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Criminosos fazem 10 reféns em confraternização e exigem presença da imprensa para se render; Vídeo (Cenas fortíssimas)

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O presidente do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, Juliano Souza Queiroz, foi feito refém por uma quadrilha durante uma invasão a uma residência na madrugada desta quarta-feira (9), em Pontes e Lacerda (MT). Além dele, outras nove pessoas foram mantidas em cárcere privado. Os quatro suspeitos, de 18, 19, 19 e 22 anos, foram presos pela Polícia Militar após uma negociação que durou cerca de 30 minutos.

De acordo com o boletim de ocorrência, o crime ocorreu por volta das 23h50, quando os criminosos, encapuzados e armados, invadiram uma residência localizada na Avenida Bahia, onde acontecia uma confraternização. No imóvel estavam quatro homens, incluindo Juliano Souza Queiroz, e seis mulheres.

Após serem acionadas, equipes da Polícia Militar, com apoio da Força Tática e da Rotam, foram até o endereço. Durante a varredura na área externa, os policiais encontraram a porta principal da residência aberta, mas não perceberam movimentação no interior.

Em determinado momento, os militares ouviram os suspeitos discutindo enquanto tentavam deixar o local em uma caminhonete. Os policiais intervieram e determinaram que os criminosos retornassem para dentro da residência. Na ocasião, uma das vítimas conseguiu escapar e, com o portão entreaberto, as equipes entraram no imóvel.

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Segundo a PM, os criminosos mantinham as dez vítimas sob ameaça. Os quatro homens estavam na linha de fogo, com armas apontadas para a cabeça, enquanto os suspeitos afirmavam que poderiam executá-los a qualquer momento.

Dentro da residência, os policiais iniciaram uma negociação para garantir a liberação dos reféns. Os criminosos exigiram a presença da imprensa e, após a chegada de veículos de comunicação, decidiram se render.

As dez vítimas foram libertadas sem registro de ferimentos graves, e os quatro suspeitos foram presos em flagrante. Eles foram encaminhados ao 18º Batalhão da Polícia Militar, onde o caso foi registrado e segue sob investigação.

A reportagem entrou em contato com o Sindicato Rural de Pontes e Lacerda para obter informações sobre o estado de saúde de Juliano Souza Queiroz e das demais vítimas. Até o momento, a entidade informou que não possui detalhes sobre as condições de saúde dos envolvidos.

Vídeo:

 

Jornalista: Luan Schiavon

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Advogado filho de ex-presidente do TJMT vira réu por desacato e desobediência após confusão no Tribunal

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O advogado Fábio Helene Lessa, filho do desembargador aposentado e ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Paulo Inácio Dias Lessa, passou a responder a uma ação penal pelos crimes de desobediência e desacato contra agentes públicos. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), foi recebida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram no dia 3 de abril de 2025, por volta das 13h20, na entrada principal do Tribunal de Justiça, em Cuiabá.

Segundo o Ministério Público, Fábio Helene Lessa passou pelo detector de metais instalado na entrada do prédio, momento em que o equipamento emitiu alerta sonoro e luminoso indicando a presença de objeto metálico junto ao corpo.

Uma policial militar responsável pelo controle de acesso determinou que o advogado retornasse e passasse novamente pelo equipamento, conforme os protocolos de segurança adotados pelo Poder Judiciário.

Ainda conforme a acusação, embora tenha atendido à primeira orientação, o advogado demonstrou irritação com o procedimento. Ao passar novamente pelo detector, o equipamento voltou a disparar, sendo orientado a retirar o relógio que utilizava e repetir a inspeção.

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O Ministério Público afirma que Fábio recusou-se a cumprir a determinação, alegando ser advogado e classificando o procedimento de segurança como uma “babaquice”. Na sequência, teria ingressado nas dependências do Tribunal sem autorização da equipe responsável pelo controle de acesso.

A denúncia também relata que o advogado teria se dirigido à policial militar de maneira exaltada, apontando o dedo para a servidora, elevando o tom de voz e adotando postura considerada desrespeitosa diante das pessoas que estavam na recepção do Tribunal de Justiça.

Conforme o Ministério Público, ao deixar o prédio, Fábio Helene Lessa ainda teria afirmado, em voz alta, que “queria ver quais providências seriam tomadas quanto a isso”, mantendo comportamento hostil em relação aos policiais militares responsáveis pela segurança institucional.

Proposta de acordo foi recusada

Antes de apresentar a denúncia, o Ministério Público ofereceu ao advogado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), instrumento previsto na legislação que pode evitar o prosseguimento da ação penal em determinados casos, desde que o investigado aceite cumprir as condições estabelecidas.

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Segundo o órgão ministerial, a proposta foi encaminhada por meio do aplicativo WhatsApp, mas o advogado não manifestou interesse em aderir ao benefício dentro do prazo estipulado.

Justiça recebe denúncia

Ao analisar o caso, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra ressaltou que, nesta fase processual, cabe ao magistrado apenas verificar se a denúncia atende aos requisitos legais e se existem indícios mínimos de autoria e materialidade dos fatos.

Entendendo que esses elementos estavam presentes, o magistrado recebeu a denúncia e determinou o prosseguimento da ação penal.

Com a decisão, o processo entra agora na fase de instrução criminal, período em que acusação e defesa poderão produzir provas, ouvir testemunhas e apresentar seus argumentos antes do julgamento definitivo sobre a responsabilidade do acusado.

Jornalista: Luan Schiavon

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