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Estudantes de Medicina fazem vaquinha para levar corpo de colega morta em MT para Minas Gerais

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Estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal de Rondonópolis iniciaram uma campanha solidária para arrecadar recursos destinados ao translado do corpo da acadêmica Laisa Giullia Araújo Viana, de 22 anos, que morreu nesta terça-feira (26).

Natural de Minas Gerais, Laisa cursava Medicina em Rondonópolis e, segundo colegas, era conhecida pela dedicação aos estudos, personalidade marcante e pela forma acolhedora com que tratava amigos e colegas de faculdade.

Em nota divulgada nas redes sociais, estudantes lamentaram a morte precoce da jovem e destacaram o impacto da perda dentro da universidade.

“A Laisa não era apenas uma estudante brilhante e dedicada; ela era uma presença que iluminava a nossa rotina”, diz trecho da publicação compartilhada pelos colegas.

Após o falecimento, os estudantes organizaram uma vaquinha solidária para auxiliar a família nos custos do translado do corpo até Minas Gerais, onde serão realizados os procedimentos fúnebres.

As doações podem ser feitas via PIX pela chave 03243008670. A titular da conta é Nívea, no banco Itaú.

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Jornalista: Luan Schiavon

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Cuiabá

Retirada de árvores em rua de Cuiabá provoca críticas e reacende debate sobre perda de áreas verdes

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Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrando o antes e depois da Rua Baltazar Navarro, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, provocou forte repercussão e reacendeu o debate sobre a redução da arborização urbana na capital mato-grossense. As imagens revelam uma mudança drástica na paisagem da via após a retirada de árvores em cerca de um ano, cenário que gerou críticas de moradores e ambientalistas.

Nas publicações, internautas lamentaram a perda da sombra e do aspecto arborizado da rua, apontando preocupação com o aumento das temperaturas em uma cidade já conhecida pelo calor extremo. A retirada das árvores também levantou questionamentos sobre as políticas de preservação ambiental e planejamento urbano adotadas pelo município.

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que a remoção de cinco árvores da espécie figueira (Ficus benjamina) foi autorizada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), após avaliação técnica. Segundo a gestão municipal, os exemplares apresentavam risco à segurança da população e à infraestrutura urbana.

De acordo com o laudo técnico citado pela prefeitura, as árvores tinham porte elevado, raízes expostas, sinais de senescência avançada, além de cupins e apodrecimento do caule, fatores que poderiam provocar quedas.

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O município argumenta ainda que a espécie é considerada inadequada para arborização urbana devido à agressividade das raízes, que podem causar danos a calçadas, tubulações e outras estruturas. A administração municipal afirmou que a retirada ocorreu dentro da legalidade e prevê compensação ambiental com o replantio de cinco árvores nativas no mesmo terreno.

Apesar da justificativa técnica, a remoção gerou críticas pela ausência de debate público e pela sensação de perda ambiental em uma capital que já enfrenta redução significativa da cobertura vegetal urbana. Especialistas e moradores apontam que, embora o manejo de árvores com risco seja necessário, a substituição de exemplares adultos por mudas ainda leva anos para recompor os benefícios ambientais, como sombreamento, redução da temperatura e melhoria da qualidade do ar.

A situação também reacende discussões sobre o modelo de urbanização em Cuiabá. Um estudo divulgado em 2019 pelo Instituto Centro de Vida (ICV), com dados do Projeto MapBiomas, apontou que a capital perdeu 17% das áreas verdes nas últimas três décadas. Segundo o levantamento, mais de 55 mil hectares de vegetação desapareceram no período — área equivalente a cerca de 714 vezes o tamanho do Parque Mãe Bonifácia.

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Para críticos da política ambiental urbana, casos como o da Rua Baltazar Navarro simbolizam um processo contínuo de redução da vegetação em Cuiabá, frequentemente substituída por concreto e expansão urbana sem planejamento ambiental proporcional.

O Governo de Mato Grosso informou que a retirada ocorreu com autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano. Ainda assim, a repercussão do vídeo ampliou a cobrança por maior transparência nas autorizações de supressão vegetal e por políticas mais efetivas de preservação e ampliação da arborização urbana na capital.

Jornalista: Mika Sbardelott

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