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Abilio remove seis vereadores de grupo de WhatsApp após críticas na Câmara de Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), decidiu remover seis vereadores de um grupo de WhatsApp utilizado para a comunicação direta entre o Executivo e parlamentares da base aliada, em meio ao aumento das tensões políticas envolvendo a relação entre a Prefeitura e a Câmara Municipal.

O grupo, denominado “Vereadores 2025 e Prefeito”, teve a exclusão dos vereadores Alex Rodrigues (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Podemos) e Katiuscia Mantelli (Podemos), conforme prints obtidos pela reportagem. Além deles, as vereadoras Michelly Alencar (União Brasil) e Doutora Mara (Podemos) também teriam sido retiradas do canal de comunicação.

As exclusões ocorreram nesta quinta-feira (9) e coincidem com as críticas feitas por parlamentares à decisão do prefeito de ingressar na Justiça para questionar a exigência do quórum mínimo de dois terços dos vereadores para aprovação de determinados temas internos do Legislativo.

Nos bastidores, a medida é interpretada como uma estratégia que pode facilitar a aprovação de mudanças no Regimento Interno da Câmara, permitindo que a presidente da Casa, Paula Calil (PL), dispute a reeleição para o comando do Legislativo municipal.

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Atualmente, Paula conta com o apoio de 14 vereadores, mas necessita de 18 votos para aprovar a alteração regimental. Um Projeto de Resolução sobre o tema já tramita na Câmara e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), última etapa antes da votação em plenário.

Entre as vozes mais críticas à iniciativa do Executivo está a vereadora Katiuscia Mantelli, que utilizou a tribuna para defender a autonomia do Poder Legislativo e sustentar que questões internas da Câmara, como a eleição da Mesa Diretora, devem ser resolvidas pelos próprios parlamentares, sem interferência externa.

Na mesma sessão, o vereador Ilde Taques (Podemos) apresentou um manifesto institucional em defesa da independência da Câmara Municipal. O parlamentar solicitou que a Procuradoria-Geral do Legislativo elabore um parecer jurídico sobre a estratégia de defesa da Casa e adote medidas para resguardar as prerrogativas constitucionais do Poder Legislativo municipal.

O episódio evidencia um possível desgaste na relação entre o prefeito e parte de sua base de apoio, justamente em um momento decisivo para a definição dos rumos políticos da Câmara de Cuiabá. A retirada dos parlamentares do grupo de mensagens reforça o clima de tensão e amplia as especulações sobre um possível racha entre aliados do chefe do Executivo municipal.

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Jornalista: Luan Schiavon

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Câmara de Cuiabá recebe pedido de CPI para investigar suposto rombo de R$ 131 milhões na Educação

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m requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), denominada “CPI da Educação”, foi protocolado na Câmara Municipal de Cuiabá com o objetivo de investigar supostas irregularidades na gestão financeira da Secretaria Municipal de Educação durante os anos de 2023 e 2024, período em que a prefeitura era administrada pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).

A proposta foi apresentada pelo vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) e aponta um déficit financeiro superior a R$ 131 milhões na pasta. Segundo o parlamentar, há indícios de descumprimento do artigo 212 da Constituição Federal, que determina a aplicação mínima de 25% da receita proveniente de impostos na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE).

De acordo com a justificativa do requerimento, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu alertas técnicos indicando que o município teria utilizado superávits financeiros de exercícios anteriores para cumprir, de forma irregular, o percentual mínimo constitucional destinado à educação. O caso também é alvo de investigação conduzida pela 36ª Promotoria de Justiça Cível do Ministério Público de Mato Grosso.

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Além do déficit apontado, a CPI pretende apurar o suposto uso indevido de recursos do Fundo Único Municipal de Educação de Cuiabá (FUNED), incluindo possíveis desvios de finalidade na aplicação das verbas.

Os vereadores também pretendem analisar contratos, processos licitatórios e despesas executadas — ou que deixaram de ser pagas — que possam ter contribuído para o endividamento da Secretaria Municipal de Educação. A investigação busca ainda identificar eventuais responsabilidades administrativas de ex-secretários e ordenadores de despesas, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei de Improbidade Administrativa.

Caso seja instalada, a comissão terá prazo inicial de 120 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado por mais 120 dias.

O requerimento foi encaminhado à Procuradoria-Geral da Câmara Municipal, que terá 48 horas para emitir parecer sobre a legalidade e a constitucionalidade do pedido. Após essa análise, caberá à Presidência da Casa publicar a resolução que oficializa a CPI e define sua composição, respeitando a proporcionalidade entre os partidos com representação no Legislativo.

Até o momento, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro não se manifestou sobre o pedido de abertura da comissão. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

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