilidades da função: envolve humilhações, constrangimentos, perseguições e até assédio sexual dentro do ambiente de trabalho.

Embora o tema tenha ganhado mais visibilidade nos últimos anos, especialistas afirmam que os casos de assédio moral e sexual ainda são subnotificados, principalmente porque muitas vítimas têm medo de denunciar por receio de perder o emprego ou sofrer represálias.

A situação se torna ainda mais delicada para mães trabalhadoras, que frequentemente enfrentam preconceitos relacionados à maternidade. Comentários sobre produtividade após a licença-maternidade, questionamentos sobre ausências motivadas pelos cuidados com os filhos e exclusão de oportunidades profissionais estão entre as reclamações mais recorrentes.

Segundo especialistas da área trabalhista, o assédio moral é caracterizado por condutas repetitivas que expõem o trabalhador a situações humilhantes ou constrangedoras. Entre os exemplos estão críticas excessivas em público, isolamento, perseguições, tratamento discriminatório e cobranças abusivas.

Os impactos podem ser devastadores. Ansiedade, depressão, síndrome de burnout, perda da autoestima e afastamentos médicos são algumas das consequências relatadas por vítimas que convivem durante meses ou anos com ambientes de trabalho tóxicos.

Já o assédio sexual envolve comportamentos de natureza sexual praticados sem consentimento, como convites insistentes, comentários inadequados, mensagens invasivas, intimidações e contatos físicos indesejados. A prática pode ocorrer tanto por superiores hierárquicos quanto entre colegas de trabalho.

Além da responsabilização do agressor, as empresas também podem ser responsabilizadas judicialmente quando deixam de adotar medidas preventivas ou ignoram denúncias apresentadas por funcionários.

Especialistas destacam que as organizações têm o dever de criar ambientes seguros, implementar canais de denúncia, promover treinamentos internos e agir com rigor diante de qualquer relato de violência ou discriminação.

Para as vítimas, reunir provas é um passo importante. Mensagens, e-mails, gravações, testemunhas, registros de ocorrências e anotações podem auxiliar na comprovação dos fatos. No entanto, a ausência de testemunhas não impede o reconhecimento da violência, já que a Justiça analisa cada caso de forma individualizada.

Entre os direitos garantidos às vítimas estão a possibilidade de indenização por danos morais, rescisão indireta do contrato de trabalho, afastamentos por questões de saúde e, nos casos de assédio sexual, responsabilização criminal do agressor.

Especialistas reforçam que o silêncio não deve ser interpretado como consentimento. Muitas mulheres permanecem caladas por medo, vergonha ou dependência financeira, fatores que acabam perpetuando situações abusivas.

Para quem enfrenta esse tipo de violência, a orientação é buscar apoio jurídico, psicológico e institucional o mais cedo possível. Denunciar não apenas protege a vítima, mas também contribui para impedir que outras mulheres passem pela mesma situação.

Em um mercado de trabalho que ainda impõe desafios extras às mães, o combate ao assédio moral e sexual continua sendo uma questão de dignidade, respeito e garantia dos direitos fundamentais das mulheres.

Vídeo:

Jornalista: Mika Sbardelott

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